Pular para o conteúdo principal

Destaques

The Good Detective: Série coreana policial sobre antigo caso e a busca pela verdade

The Good Detective é uma série coreana policial que aborda um caso antigo, cujo julgamento levou à sentença de condenação de morte do acusado. Um detetive novato no departamento e um veterano se juntam para descobrir se aconteceram falhas nas investigações policiais. A série está disponível na Netflix . Com 16 episódios em sua primeira temporada, três personagens se destacam: o detetive que participou da investigação do caso, Kang Do Chang (Son Hyeon-ju) , o jovem detetive Oh Ji Hyuk (Seung-jo Jang) e a jornalista investigativa Jin Seo Kyung (Elliya Le) . Quando um novo caso de um suposto assassino confesso da filha do homem condenado ganha a atenção da mídia, muitas dúvidas pairam no ar sobre as motivações e os possíveis envolvidos, fazendo com que os detetives discretamente se aprofundassem nas investigações, mesmo sabendo que poderiam prejudicar as próprias carreiras. Kang é movido pela consciência pesada de ter sido parte do caso do condenado possivelmente inocente sofrer pena de

Privacidade e Imprensa

Se acontecesse um incêndio em um clube de filmes homossexuais, onde oito homens morreram e você tivesse que noticiar o fato, você revelaria a identidade dos envolvidos? Esta é a reflexão de H. Eugene Goodwin, no livro 'Procura-se ética no jornalismo', em que o autor comenta o caso de dois jornais, o Washington Post e o extinto Washington Star, que enfrentaram o dilema.

Enquanto o Washington Star decidiu identificar os mortos e o local onde aconteceu o incêndio, o Washington Post falou sobre o clube de cinema e sua natureza, mas não identificou as vítimas. Nenhum dos dois jornais publicou os nomes dos feridos.

O ex-ombudsmen do Washington Post comentou que a decisão de não publicar as identidades pode ter acentuado o estigma da homossexualidade, considerando esta vergonhosa para os familiares das vítimas. O mesmo disse que o jornal deveria ter publicado, como o Washington Star fez. "Os nomes constituam notícias e o negócio dos jornais é publicar as notícias", comenta Charles B. Seib. O necessário, como aponta o ex-ombudsmen do falido Washington Star, George Beveridge, não era indicar a sexualidade dos indivíduos, mas relatar a morte de oito seres humanos.

"A questão de saber se o jornalista deve ou não deve revelar ou sugerir a inclinação sexual de uma pessoa que aparece no noticiário é de caráter privado", afirma o autor do livro. Para o autor, apesar da invasão da privacidade das pessoas-notícia, na maioria das vezes, ser uma questão legal, trata-se de uma questão ética, pois muito se sabe o que não deve ser feito, e pouco sobre o que pode ser feito.

Preconceituosa ou não a decisão de não publicar as informações das vítimas com medo do desaprovamento das famílias, o Washington Post acabou deixando de informar corretamente. Todavia, Seib ressalta que se o jornal fizesse uma pesquisa de opinião com os eleitores, existia uma possibilidade destes concordaram com a atitude tomada pelo jornal, já que muitos consideram a imprensa "insensível aos prejuízos e à dor que pode causar aos inocentes".

Comentários

Mais lidas da semana