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Sweet & Sour: Filme sul-coreano de comédia romântica explora a relação entre trabalho e fases do relacionamento

Para quem gosta de comédias românticas que não se aprofundam no drama, o filme sul-coreano Sweet & Sour proporciona um bom entretenimento, mas deixa a desejar nas questões que poderiam ser mais exploradas. Dirigido por Kae-Byeok Lee , com roteiro de Lee Gye-Wook que foi baseado no livro Initiation Love, de Kurumi Inui , o filme de 2021 foi um dos lançamentos de junho de 2021 pela Netflix . A exaustão de sul-coreanos por causa do trabalho é algo bem presente nas produções audiovisuais do país. Logo no início da história, uma das personagens principais do filme surge em cena: Da-eun (Chae Soo-bin) , uma enfermeira que parece gostar do seu trabalho, embora não esconda a insatisfação com os plantões e acabe tentando encontrar brechas para recarregar as energias. O roteirista consegue entreter bem o telespectador, brincando com a linha do tempo e pelas coincidências artificiais ou espontâneas que vão surgindo ao longo do filme, dando um toque mais emocional – porém, mesmo que seja uma

Luis Nassif fala sobre crônica jornalística e sua carreira

Print do jornalista no twitcam
O jornalista Luis Nassif realizou um bate-papo no twitcam, nesta segunda-feira, 23, em que contou sobre a crônica jornalística em sua carreira. Transmitido ao vivo para os usuários do Twitter, o vídeo está disponível no blog do jornalista. O endereço para assistir o vídeo encontra-se no final do post.

Nassif diz que em sua adolescência, quando morava em Minas Gerais, todo rapaz que queria escrever queria virar contista ou cronista mineiro. "Este gênero, conto ou crônica, sempre fez parte da nossa formação, contar causos, contar histórias, sempre teve um sabor especial em Minas Gerais", conta.

"Quando comecei no jornalismo, eu fui cobrir a parte de música e comportamento. Em 74 a parte de economia. Naquele tempo na Veja, o que me animava era quando tinha matérias agrícolas, quando saía para fazer matérias no campo, porque você tinha gente de carne e osso, as matérias aqui na cidade eram muito frias, não tinha personagens, não tinha nada", argumenta. Algum tempo depois, quando o jornalista entrou para o Jornal da Tarde, Nassif conta que tinha espaço para matérias maiores, mas já estava na área de economia.

"Nos anos 90, você começa a perceber que o crescimento de um país não é só a questão econômica ou política, você tem que ter um conjunto de valores que representem o país. Esse conjunto de valores vem através dos nossos avós, que transmitem para os nossos pais, que transmitimos para o nosso filho", narra Nassif. O jornalista conta que a competição exacerbada e a internacionalização no Brasil faziam com que os cidadãos não tivessem ligações com o seu próprio país. "Aquilo me encomodava muito. Com o tempo você começa a perceber que os valores nacionais são fundamentais para a construção de uma nação", relata.

A crônica foi o caminho encontrado pelo jornalista para falar do Brasil. Nassif conta que por meio da crônica expressou-se com os olhos de quando era adolescente, falou sobre Bossa Nova, Copa do Mundo e música brasileira. Quando convidado para trabalhar novamente na parte de música, o jornalista optou pela economia. "Mesmo no texto econômico eu tinha algumas manifestações muito interessantes", diz.

Para o jornalista, na crônica é possível ter um texto mais elaborado, algo que sempre gostou, mas ausente no seu blog pela falta de tempo. Nassif começou na crônica no final dos anos 90, em que falava sobre música, esporte, entre outros assuntos. Uma outra fase de suas crônicas foi confessional, em que abordou as relações e valores humanos. "Esta maneira de desmistificar, foi uma maneira de desmistificar essa visão que se tinha do jornalista como um popstar, intransponível, o sujeito que falava tinha que ser aceito pelo leitor". A crônica, conta o jornalista, serviu também para aproximar-se dos leitores, descobrir alguns que nem imaginava que tinha. Através da crônica, Luis Nassif diz que mesmo com a falta de tempo de pensar no dia-a-dia, podia encontrar a si mesmo, despertar lembranças de histórias, amigos, raízes, musicais e analisar pontos em comum entre a sua infância, a de seus filhos e netos. "Aquele era o momento mais pesado deste acerto de contas e mais prazeroso", justifica.

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