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Destaques

Imprevisível

Era antes de dormir que vinha a vontade de escrever. Tudo parecia estar dominado pelo sol, mas a qualquer momento tudo pode mudar em Campo Grande (MS). Tudo o que posso fazer é torcer para que não haja outros prejuízos e pessoas machucadas pela tempestade. Tudo indica que venha vento, mas por enquanto nada é 100% certo. Era na ventania que percebia o humor mudar. E se lembrava da importância da calma. Uma crise precisava ter mais do que alguns ventos para ser chamada assim. Ia deitar consciente de que não queria chuva, mas que poderia acontecer. Que o sol estava ajudando na regulação do humor, mas que era mais difícil quando tudo era imprevisível. Escrevia para se despedir do sol. Para lembrar que embora houvesse risco, não necessariamente significava que iria acontecer. E de todo modo, com os alertas feitos pelos jornais de Campo Grande (MS), que as pessoas saberiam o que fazer. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escrita Maldita , p ublicad...

Pós-Modernidade e Mídias Sociais


Estudar a pós-modernidade durante o primeiro semestre deste ano me fez refletir bastante sobre os atuais hábitos da sociedade e, principalmente, o comportamento dos usuários nas mídias sociais, como Facebook e Twitter, por exemplo.

Nos tempos atuais tudo é tão fragmentado e estético. Basta observar os milhares de trechos de textos, vídeos e imagens compartilhados a cada segundo. São frases que tentam transmitir alguma mensagem, e por vezes até conseguem, porém quando utilizadas fora de contexto podem perder o seu real significado.

Trechos de músicas, filmes, seriados, livros, entrevistas e opiniões são as principais publicações, seja por conta da identificação com o seu conteúdo, do entretenimento ou da relevância.

As redes sociais são como se fossem uma grande vitrine, onde queremos mostrar somente o nosso lado bom e transmitir uma imagem nossa hipervalorizada. A impressão que se tem quando alguém posta diversas frases de um autor é a de que esse é um fã de suas criações, porém para gostar delas é preciso no mínimo conhecer sua origem e entender sua essência, e não é o que acontece na prática.

Não vejo nenhum problema, por exemplo, em divulgar frases de Clarice Lispector ou de qualquer outro autor, mas as frases da autora chegam a ser patéticas quando usadas fora de suas obras, pois ficam muito parecidas com uma espécie de auto-ajuda.

Enquanto perdemos nosso tempo tentando mostrar algo que às vezes não condiz com nossa realidade, pois no ciberespaço nossa vida virtual se confunde e mistura com a real, deixamos a vida acontecer e passar diante dos nossos olhos.

As mídias sociais perderam o papel de ferramentas e nós nos tornamos seus escravos. Se não compartilhamos algo é como se simplesmente não tivesse acontecido.Talvez seja preciso mudar a mentalidade de "Você é o que você compartilha" e começar a pensar mais em "Compartilhar menos e ser mais".

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