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Destaques

Virada

É na esperança de uma virada que muita gente se uniu e se posicionou. Há tempos não vinha tanta mobiliza nas redes sociais. Foi algo lindo de ver.  Uma virada ainda é possível? Tudo pode acontecer em uma semana. Vejo as pessoas tirando um tempo para engajar e conhecer outras pessoas que vão votar no mesmo candidato. E quando a pesquisa mostrou virada, não havia como não sentir esperança. A verdade era que muita gente tinha medo de se posicionar, mas com a chegada das eleições, sabia que não havia tempo a perder  Então, seguia escrevendo, na esperança de que ainda fosse possível. Na esperança de que dias melhores viriam. Na esperança de uma virada.  Como com grande parte dos artistas por aqui não tinha como ser diferente. Nem mesmo era uma opção a se considerar. Tudo o que poderia fazer era torcer para uma virada. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escrita Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Br...

Jornalismo Empresarial

No livro "Jornalismo empresarial: teoria e prática" escrito por Francisco Gaudêncio Torquato do Rego e publicado em 1987, o autor fala sobre o crescimento da comunicação dentro das empresas e o jornalismo empresarial, um dos tripés da comunicação empresarial, junto com as Relações Públicas e a Propaganda.

Segundo o autor, o jornalismo empresarial não deve ser visto como função menor ou menos importante em relação à grande imprensa, pois todos os veículos fazem parte de um edifício de integração social e ideológica. Esta atividade jornalística especializada contribui com a apresentação e desenvolvimento do conceito imagético e identidade das instituições, portanto é importante compreendê-la.

Jornal empresarial

De acordo com Rego (1987), os motivos de surgimento dos jornais empresariais estão relacionados à revolução industrial e consequente automatização, crescimento das indústrias, complexidade, divisão de trabalho e diferenças culturais, de forma a familiarizar os funcionários com o ambiente e política da organização. Outros pontos levantados pelo autor são a necessidade das empresas de enfrentarem a concorrência da área e tornarem-se mais conhecidas e a competição entre os meios de comunicação.

"As publicações empresariais passaram a ser encaradas como um veículo dos mais importantes para a orientação do trabalhador, tornando-o capaz de compreender melhor não só o seu ambiente, mas também o mundo, e promovendo a sua integração ao meio empresarial" (REGO, 1987, p. 19)

Uns dos fatos que ajudam a consolidação do jornalismo empresarial são o desenvolvimento tecnológico e a diminuição do custo de produção dos jornais. Todavia, Rego (1987) lembra que nos períodos de crises esta é uma das primeiras áreas a serem cortadas, quando na verdade poderia contribuir na administração dos conflitos internos.

O Brasil conheceu o jornalismo empresarial só depois da expansão deste em outros países, por conta do retardamento dos processos industriais e avanços tecnológicos nas artes gráficas e editoriais.

Algumas características do jornalismo empresarial citadas por Rego (1987) são: audiência heterogênea (diferentes níveis intelectuais, técnicos e de interesses), periodicidade mais longa, acervo de conteúdos que interessem à empresa e à comunidade empresarial e a política empresarial.

O autor fala sobre as diferentes publicações do jornalismo empresarial: boletim, jornal e revista, e suas características que divergem, como atualidade, universalidade, difusão e periodicidade.

Rego (1987) enumera alguns fatores que determinam o sucesso das publicações empresariais: responsabilidade (quem / qual setor será o responsável pela publicação?); o conteúdo das mensagens transmitidas e a incoerência dos pontos de vistas; rigoroso controle de seleção de informações prejudicando conteúdo de interesse coletivo; divisã de grupos; a divisão geográfica das unidades; a linguagem; as características técnicas; determinantes jornalísticas (atributo da atualidade, variedade temática e distribuição).

Sobre a escolha do conteúdo, Rego (1987, p. 80) comenta: "O princípio orientador da escolha apóia-se na premissa de que as matérias sobre a companhia devem interessar aos empregados e as matérias sobre os empregados devem interessar à companhia". O autor, entretanto, lembra que a publicação não deve conter somente conteúdos das empresa, mas também matérias gerais. Rego sugere a elaboração de um questionário para compor a audiência, de forma a saber o que é de interesse desta comunidade.

Referência

REGO, Francisco Gaudêncio Torquato. Jornalismo empresarial: teoria e prática. 2. ed. São Paulo: Summus, 1987. 190 p.

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