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Destaques

Revolutionary Love: Série coreana de drama explora o abismo que divide as classes sociais

Embora muitos dramas coreanos pequem na representatividade de diversidade racial e deem pouquíssimo espaço para estrangeiros e imigrantes, a série Revolutionary Love (2017) da tvN e no Brasil disponível temporariamente pela Netflix , acaba indo além dos elementos de comédia e romance, mostrando o drama das diferenças de classes sociais , os preconceitos e a possibilidade de imersão nesse mundo desconhecido pelo filho do dono de um dos maiores conglomerados de empresas da Coreia do Sul . A ingenuidade e a ignorância da realidade das classes trabalhadoras tornam o protagonista um tanto embaraçoso, lembrando de forma vaga a jornada de Buda quando conheceu a realidade fora do palácio e foi confrontado com a fome, a doença, a pobreza e a morte. Longe de ser uma série com alguma alegoria espiritual, mas do ponto de vista do comportamento é interessante acompanhar como Byun Hyuk (Choi Si-won) se torna mais empático e humanizado quando seu caminho cruza com o de Baek Joon (Kang So-ra) . E

Esporte e Comunicação é tema de palestra do Intercom Centro-Oeste 2012


*Texto: Ben Oliveira


No dia 07 de junho de 2012 aconteceu em Campo Grande (MS) a abertura do XIV Congresso de Ciências da Comunicação na Região Centro-Oeste (Intercom Centro-Oeste 2012). O evento cuja temática é "Esportes na Idade Mídia - Diversão, informação e educação" está sendo realizado na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) e contou com a palestra sobre Esporte e Comunicação, ministrada por José Carlos Marques da Unesp e Renato Peters da Rede Globo.

A solenidade de abertura do Intercom Centro-Oeste 2012 contou com a apresentação cultural do Grupo de dança Sarandi Pantaneiro e a presença de autoridades, que comentaram a importância do evento, como a oportunidade de troca de conhecimentos e exposição dos produtos na área de comunicação.

Pró-reitor de Ensino e Graduação da UFMS, Henrique Mongelli comentou que a comunicação é fundamental nos dias de hoje e a necessidade de discussão por conta da quantidade de informação disponibilizada na "Idade da Mídia".

Docente da Unesp de Bauru (SP), José Carlos Marques relembrou que esteve em Campo Grande em 2001, quando foi realizado o Intercom Centro-Oeste na antiga Uniderp. O palestrante comentou que esporte foi tema de suas pesquisas e acredita ser importante discutir sua relação com a comunicação, pois o Brasil sediará os dois principais eventos esportivos do mundo: Copa do Mundo e Olimpíadas.

Marques comentou que o esporte é uma das maiores fontes de anunciantes para o mercado na comunicação. Ainda segundo o professor, o esporte é discriminado na academia e no jornalismo, por estar ligado ao entretenimento e à alienação. No site do congresso, por exemplo, foi realizada uma enquete, na qual 40% dos participantes desaprovaram o tema esporte para o evento."No mercado, o esporte sempre teve uma editoria menor. O foca (jornalista recém-formado) era mandado para as editoriais de esporte e polícia", conta José Carlos Marques.

Apesar da discrimação do esporte na academia, Marques cita alguns autores que trabalharam a temática, como Umberto Eco, Roger Caillois, Pierre Bourdieu e Roland Barthes.

Jornalista da Rede Globo e repórter de esporte desde 2008, Renato Peters comentou sobre a Copa de 1974, evento que contou com o patrocínio da Adidas e aconteceu a transformação do esporte em negócio.

Peters também falou sobre uma tendência do repórter de esporte se especializar e o crescimento do nicho, principalmente com os eventos esportivos que vão ser realizados no Brasil. "O que me levou ao esporte foi a leveza do texto, mas nunca devemos esquecer que somos jornalistas", lembra Renato Peters.

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