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Destaques

Mindhunter Profile 2: Especialista em serial killers compartilha experiências após aposentadoria do FBI

Após se aposentar do FBI , o ex-agente especialista em assassinos continuou sendo convidado para colaborar em alguns casos que exigiam entender melhor o perfil psicológico dos criminosos. No livro Mindhunter Profile 2 , dos autores Robert K. Ressler e Tom Snachtman , é possível conhecer um pouco mais da história de vida desta figura que deixou uma boa contribuição para a criminologia e compreensão sobre as mentes de serial killers. A obra foi publicada pela editora DarkSide Books , em 2021, com tradução de Alexandre Boide. Compre o livro Mindhunter Profile 2:  https://amzn.to/39qJjId Entre os casos explorados no livro há um que desperta o interesse por envolver algo não tão desconhecido, como o uso de transtornos mentais para diminuir as penas. Ressler percebeu um fenômeno de ex-soldados que usavam o Transtorno do Estresse Pós-Traumático como uma justificativa quando cometiam crimes e notou que muitas vezes, os históricos dos assassinos não eram checados e muitos inventavam histórias

Crônica de um Coração Podre



*Texto: Ben Oliveira

Na noite passada percebi como os sentimentos realmente são efêmeros e em questão de minutos tudo pode mudar. Acredite, não foi preciso um encontro frustrado para descobrir isto, já havia vivenciado a experiência diversas vezes, mas é sempre bom relembrar.
– Você é lindo!
– Obrigado – respondo.
– Não, você é lindo mesmo. Lindo por dentro!
– Como você pode saber que eu sou lindo por dentro, se você está me conhecendo agora –  questiono.
– Eu sei dizer.

O diálogo acima insistia em se repetir na minha cabeça diversas vezes. Como um compositor que gostava de transformar experiências da vida boas ou ruins em música, eu adorava escrevê-las e refletir.


A linguagem corporal não engana e ajuda a preencher o silêncio. É triste como algumas pessoas tentavam conhecer outras não para alcançarem a felicidade, mas para provarem que suas opiniões sobre como não funcionaria estavam certas.


Impressões podem te orientar, mas não são nada mais do que isso. Existem momentos de nossas vidas onde devemos dar um “salto de fé” e nos arriscarmos. Para o bem ou mal, tudo é aprendizado, ou não.


Após ser chamado de romântico e lindo, chegou a hora crítica quando você finalmente vê se haverá alguma química. Afinidades não garantem um bom relacionamento, uma amizade, quem sabe.


“Como posso ser tão fútil?”, pensei em voz alta. Após me arrumar, dirigir por quase uma hora e conversar, quando finalmente deveria ter rolado um beijo, após uma tentativa frustrada eu havia desistido. As incompatibilidades eram maiores do que as afinidades.


Pessoas odeiam se machucar e mesmo assim, não percebem quando estão praticando o ato de forma voluntária. Foram precisas algumas palavras sinceras minhas, das quais não me orgulho, pois demonstraram o quanto posso ser superficial, mas também humano, com meus desejos, sonhos e vontades, para que a verdade viesse à tona.


– Eu já sabia que isso aconteceria.

– Como você poderia saber? – digo.
– Eu sei das coisas.

As palavras dele me fizeram pensar no quanto ele realmente sabia das coisas, pois há alguns minutos o mesmo estava dizendo o quanto eu era bonito por dentro. Como uma maldição lançada sobre mim, fui de Bela para Fera em instantes.


É incrível como as pessoas são hipócritas e quando se dizem contra algumas coisas, no mesmo minuto já estão fazendo. “Eu não gosto de julgar ninguém”, foram as palavras ditas pelo rapaz que me chamou, dentre diversas coisas, de alguém cujo coração era podre.  “As pessoas se importam somente com a aparência. O que deveria importar é o que elas são por dentro”, prosseguiu. E a cada palavra que saia da boca dele, tudo o que eu conseguia pensar era como as pessoas têm a mente pequena, pois exatamente tudo o que ele me dizia era o que estava acontecendo naquela noite, e mesmo assim, ele insistia em dizer que era diferente de todos.


Para quem não se importava com a aparência, o rapaz mostrou-se bastante contraditório, principalmente ao dizer já sabia que um “garoto riquinho, que mora perto do shopping” como eu, não ia querer nada com ele, quando este nunca foi o motivo de não ter dado certo.


Até onde vale a pena dizer a verdade quando tudo o que as pessoas querem ouvir é a mentira? Voltei para casa com uma sensação péssima e conclui que a honestidade pode até machucar, mas não mais do que “verdades” vindas da boca de alguém que nem mesmo te conhece. 

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