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Destaques

Nobody Speak: Documentário questiona frágil liberdade de imprensa contra interesses de bilionários

Nobody Speak: Trials of the Free Press é um documentário um tanto polêmico e controverso sobre a liberdade de imprensa, liberdade de expressão e como pessoas poderosas e ricas podem silenciar veículos de comunicação . O filme documental foi lançado em 2017, com direção do cinegrafista norte-americano Brian Knappenberger , com produção da First Look Media e distribuição pela Netflix . Dois casos bem diferentes são discutidos no documentário Nobody Speak . Enquanto no caso da Gawker, os profissionais envolvidos tentam vender a ideia de que publicar um vídeo íntimo de uma personalidade norte-americana se tratava de um tema de interesse público, eu acredito que o vazamento dos vídeos sexuais do famoso só reforçam a importância de traçar melhor a questão ética no jornalismo online, tão focado nos cliques instantâneos que se esquecem que por trás de cada notícia existem seres humanos, independente do nível de fama. Para não estragar a surpresa e os detalhes, não vou comentar muito sobre os

Sistemas de Publicação em Ciberjornalismo

Com o tema: "Sistemas de Publicação em Ciberjornalismo", o segundo dia do 3º Seminário de Ciberjornalismo contou com a palestra da prof. Dra. Luciana Mielniczuk. O evento realizado no anfiteatro do CCHS da UFMS, de Campo Grande (MS), aconteceu às 19h. A palestra sobre Redes Sociais e Jornalismo, que seria ministrada por Raquel Recuero foi cancelada devido a problemas com a companhia aérea.

Mielniczuk comentou as principais diferenças das redações jornalísticas no final dos anos 80 e nos dias de hoje. Segundo a palestrante, os instrumentos de trabalho (gravadores, máquinas de escrever, câmeras, telefone fixo e telex) não tinham as tecnologias digitais que temos hoje, a jornada de trabalho era determinada, os veículos tinham uma periodização (ciclos), as redações eram separadas por veículos, muitas vezes em lugares diferentes e não havia integração entre os veículos da mesma empresa, as etapas e funções eram bem delimitadas e o banco de dados era totalmente analógico.

Atualmente, as redações jornalísticas possuem caractéristicas evidentes e diversificadas em relação às décadas passadas, Mielniczuk ressalta alguns fatores, como a jornada de trabalho 24x7, atualização contínua, redações unificadas, produtos multimídia, circulação multiplataforma e interação com o público. "O pique da produção acaba exigindo uma rotina profissional bem diferente", argumenta.

"Vivemos numa situação em que os computadores em rede têm um papel que faz parte do nosso dia-a-dia. A nossa sociedade de hoje é midiática", comenta. Para Mielniczuk, a digitalização de dados e informações, a informatização dos processos produtivos, o uso da tecnologia digital e miniaturização dos equipamentos, audiência participativa e diferentes formas de consumo motivam mudanças nas redações. "Hoje em dia até em um engarrafamento nós estamos nos atualizando das últimas informações via Twitter", lembra.

Nessa época de convergência, os jornalistas tornaram-se polivalentes, produzindo conteúdos para diferentes formatos e para diferentes plataformas, aprendendo diversas técnicas (o profissional de hoje tem que saber fazer tudo, desde gravar o áudio, a fotografar, editar etc.) e lidando com diferentes editorias. Todavia, como lembra a palestrante, é um contexto recente de mudanças e ainda incerto, sem padrões consolidados, em que as empresas vivenciam períodos de experimentações.

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