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Destaques

Antraz: Documentário da Netflix revela investigações feitas pelo FBI durante anos

Um pouco após os atentados terroristas contra as torres gêmeas, em Nova Iorque, Estados Unidos, no 11 de setembro de 2001, uma ameaça de antraz colocou as autoridades, como o FBI em alerta, e espalhou pânico nos norte-americanos devido à facilidade de se espalhar sem as pessoas saberem.  Dirigido e roteirizado por Dan Krauss e produzido pela Netflix e pela BBC, 21 anos após o ataque e o primeiro caso de circulação do antraz, o documentário Antraz: EUA Sob Ataque (The Anthrax Attacks) leva o telespectador para as investigações do FBI que duraram anos. O que a princípio foi alvo de muita pressão para a solução do caso, principalmente pelo medo dos norte-americanos do esporo da bactéria continuar se espalhando pelas cartas e fazendo mais pessoas adoecerem e/ou morrerem, logo foi caindo no esquecimento conforme as investigações desenrolavam fora dos holofotes.  Com a proximidade do caso do ataque às torres gêmeas, à primeira vista, o pânico generalizado fez com quem os norte-americanos

Privacidade e Imprensa

Se acontecesse um incêndio em um clube de filmes homossexuais, onde oito homens morreram e você tivesse que noticiar o fato, você revelaria a identidade dos envolvidos? Esta é a reflexão de H. Eugene Goodwin, no livro 'Procura-se ética no jornalismo', em que o autor comenta o caso de dois jornais, o Washington Post e o extinto Washington Star, que enfrentaram o dilema.

Enquanto o Washington Star decidiu identificar os mortos e o local onde aconteceu o incêndio, o Washington Post falou sobre o clube de cinema e sua natureza, mas não identificou as vítimas. Nenhum dos dois jornais publicou os nomes dos feridos.

O ex-ombudsmen do Washington Post comentou que a decisão de não publicar as identidades pode ter acentuado o estigma da homossexualidade, considerando esta vergonhosa para os familiares das vítimas. O mesmo disse que o jornal deveria ter publicado, como o Washington Star fez. "Os nomes constituam notícias e o negócio dos jornais é publicar as notícias", comenta Charles B. Seib. O necessário, como aponta o ex-ombudsmen do falido Washington Star, George Beveridge, não era indicar a sexualidade dos indivíduos, mas relatar a morte de oito seres humanos.

"A questão de saber se o jornalista deve ou não deve revelar ou sugerir a inclinação sexual de uma pessoa que aparece no noticiário é de caráter privado", afirma o autor do livro. Para o autor, apesar da invasão da privacidade das pessoas-notícia, na maioria das vezes, ser uma questão legal, trata-se de uma questão ética, pois muito se sabe o que não deve ser feito, e pouco sobre o que pode ser feito.

Preconceituosa ou não a decisão de não publicar as informações das vítimas com medo do desaprovamento das famílias, o Washington Post acabou deixando de informar corretamente. Todavia, Seib ressalta que se o jornal fizesse uma pesquisa de opinião com os eleitores, existia uma possibilidade destes concordaram com a atitude tomada pelo jornal, já que muitos consideram a imprensa "insensível aos prejuízos e à dor que pode causar aos inocentes".

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