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Destaques

Para Sempre Uma Estrela no Kindle+

Depois do ebook de Escrita Maldita, o conto Para Sempre Uma Estrela foi o mais baixado. Para quem assina Kindle+ (antigo Kindle Unlimited), o conto está disponível para leitura.  Dos contos que estavam disponíveis na promoção gratuita de Halloween, Para Sempre Uma Estrela teve 107 downloads na Amazon. Para Sempre Uma Estrela é um conto de suspense e drama escrito por Ben Oliveira que narra a história de Renato, um homem que se sente miserável e Nicole Angel, uma loira misteriosa que se apresenta em boates. Os destinos dos dois estão entrelaçados e uma ligação pode mudar tudo. “Ela sempre desejou ser a estrela da noite. Ninguém tinha dúvidas de que um dia ela conquistaria o seu sonho, só não esperava que fosse daquela maneira. Aquele astro brilhou tanto, até o momento em que a rua se encheu de trevas” – Ben Oliveira, Para Sempre Uma Estrela *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escrita Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia...

Jogos Vorazes e a Pós-Modernidade


Ao assistir "Jogos Vorazes", filme lançado em março de 2012 e dirigido por Gary Ross, baseado no livro homônimo escrito por por Suzane Collins, uma palavra não conseguia sair da minha cabeça: pós-modernidade. A trama mostra os reflexos da globalização na sociedade, uma realidade não tão diferente da nossa.

O jogo, por exemplo, é uma espécie de espetáculo. A distração é uma forma de quebrar as resistências da população, principalmente das minorias. Outro ponto observado no jogo é o monitoramento dos participantes, que acontece em uma diferente espaço híbrido - físico e virtual, lembrando o modelo panóptico discutido pelo filósofo francês Michel Foucault. Relacionando o filme com a explicação do sociólogo polonês Zygmunt Bauman em seu livro "Globalização: As Consequências Humanas", no modelo panóptico, os supervisores, no caso aqueles que assistiam o jogo, estavam em espaços diferentes dos vigiados, os jogadores, onde o primeiro grupo não tem a visão obstruída sobre o que está acontecendo, e o segundo age sem saber o que se passa, além de se comportarem como se estivessem sob vigilância. Mais do que servir para fiscalizar as ações dos jogadores, o confinamento é um show ao vivo.

A supervalorização da estética fica evidente no filme, por exemplo, apesar de vir de uma região subdesenvolvida e ter uma vida precária, a protagonista passa por uma transformação para que os telespectadores do jogo possam gostar dela. A garota que passava fome é recebida com banquetes antes da competição começar. O "parecer" e a estética tornam-se mais importantes do que o "ser" e a ética. Roupas coloridas e extravagantes, maquiagem pesada e cabelos modernos ressaltam o narcisismo dos moradores da Capital, pólo econômico superdesenvolvido, contrastando com a miséria dos cidadãos de outros distritos, responsáveis pelo transporte de recursos naturais, minerais e produtos.

Parecido com as relações sociais nos dias de hoje, em que vivemos numa espécie de reality show onde ganha quem tem maior aceitação, no jogo os participantes são capazes de transformarem suas vidas em um espetáculo teatral, para agradarem os patrocinadores / telespectadores, utilizando-se de sentimentos artificiais e relacionamentos de aparência.

A indiferença em relação à violência e também à morte são mostradas no filme, semelhante ao que acontece nos meios de comunicação de massa da sociedade em que vivemos. Não importa o que acontece ou quantas pessoas tenham que se machucar se isto tudo der um bom show.

Ficção e realidade se interconectam na produção cinematográfica e literária que tornou-se a nova febre entre pessoas de diferentes lugares do mundo (olha a globalização novamente aí). Estaremos nós em um futuro próximo de lutarmos em Jogos Vorazes ou já nos comportamos como jogadores nos nossos cotidianos? Fica a reflexão para o leitor.

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