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Destaques

Página riscada

Éramos uma página riscada. Todas palavras que poderíamos ser estavam rasuradas e não havia espaço suficiente para escrever novas palavras. Éramos o que não éramos.  Todo mundo tem uma história. Esta é a de quando começamos a nos afastar. Não estava acostumado e não queria se acostumar com a evitação, eu que intercalava momentos evitativo e ansioso. Não, se queria seguir sendo do jeito que era, cabia a mim aceitar ou deixar ir. A verdade é que era possível fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Fui me soltando de seus braços e abraços, lentamente que era para você não sentir, até dar um fim na versão que eu havia projetado de você e encarar as coisas como realmente eram.  Após um período de ciclos que chegaram ao fim, eu queria que você ficasse. Torcia para que as coisas fossem diferentes. Mas novamente esbarrada no fato de que não poderia forçar a permanência de ninguém. Então, foi deixando o silêncio aumentar com o passar dos dias. Depois de uma experiência anterior, prometera ...

Sistemas de Publicação em Ciberjornalismo

Com o tema: "Sistemas de Publicação em Ciberjornalismo", o segundo dia do 3º Seminário de Ciberjornalismo contou com a palestra da prof. Dra. Luciana Mielniczuk. O evento realizado no anfiteatro do CCHS da UFMS, de Campo Grande (MS), aconteceu às 19h. A palestra sobre Redes Sociais e Jornalismo, que seria ministrada por Raquel Recuero foi cancelada devido a problemas com a companhia aérea.

Mielniczuk comentou as principais diferenças das redações jornalísticas no final dos anos 80 e nos dias de hoje. Segundo a palestrante, os instrumentos de trabalho (gravadores, máquinas de escrever, câmeras, telefone fixo e telex) não tinham as tecnologias digitais que temos hoje, a jornada de trabalho era determinada, os veículos tinham uma periodização (ciclos), as redações eram separadas por veículos, muitas vezes em lugares diferentes e não havia integração entre os veículos da mesma empresa, as etapas e funções eram bem delimitadas e o banco de dados era totalmente analógico.

Atualmente, as redações jornalísticas possuem caractéristicas evidentes e diversificadas em relação às décadas passadas, Mielniczuk ressalta alguns fatores, como a jornada de trabalho 24x7, atualização contínua, redações unificadas, produtos multimídia, circulação multiplataforma e interação com o público. "O pique da produção acaba exigindo uma rotina profissional bem diferente", argumenta.

"Vivemos numa situação em que os computadores em rede têm um papel que faz parte do nosso dia-a-dia. A nossa sociedade de hoje é midiática", comenta. Para Mielniczuk, a digitalização de dados e informações, a informatização dos processos produtivos, o uso da tecnologia digital e miniaturização dos equipamentos, audiência participativa e diferentes formas de consumo motivam mudanças nas redações. "Hoje em dia até em um engarrafamento nós estamos nos atualizando das últimas informações via Twitter", lembra.

Nessa época de convergência, os jornalistas tornaram-se polivalentes, produzindo conteúdos para diferentes formatos e para diferentes plataformas, aprendendo diversas técnicas (o profissional de hoje tem que saber fazer tudo, desde gravar o áudio, a fotografar, editar etc.) e lidando com diferentes editorias. Todavia, como lembra a palestrante, é um contexto recente de mudanças e ainda incerto, sem padrões consolidados, em que as empresas vivenciam períodos de experimentações.

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