Apenas colegas
Em um universo de indefinições, escolhemos definir o que nós éramos. Mas será que estávamos prontos para o que tinhamos escolhido? Dia ou outro, batia uma tentação. Uma vontade de estar mais perto do que o outro imaginava. E, de repente, na fantasia, já não eram mais só colegas. Era como assistir um filme repetido. Não, não repetiria a mesma história. Foi com alegria aceitando o espaço do outro. Não era seu papel lidar com o distanciamento, apenas aceitar que as coisas seriam assim desde que escolheram. Se tinham escolhido mal ou errado, não importava. Não iriam voltar atrás. A verdade é que ao matar a esperança, já não havia espaço para serem nada mais do que colegas. Os dias passavam. Evitara ruminar o assunto. Optara pela aceitação radical. Tudo estava bem do jeito que as coisas estavam. Nada precisava mudar. De repente, não era tão ruim assim ser apenas colegas. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror Escrita Maldita , p ublicado na Amazon e ...
