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Pediatras recomendam que pais leiam livros para bebês e crianças

A leitura de livros é recomendada desde os primeiros anos de vida. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, os pais devem ler para as crianças, tanto para desenvolver a afetividade quanto para estímulo cerebral.


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Em entrevista ao Portal Clickbebê, a neuropediatra Liubiana Arantes Araújo comentou que nessa fase da vida é importante estimular as crianças através da leitura e mostrar como uma atividade prazerosa, ajudando com o desenvolvimento do cérebro e facilitando o aprendizado.

Assista ao vídeo:



"Receitar livros" é uma prática recomendada pela Academia Norte-Americana de Pediatras e pela Sociedade Brasileira de Pediatras. No Brasil, a prática conta com o apoio do Itaú Socialque tem um projeto de incentivo à leitura para a criança e já distribuiu mais de 51 milhões de livros impressos, entre eles milhares de obras em braile e com fonte expandida para pessoas com deficiência visual.

De acordo com informações da Sociedade Brasil…

Crônica de um Coração Podre



*Texto: Ben Oliveira

Na noite passada percebi como os sentimentos realmente são efêmeros e em questão de minutos tudo pode mudar. Acredite, não foi preciso um encontro frustrado para descobrir isto, já havia vivenciado a experiência diversas vezes, mas é sempre bom relembrar.
– Você é lindo!
– Obrigado – respondo.
– Não, você é lindo mesmo. Lindo por dentro!
– Como você pode saber que eu sou lindo por dentro, se você está me conhecendo agora –  questiono.
– Eu sei dizer.

O diálogo acima insistia em se repetir na minha cabeça diversas vezes. Como um compositor que gostava de transformar experiências da vida boas ou ruins em música, eu adorava escrevê-las e refletir.


A linguagem corporal não engana e ajuda a preencher o silêncio. É triste como algumas pessoas tentavam conhecer outras não para alcançarem a felicidade, mas para provarem que suas opiniões sobre como não funcionaria estavam certas.


Impressões podem te orientar, mas não são nada mais do que isso. Existem momentos de nossas vidas onde devemos dar um “salto de fé” e nos arriscarmos. Para o bem ou mal, tudo é aprendizado, ou não.


Após ser chamado de romântico e lindo, chegou a hora crítica quando você finalmente vê se haverá alguma química. Afinidades não garantem um bom relacionamento, uma amizade, quem sabe.


“Como posso ser tão fútil?”, pensei em voz alta. Após me arrumar, dirigir por quase uma hora e conversar, quando finalmente deveria ter rolado um beijo, após uma tentativa frustrada eu havia desistido. As incompatibilidades eram maiores do que as afinidades.


Pessoas odeiam se machucar e mesmo assim, não percebem quando estão praticando o ato de forma voluntária. Foram precisas algumas palavras sinceras minhas, das quais não me orgulho, pois demonstraram o quanto posso ser superficial, mas também humano, com meus desejos, sonhos e vontades, para que a verdade viesse à tona.


– Eu já sabia que isso aconteceria.

– Como você poderia saber? – digo.
– Eu sei das coisas.

As palavras dele me fizeram pensar no quanto ele realmente sabia das coisas, pois há alguns minutos o mesmo estava dizendo o quanto eu era bonito por dentro. Como uma maldição lançada sobre mim, fui de Bela para Fera em instantes.


É incrível como as pessoas são hipócritas e quando se dizem contra algumas coisas, no mesmo minuto já estão fazendo. “Eu não gosto de julgar ninguém”, foram as palavras ditas pelo rapaz que me chamou, dentre diversas coisas, de alguém cujo coração era podre.  “As pessoas se importam somente com a aparência. O que deveria importar é o que elas são por dentro”, prosseguiu. E a cada palavra que saia da boca dele, tudo o que eu conseguia pensar era como as pessoas têm a mente pequena, pois exatamente tudo o que ele me dizia era o que estava acontecendo naquela noite, e mesmo assim, ele insistia em dizer que era diferente de todos.


Para quem não se importava com a aparência, o rapaz mostrou-se bastante contraditório, principalmente ao dizer já sabia que um “garoto riquinho, que mora perto do shopping” como eu, não ia querer nada com ele, quando este nunca foi o motivo de não ter dado certo.


Até onde vale a pena dizer a verdade quando tudo o que as pessoas querem ouvir é a mentira? Voltei para casa com uma sensação péssima e conclui que a honestidade pode até machucar, mas não mais do que “verdades” vindas da boca de alguém que nem mesmo te conhece. 

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