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Destaques

Um ano sem fumar cigarro

Em um ano muita coisa pode acontecer. Depois de tanta espera, finalmente completei um ano sem fumar cigarro. Confesso que no início não tinha certeza se iria conseguir, assim como muitas pessoas. A sensação de que parece impossível toma conta, mas a de que é possível também vem à tona. Um ano sem fumar cigarro. Poderia fazer a conta de quanto havia economizado, mas estava mais interessado no quanto havia ganhado de saúde. O que antes parecia uma estratégia para lidar com a ansiedade, descobriu tarde demais que também causava ansiedade. Estaria mentindo se dissesse que estava completamente livre do risco de recaída, ninguém estava, mas estava feliz pelo dia finalmente ter chegado. Então, respirava com mais tranquilidade e mesmo nos dias de ansiedade, aprendera que o cigarro não era a resposta. Pelo contrário, que criava mais problemas. Um ano acreditando em si mesmo e confiando no processo. Um ano sem fumar cigarro. Um ano.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do...

Sistemas de Publicação em Ciberjornalismo

Com o tema: "Sistemas de Publicação em Ciberjornalismo", o segundo dia do 3º Seminário de Ciberjornalismo contou com a palestra da prof. Dra. Luciana Mielniczuk. O evento realizado no anfiteatro do CCHS da UFMS, de Campo Grande (MS), aconteceu às 19h. A palestra sobre Redes Sociais e Jornalismo, que seria ministrada por Raquel Recuero foi cancelada devido a problemas com a companhia aérea.

Mielniczuk comentou as principais diferenças das redações jornalísticas no final dos anos 80 e nos dias de hoje. Segundo a palestrante, os instrumentos de trabalho (gravadores, máquinas de escrever, câmeras, telefone fixo e telex) não tinham as tecnologias digitais que temos hoje, a jornada de trabalho era determinada, os veículos tinham uma periodização (ciclos), as redações eram separadas por veículos, muitas vezes em lugares diferentes e não havia integração entre os veículos da mesma empresa, as etapas e funções eram bem delimitadas e o banco de dados era totalmente analógico.

Atualmente, as redações jornalísticas possuem caractéristicas evidentes e diversificadas em relação às décadas passadas, Mielniczuk ressalta alguns fatores, como a jornada de trabalho 24x7, atualização contínua, redações unificadas, produtos multimídia, circulação multiplataforma e interação com o público. "O pique da produção acaba exigindo uma rotina profissional bem diferente", argumenta.

"Vivemos numa situação em que os computadores em rede têm um papel que faz parte do nosso dia-a-dia. A nossa sociedade de hoje é midiática", comenta. Para Mielniczuk, a digitalização de dados e informações, a informatização dos processos produtivos, o uso da tecnologia digital e miniaturização dos equipamentos, audiência participativa e diferentes formas de consumo motivam mudanças nas redações. "Hoje em dia até em um engarrafamento nós estamos nos atualizando das últimas informações via Twitter", lembra.

Nessa época de convergência, os jornalistas tornaram-se polivalentes, produzindo conteúdos para diferentes formatos e para diferentes plataformas, aprendendo diversas técnicas (o profissional de hoje tem que saber fazer tudo, desde gravar o áudio, a fotografar, editar etc.) e lidando com diferentes editorias. Todavia, como lembra a palestrante, é um contexto recente de mudanças e ainda incerto, sem padrões consolidados, em que as empresas vivenciam períodos de experimentações.

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