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Destaques

Escrita Maldita e contos de Ben Oliveira: Fim da promoção gratuita

Fim de promoção gratuita de Escrita Maldita e contos lá na Amazon. Obrigado aos que baixaram e indicaram para outros leitores.  Quando decidi colocar o livro e os contos na promoção, foi pensando justamente no Halloween e também em garantir que mais pessoas pudessem ler minhas histórias de forma gratuita. Somente de Escrita Maldita foram mais de 170 downloads. 21 downloads de Lágrimas de Medusa. 24 de O Assassino da Floresta. 12 de O Último dos Príncipes. 103 de Para Sempre Uma Estrela. 89 de Pesadelos no Hotel. Somando todos downloads, foram cerca de 435 downloads. Não é a primeira, tampouco será a última vez que disponibilizo minhas histórias gratuitas na Amazon. Para ficar por dentro, me acompanhe nas redes sociais e aqui pelo blog. – Instagram   – Twitter – Bluesky   – Threads   *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escrita Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano:...

Privacidade e Imprensa

Se acontecesse um incêndio em um clube de filmes homossexuais, onde oito homens morreram e você tivesse que noticiar o fato, você revelaria a identidade dos envolvidos? Esta é a reflexão de H. Eugene Goodwin, no livro 'Procura-se ética no jornalismo', em que o autor comenta o caso de dois jornais, o Washington Post e o extinto Washington Star, que enfrentaram o dilema.

Enquanto o Washington Star decidiu identificar os mortos e o local onde aconteceu o incêndio, o Washington Post falou sobre o clube de cinema e sua natureza, mas não identificou as vítimas. Nenhum dos dois jornais publicou os nomes dos feridos.

O ex-ombudsmen do Washington Post comentou que a decisão de não publicar as identidades pode ter acentuado o estigma da homossexualidade, considerando esta vergonhosa para os familiares das vítimas. O mesmo disse que o jornal deveria ter publicado, como o Washington Star fez. "Os nomes constituam notícias e o negócio dos jornais é publicar as notícias", comenta Charles B. Seib. O necessário, como aponta o ex-ombudsmen do falido Washington Star, George Beveridge, não era indicar a sexualidade dos indivíduos, mas relatar a morte de oito seres humanos.

"A questão de saber se o jornalista deve ou não deve revelar ou sugerir a inclinação sexual de uma pessoa que aparece no noticiário é de caráter privado", afirma o autor do livro. Para o autor, apesar da invasão da privacidade das pessoas-notícia, na maioria das vezes, ser uma questão legal, trata-se de uma questão ética, pois muito se sabe o que não deve ser feito, e pouco sobre o que pode ser feito.

Preconceituosa ou não a decisão de não publicar as informações das vítimas com medo do desaprovamento das famílias, o Washington Post acabou deixando de informar corretamente. Todavia, Seib ressalta que se o jornal fizesse uma pesquisa de opinião com os eleitores, existia uma possibilidade destes concordaram com a atitude tomada pelo jornal, já que muitos consideram a imprensa "insensível aos prejuízos e à dor que pode causar aos inocentes".

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