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Destaques

Quando a previsão do tempo erra

Quando a previsão do tempo erra podemos ficar felizes ou frustrados. Se gostamos de sol e não queremos chuva ou frio, é uma alegria quando a previsão do tempo erra. A verdade é que nem sempre a previsão do tempo acerta e está tudo bem. O mesmo vale sobre pessoas – há momentos em que podemos ficar felizes ou frustrados –, mas fazia parte da vida. Então, quer você estivesse torcendo por um dia de chuva ou desejando que o sol tomasse conta, é importante lembrar que nem sempre o que queremos, é o que o outro quer e está tudo bem. É até um exercício de empatia, de se colocar no lugar do outro e tentar entender, como duas pessoas poderiam querer coisas opostas. Havia aprendido que mais de uma coisa poderia ser verdade. Então, havia conseguido tomar sua dose diária de sol. Precisava, pois ajudava na sua regulação do humor. Mas também entendia quem se alegrava com a chuva e o frio. Mudávamos com o tempo e as previsões do tempo também mudavam. Ficamos felizes, frustados, mas dificilmente indife...

Os encontros e desencontros da vida jornalística

Texto produzido por mim, Ben-Hur Oliveira, publicado no jornal impresso laboratorial da UCDB 'Em Foco', na edição extra '72 Horas de Jornalismo'

Acadêmicos de jornalismo e publicidade e propaganda da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) que estavam visitando diferentes veículos jornalísticos, impresso, radio, TV e online, da capital sul-matogrossense, estiveram presentes na mesma entrevista coletiva realizada numa delegacia, onde os jornalistas foram entrevistar o delegado e uma quadrilha que foi presa, porém devido à diferença de horários os jovens se desencontraram.

Por este desencontro, os acadêmicos puderam observar e sentir um pouco como é a rotina do jornalista, profissional que está sempre correndo contra o tempo.

De acordo com informações apuradas pelo Campo Grande News, em 5 meses a quadrilha roubou no mínimo 20 veículos, entre caminhonetes e caminhões. Foram presos em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Odair José Duarte Pacheco, Ademir da Silva Souza e Katiuscia dos Santos, que serão indiciados por formação de quadrilha e roubo qualificado. As ordens foram comandas pelos presidiários José Antônio Sobrinho e Geraldo de Souza, em que os caminhoneiros que faziam frete eram o principal alvo. Três pessoas ainda estão foragidas.

Gabriel Gomes, estudante do quinto semestre de jornalismo, conta que quando chegou à entrevista coletiva não se sentiu bem pelo jeito que os jornalistas estavam abordando os acusados. “Pelo que eu senti os acusados estavam se sentindo menosprezados”, relata. Segundo o acadêmico, ao chegar à coletiva, a equipe entrou em um corredor onde tinham cinco presos, quatro homens e uma mulher. “Os jornalistas já tinham se organizado. Cada emissora de televisão teve a sua vez de gravar com os acusados e fazer as perguntas”, narra. O estudante estava visitando o jornal online Campo Grande News, e saiu junto com a repórter Paula Vitorino para acompanhar a coletiva, que só entrevistou o delegado responsável pelo caso.

Gabriel, que ficou observando os jornalistas realizarem as entrevistas com os acusados e com o delegado, teve a impressão de que alguns profissionais estavam despreparados, porque os mesmos faziam perguntas iguais, talvez pela falta de atenção em ouvir o que os entrevistados diziam. Para o jovem, observar os jornalistas ajudando uns aos outros foi interessante, pois segundo ele, quebrou um tabu de que os jornalistas competiam entre si. “As brigas são entre os chefes”, comenta o que observou e ouviu dos jornalistas presentes na coletiva.

A estudante do primeiro semestre de jornalismo da Católica, Ísis Machado, de 25 anos, visitou o jornal impresso O Estado. Devido a um atraso, a jovem conta que quando chegou à coletiva de imprensa os jornalistas de outros meios de comunicação já estavam indo embora. Na entrevista, a jovem acompanhou a jornalista Jacqueline Oliveira entrevistar o delegado e as pessoas envolvidas no roubo de caminhões de frete. “Os roubos eram comandados de dentro do presídio e organizado por uma mulher, que contava com a ajuda de uma quadrilha, para roubar os caminhões e vender no Paraguai”, conta.

Amaury Arruda, de 18 anos, e Tayana Vaz, de 17 anos, ambos estudantes do primeiro semestre de Comunicação Social da Universidade Católica Dom Bosco, sendo o primeiro estudante de Publicidade, e a segunda de Jornalismo, visitaram juntos a TV Campo Grande e também acompanharam a entrevista coletiva. Os dois estudantes contam que a experiência foi interessante. “Tinham muitos repórteres de diversos veículos e nós acompanhamos a entrevista”, conta Arruda. Além de observar, o estudante aproveitou para fotografar a coletiva e recebeu dicas do repórter. Já Tayana Vaz aproveitou para filmar os jornalistas, o delegado e a quadrilha. “Foi legal, porque nós vimos todos os jornalistas juntos, apesar da competição entre empresas os jornalistas colaboravam entre si.

Todos os jovens que visitaram os veículos de comunicação aprenderam sobre a rotina dos jornalistas por meio da observação. O fato curioso é de que mesmo tendo visitado a mesma entrevista coletiva, os quatro acadêmicos acabaram se desencontrando. E assim são os encontros e desencontros jornalísticos, em que profissionais e acadêmicos que vão cobrir a mesma pauta, ora têm a oportunidade de se encontrar, ora não.

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