Pular para o conteúdo principal

Destaques

Resenha: Algum Dia — David Levithan

Pode o corpo alterar nossa percepção sobre a vida e o amor? E o que acontece quando todo dia mudamos de corpo e ainda assim tentamos manter um relacionamento? Em Algum Dia, do David Levithan, o leitor é levado a conhecer o desfecho da trilogia que encantou pessoas do mundo todo. No Brasil, a obra foi publicada pela Editora Galera Record, em 2020.

Compre o livro Algum Dia (David Levithan): https://amzn.to/3ifWxuE
Algum Dia foi um dos livros mais esperados por muitos leitores, entre eles: eu. Fui com muita expectativa na leitura. Não é que não tenha gostado do romance, mas senti falta de mais envolvimento entre os dois personagens principais. David Levithan nos deixa instigado por mais momentos entre Rhiannon e A, mas a narrativa acaba dando mais destaque para a condição do personagem sem corpo fixo.
"Agora eu sei: o amor não é tão simples. O amor nunca é sobre você dizer a si mesmo que deve fazer alguma coisa e então fazer. Nunca é sobre alguém te dizer que você deve fazer e por isso…

Jornalismo Empresarial

No livro "Jornalismo empresarial: teoria e prática" escrito por Francisco Gaudêncio Torquato do Rego e publicado em 1987, o autor fala sobre o crescimento da comunicação dentro das empresas e o jornalismo empresarial, um dos tripés da comunicação empresarial, junto com as Relações Públicas e a Propaganda.

Segundo o autor, o jornalismo empresarial não deve ser visto como função menor ou menos importante em relação à grande imprensa, pois todos os veículos fazem parte de um edifício de integração social e ideológica. Esta atividade jornalística especializada contribui com a apresentação e desenvolvimento do conceito imagético e identidade das instituições, portanto é importante compreendê-la.

Jornal empresarial

De acordo com Rego (1987), os motivos de surgimento dos jornais empresariais estão relacionados à revolução industrial e consequente automatização, crescimento das indústrias, complexidade, divisão de trabalho e diferenças culturais, de forma a familiarizar os funcionários com o ambiente e política da organização. Outros pontos levantados pelo autor são a necessidade das empresas de enfrentarem a concorrência da área e tornarem-se mais conhecidas e a competição entre os meios de comunicação.

"As publicações empresariais passaram a ser encaradas como um veículo dos mais importantes para a orientação do trabalhador, tornando-o capaz de compreender melhor não só o seu ambiente, mas também o mundo, e promovendo a sua integração ao meio empresarial" (REGO, 1987, p. 19)

Uns dos fatos que ajudam a consolidação do jornalismo empresarial são o desenvolvimento tecnológico e a diminuição do custo de produção dos jornais. Todavia, Rego (1987) lembra que nos períodos de crises esta é uma das primeiras áreas a serem cortadas, quando na verdade poderia contribuir na administração dos conflitos internos.

O Brasil conheceu o jornalismo empresarial só depois da expansão deste em outros países, por conta do retardamento dos processos industriais e avanços tecnológicos nas artes gráficas e editoriais.

Algumas características do jornalismo empresarial citadas por Rego (1987) são: audiência heterogênea (diferentes níveis intelectuais, técnicos e de interesses), periodicidade mais longa, acervo de conteúdos que interessem à empresa e à comunidade empresarial e a política empresarial.

O autor fala sobre as diferentes publicações do jornalismo empresarial: boletim, jornal e revista, e suas características que divergem, como atualidade, universalidade, difusão e periodicidade.

Rego (1987) enumera alguns fatores que determinam o sucesso das publicações empresariais: responsabilidade (quem / qual setor será o responsável pela publicação?); o conteúdo das mensagens transmitidas e a incoerência dos pontos de vistas; rigoroso controle de seleção de informações prejudicando conteúdo de interesse coletivo; divisã de grupos; a divisão geográfica das unidades; a linguagem; as características técnicas; determinantes jornalísticas (atributo da atualidade, variedade temática e distribuição).

Sobre a escolha do conteúdo, Rego (1987, p. 80) comenta: "O princípio orientador da escolha apóia-se na premissa de que as matérias sobre a companhia devem interessar aos empregados e as matérias sobre os empregados devem interessar à companhia". O autor, entretanto, lembra que a publicação não deve conter somente conteúdos das empresa, mas também matérias gerais. Rego sugere a elaboração de um questionário para compor a audiência, de forma a saber o que é de interesse desta comunidade.

Referência

REGO, Francisco Gaudêncio Torquato. Jornalismo empresarial: teoria e prática. 2. ed. São Paulo: Summus, 1987. 190 p.

Comentários

Mais lidas da semana