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Destaques

Travar

Nada como travar diante das aulas de matemática. Pensava que com o passar dos anos as coisas seriam diferentes, mas estava enganado. Ainda travava a cada aula, como se tivesse aprendendo um idioma desconhecido, uma linguagem difícil de decifrar. Sabia que não era impossível aprender a disciplina, mesmo que não fosse sua preferência, mas também sabia que não seria fácil como imaginava. Mesmo com as aulas gravadas ainda era difícil aprender Matemática. Para algumas pessoas, mais difícil do que para outras. Poderia parecer uma tarefa impossível, mas essa crença só piorava ainda mais as coisas. Então, ia dando uma nova chance, consciente de que as coisas não poderiam ser otimistas como esperava, mas que também não poderiam ser tão ruins. Eram dias que gravaria na memória. Dias em que se desafiava ainda que fosse fora da sua zona de conforto de estudos. Dias para travar e destravar. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escritpa Maldita , p ublicado...

Por conta do preço, campo-grandenses têm preferência por smartphones importados

* Escrito por Ben-Hur Oliveira e Maria Izabel Costa

Segundo um estudo publicado em fevereiro de 2011 pela IDC (International Data Corporation), empresa de inteligência de mercado, consultoria e conferências nos segmentos de Tecnologia da Informação e Telecomunicações, no quarto trimestre de 2010 o número de vendas globais de smartphones superou as de computadores pessoais: 100,9 milhões de smartphones e 92,1 milhões de computadores pessoais foram vendidos no mesmo período. O estudo ainda indicou que houve um aumento nas vendas de smartphones de 87% em relação ao mesmo período de 2009.

Em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, os smartphones ainda não fazem parte da realidade da maioria da população. O alto custo e a falta de facilidade de acesso à internet de alguns aparelhos telefônicos são alguns dos motivos pelos quais os campo-grandenses ainda não os possuem.

Vendedor de celulares há 5 anos, Eduardo Esteves conta que os aparelhos smartphones estão vendendo muito bem. “É o modelo mais procurado hoje. O smartphone é o carro-chefe de vendas hoje no mercado de celulares”, justifica. Entrevistado próximo ao Dia das Mães, Esteves diz que o mercado anda retraído, e que as vendas estão relativamente baixas. “Está este paradeiro”, conta. Para Esteves, as pessoas querem comprar smartphones por causa das funções de alta tecnologia e dos sistemas serem muito parecidos com os de computadores.


Camelódromo - Aparelhos mais baratos, mas com garantia menor
Foto: Ben Oliveira

No Centro Comercial Popular Marcelo Barbosa da Fonseca, popularmente conhecido como camelódromo, onde o vendedor trabalha, os celulares têm um preço melhor, porém com a garantia menor do que as das lojas de operadoras de telefones celulares. De acordo com o vendedor, os celulares no camelô são comprados à vista ou divididos em parcelas menores do que as das lojas. Questionado sobre a importância de preços mais acessíveis, Esteves diz: “Todo mundo tem que ter acesso a tecnologia hoje”.

Com 9 anos de experiência com vendas de celulares, Basílio Dias atualmente trabalha em uma franquia de uma operadora telefônica e acredita que as vendas de smartphones estão boas e em aquecimento. “Em virtude dos aparelhos terem acesso à internet, a procura aumenta a cada dia”, conta. Para Dias, a facilitação do acesso a internet facilita este tipo de comércio, pois não basta ter um aparelho se este não possuir acesso a internet.

Os aparelhos que mais vendem no mercado de Campo Grande continuam sendo os mais básicos. Existem aparelhos que não são smartphones que também acessam a internet, mas não têm os mesmos recursos. “O comércio de Smartphone na cidade não é tão grande, por causa da proximidade com o Paraguai e camelódromo. As pessoas preferem comprar um importado sem garantia”, argumenta.

“Os modelos de smartphones mais procurados são os que têm função touchscreen, com câmeras acima de 3.0 megapixels e uso de dois chips ao mesmo tempo”, conta. O barateamento do acesso à internet pelos celulares é um dos motivos de aumenta da procura dos smartphones. O vendedor conta que gosta do seu smartphone porque na empresa em que trabalha pode ter acesso ao e-mail todo o dia e abre direto no celular. Basílio Dias acredita que a venda de notebooks vai cair, com o aumento de vendas de smartphones e tablets, por que eles podem fazer tudo o que o computador faz hoje.

O smartphone incorpora diversas tecnologias antes só encontradas em computadores pessoais
Foto: Maria Izabel Costa

“Eu uso um smartphone, pois acesso a Internet, leio arquivos de texto, uso o GPS, jogo, converso em redes sociais com meus amigos e utilizo todas as funções dele. Eu praticamente não preciso mais de um computador portátil”, conta Iara Nantes, de 22 anos. Já para Silvia Leite, de 42 anos, a preferência é por celulares que apenas façam ligações, além de serem mais baratos. “O telefone serve para ligar. As outras funções a ele implantadas são apenas bônus, tornando-o não um telefone e sim uma máquina de aprisionamento das mentes jovens”, opina.

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