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Destaques

Resenha: Você – Caroline Kepnes

Frieza e perversão. Se eu pudesse resumir Joe em duas palavras seriam essas. O livro Você (You), da autora Caroline Kepnes nos leva para uma viagem para a mente doentia de um homem capaz de tudo para obter seu prazer. A obra foi publicada no Brasil pela Editora Rocco, com tradução de Alexandre Martins, em 2018.

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Um jogo de gato e rato. Joe é dono de uma livraria, onde ele mantém não só sua obsessão por livros antigos e raros, como uma jaula que pertencia ao proprietário anterior. Com um passado traumático, o personagem desliga suas emoções e se aventura à procura de sua próxima vítima, alguém em quem possa projetar seus ideais românticos, ainda que unilaterais.
“Eu subo trotando e me sento para uma sessão de Beck, que consiste em escutar Rare and Well Done, olhar fotos suas que roubei do Facebook, assistir a cena de A Escolha Perfeita sem som. Eu me perco tanto nisso que amanhece na livraria e eu deveria estar cansado por caus…

Privacidade e Imprensa

Se acontecesse um incêndio em um clube de filmes homossexuais, onde oito homens morreram e você tivesse que noticiar o fato, você revelaria a identidade dos envolvidos? Esta é a reflexão de H. Eugene Goodwin, no livro 'Procura-se ética no jornalismo', em que o autor comenta o caso de dois jornais, o Washington Post e o extinto Washington Star, que enfrentaram o dilema.

Enquanto o Washington Star decidiu identificar os mortos e o local onde aconteceu o incêndio, o Washington Post falou sobre o clube de cinema e sua natureza, mas não identificou as vítimas. Nenhum dos dois jornais publicou os nomes dos feridos.

O ex-ombudsmen do Washington Post comentou que a decisão de não publicar as identidades pode ter acentuado o estigma da homossexualidade, considerando esta vergonhosa para os familiares das vítimas. O mesmo disse que o jornal deveria ter publicado, como o Washington Star fez. "Os nomes constituam notícias e o negócio dos jornais é publicar as notícias", comenta Charles B. Seib. O necessário, como aponta o ex-ombudsmen do falido Washington Star, George Beveridge, não era indicar a sexualidade dos indivíduos, mas relatar a morte de oito seres humanos.

"A questão de saber se o jornalista deve ou não deve revelar ou sugerir a inclinação sexual de uma pessoa que aparece no noticiário é de caráter privado", afirma o autor do livro. Para o autor, apesar da invasão da privacidade das pessoas-notícia, na maioria das vezes, ser uma questão legal, trata-se de uma questão ética, pois muito se sabe o que não deve ser feito, e pouco sobre o que pode ser feito.

Preconceituosa ou não a decisão de não publicar as informações das vítimas com medo do desaprovamento das famílias, o Washington Post acabou deixando de informar corretamente. Todavia, Seib ressalta que se o jornal fizesse uma pesquisa de opinião com os eleitores, existia uma possibilidade destes concordaram com a atitude tomada pelo jornal, já que muitos consideram a imprensa "insensível aos prejuízos e à dor que pode causar aos inocentes".

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