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Destaques

1 ano e 3 meses sem fumar cigarro

1 ano e 3 meses sem fumar cigarro... A cada mês eu me surpreendo com o fato de ainda não ter desistido. Em momentos de estresse e ansiedade, como o que estamos vivendo das eleições, eu consegui dizer não ao cigarro. Não estava tentando provar nada para ninguém, só para si mesmo. Provando de que era capaz de abandonar um vício e construir hábitos saudáveis. Provando que não era impossível parar de fumar cigarro. Escrevia para deixar registrado. Escrevia para comemorar. Escrevia para lembrar outras pessoas que elas também serão capazes de parar de fumar cigarro. Dia após dia, havia momentos em que se esquecia completamente do cigarro. Porém, tinham momentos em que ainda sentia falta. Mesmo quando sentia falta se negava a ir comprar o cigarro. Sabia que o único modo de se manter sem fumar, era não começando. Uma vez que recomeçasse seria mais difícil ainda parar  Ia escrevendo para lidar com as emoções. De repente, pouco a pouco ia esvaziando a mente e vendo que não precisava mais do ...

Privacidade e Imprensa

Se acontecesse um incêndio em um clube de filmes homossexuais, onde oito homens morreram e você tivesse que noticiar o fato, você revelaria a identidade dos envolvidos? Esta é a reflexão de H. Eugene Goodwin, no livro 'Procura-se ética no jornalismo', em que o autor comenta o caso de dois jornais, o Washington Post e o extinto Washington Star, que enfrentaram o dilema.

Enquanto o Washington Star decidiu identificar os mortos e o local onde aconteceu o incêndio, o Washington Post falou sobre o clube de cinema e sua natureza, mas não identificou as vítimas. Nenhum dos dois jornais publicou os nomes dos feridos.

O ex-ombudsmen do Washington Post comentou que a decisão de não publicar as identidades pode ter acentuado o estigma da homossexualidade, considerando esta vergonhosa para os familiares das vítimas. O mesmo disse que o jornal deveria ter publicado, como o Washington Star fez. "Os nomes constituam notícias e o negócio dos jornais é publicar as notícias", comenta Charles B. Seib. O necessário, como aponta o ex-ombudsmen do falido Washington Star, George Beveridge, não era indicar a sexualidade dos indivíduos, mas relatar a morte de oito seres humanos.

"A questão de saber se o jornalista deve ou não deve revelar ou sugerir a inclinação sexual de uma pessoa que aparece no noticiário é de caráter privado", afirma o autor do livro. Para o autor, apesar da invasão da privacidade das pessoas-notícia, na maioria das vezes, ser uma questão legal, trata-se de uma questão ética, pois muito se sabe o que não deve ser feito, e pouco sobre o que pode ser feito.

Preconceituosa ou não a decisão de não publicar as informações das vítimas com medo do desaprovamento das famílias, o Washington Post acabou deixando de informar corretamente. Todavia, Seib ressalta que se o jornal fizesse uma pesquisa de opinião com os eleitores, existia uma possibilidade destes concordaram com a atitude tomada pelo jornal, já que muitos consideram a imprensa "insensível aos prejuízos e à dor que pode causar aos inocentes".

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