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Destaques

Dias de silêncio

Nos dias de silêncio estava dividido entre a fadiga e a ansiedade. Amava escrever, mas sentia como se não tivesse energia suficiente. Não poderia negar: gostava da sensação de estudar. Porém, os conteúdos difíceis eram como pedras: sabia que para algumas coisas precisava de um tempo a mais.  Entre aulas mais calmas, intermediárias e complexas, tentava fazer o melhor possível para aprender, sem se comparar com os outros, sabendo que cada um era único e todos tinham suas facilidades e dificuldades. A verdade era que mesmo coisas que gostávamos poderiam nos deixar cansados e tínhamos que tomar cuidado para não entrar em estado de esgotamento. Estava fazendo o possível para deixar a rotina equilibrada, de forma que não tivesse mais sobrecarga mental. O excesso de estudo poderia ser pior do que não estudar. Escrevia para registrar como os dias estavam sendo. Escrevia para matar a saudade de escrever. Escrevia para estudar. Escrevia. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Auto...

Química, Tempo e Pessoas

Nada como uma química forte para fazer todo o seu organismo se descontrolar. Às vezes basta um aperto de mão, um olhar e um sorriso para te deixar perdido nos pensamentos e sonhando acordado. Melhor do que qualquer droga artificial responsável pela alucinação e prazer, o nosso corpo e cérebro reagem liberando substâncias a um simples contato.

Coração acelerado, sorriso no rosto, brilho nos olhos e um leve nervosismo entregam aquilo que tentamos esconder até de nós mesmos. Diferente de substâncias que explodem e mudam de cor quando reagem entre si, quando pessoas estabelecem uma conexão, nem sempre é possível observar. Nossas explosões são como um terremoto, no qual toda ação se desenvolve no interior da Terra e não conseguimos enxergar, mas podemos sentir com maior ou menor intensidade.

O mesmo tempo que te ajuda a superar algumas situações e esquecer pessoas é aquele que traz novidades boas, diferentes sensações e encontros inesperados. Mais gostoso do que refletir sobre sua vida e acompanhar o seu próprio desenvolvimento é maravilhar-se com a maneira na qual algumas pessoas mudam com o passar dos anos, ou melhor, conhecê-las e tirar todas aquelas impressões que você tinha sobre elas.

Enquanto algumas pessoas afastam-se e desaparecem da sua vida, outras reaparecem e te fazem tão bem que não podem imaginar. Talvez o passado sempre volte e não seja possível escapar dele, como dizem, mas nem todo fantasma surge para assombrar.

Acontecimentos recentes me fizeram pensar no poder do tempo sobre as pessoas e seus relacionamentos. O que era bom ontem, já não é mais hoje, e vice-versa.

Quantas pessoas fizeram parte de nossas vidas e acreditamos que elas permaneceriam por perto por um bom tempo, para não ser utópico e dizer a vida toda, e não se mostraram quem você esperava que elas fossem, te decepcionaram ou simplesmente sumiram?

Lembranças, esperanças, sonhos, sentimentos, confiança, verdades, promessas... Ao longo de nossas existências vemos todos esses elementos serem destruídos e levamos certo tempo para recuperá-los. Às vezes, não importa quanto tempo passe, as coisas nunca mais serão as mesmas, o que não sei dizer se é bom ou ruim, apenas diferente. Diferente a ponto de você já não reconhecer a pessoa mais ou a identificar que algumas coisas nunca mudam, te fazendo questionar como você poderia ter gostado de tal pessoa em algum momento da sua vida.

Algumas pessoas passam de forma tão rápida na sua vida que nem mesmo dão tempo para lembrar delas... Outras fizeram tanta falta e trouxeram tanta dor, que hoje não passam de memórias mortas e indiferentes para o presente. Todavia, existem aqueles que vieram trazer luz e renovar as esperanças de que a vida ainda pode te surpreender. Pessoas cujas alegrias e tristezas tornaram-se um aprendizado e até mesmo suas fortalezas, e fizeram do tempo o seu melhor professor.

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