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Destaques

Para Toda a Eternidade: Livro explora rituais funerários diversos

Entre a naturalidade e o espanto, o tradicional e o moderno, o ocidental e o oriental, Caitlin Doughty transmite ao leitor histórias de suas visitas a espaços e profissionais envolvidos com o universo mortuário. Uma das obras pedidas por quem já tinha lido Confissões do Crematório, o novo livro foi publicado no Brasil pela editora DarkSide Books, em junho de 2019, com tradução de Regiane Winarski e ilustrações de Landis Blair.


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“Eu passei a acreditar que os méritos de um costume relacionados à morte não são baseados em matemática [...] mas em emoções, numa crença na nobreza única da própria cultura da pessoa. Isso quer dizer que consideramos os rituais de morte selvagens apenas quando eles não são como os nossos” – Caitlin Doughty, Para Toda a Eternidade
Dá para ler tranquilamente Para Toda a Eternidade sem ter lido Confissões do Crematório, mas acredito que as duas leituras são complementares. Enquanto na p…

História da Criação de Mato Grosso do Sul

Getúlio Vargas. Foto: Reprodução.
Texto: Ben Oliveira. (escrito para o blog I Love MS)

O presidente Ernesto Geisel assinou a Lei Complementar 31 no dia 11 de outubro de 1977, desmembrando a área do estado de Mato Grosso em dois e criando Mato Grosso do Sul. Nesta quinta-feira, 11 de outubro de 2012, serão comemorados os 35 anos da Divisão de Mato Grosso do Sul. A data é feriado em todo o estado de Mato Grosso do Sul.

De acordo com informações do jornal online VG Notícias, a divisão do Estado foi contra a vontade do governador de Mato Grosso da época, José Garcia Neto. O político e engenheiro cívil sergipano acreditava que na manutenção do Estado uno e viu a decisão como uma barbaridade.

Ainda segundo o site de notícias, Garcia Neto via a justificativa de divisão como uma desculpa dos que acreditavam que o estado era muito grande e difícil de governar. Contra a divisão, Garcia Neto encaminhou um documento no dia 27 de abril de 1977  para o presidente Ernesto Geisel, no qual apresentava justificativas contra a divisão, entre elas as receitas e consolidação do estado. Garcia criticava o custo alto da divisão e o desequilíbrio financeiro que poderia provocar.

Mesmo tendo lido o documento escrito por Garcia Neto, o presidente Ernesto Geisel anunciou que optaria pela divisão de Mato Grosso. Um dos medos do presidente era de que o estado pudesse crescer tanto e tentasse brigar pela independência em relação ao restante do país.

No ano passado, o senador Antonio Russo Netto comentou que a decisão de desmembrar o Mato Grosso foi um acerto, pois contribuiu com o desenvolvimento social e econômico para a região Centro-Oeste. "Acredito que com o tempo, o mesmo ocorrerá com a criação de novos estados que poderão se desmembrar do Pará, caso a população assim o deseje", acredita.

O senadora ainda explicou que possa ser honeroso por conta dos gastos públicos a criação de um novo estado, porém com o tempo com as mudanças econômicas e sociais, as dificuldades sociais podem ser transformadas  de maneira positiva, como aconteceu com Mato Grosso do Sul. "Nosso Estado vem conseguindo superar as adversidades, apesar das dificuldades políticas e econômicas que enfrentou nas décadas de 80 e 90. O Mato Grosso do Sul cresceu uma taxa média anual de 6%, tornou-se um grande produtor agroindustrial gerando riquezas ao mesmo tempo em que assegurou a proteção ambiental e promoveu a inclusão social", acrescenta.

Divisão de Mato Grosso foi notícia em jornais da época.
Foto: Reprodução / TV Concordia.

Segundo o senador,Mato Grosso do Sul se destaca pela produção de grãos, cana-de-açúcar, pela genética e cabeças de gado, além da ampla estrutura de serviços e crescimento do parque industrial. "Estamos cada vez mais assumindo um papel relevante no cenário nacional. Nossa localização estratégica na fronteira com o Paraguai e Bolívia, poderá nos render um importante papel no Mercosul. Nos últimos anos passamos por uma profunda transformação, nossas cidades cresceram, a população aumentou em taxas equilibradas e a infraestrutura está se ampliando de maneira vertiginosa", justifica.

Reunião contra a divisão do Estado. Foto: Reprodução / VG Notícias.

Apesar do pouco tempo de criação do estado em termos históricos, o senador acredita que Mato Grosso do Sul nasceu no tempo certo e já foram obtidos avanços significativos.

Quando Mato Grosso do Sul não existia e toda a região era parte de Mato Grosso, os moradores da parte sul do estado tinham algumas dificuldades, pois Cuiabá era a capital e a mesma era muito distante dos municípios, além dos recursos ficarem alocados na porção Norte. A falta de investimentos, falta de estradas asfaltadas e a centralização de serviços em Cuiabá são alguns dos problemas apontados.

Mesmo completando 35 anos de divisão, Mato Grosso do Sul ainda é confundido com Mato Grosso pela maioria dos visitantes, turistas e brasileiros de outras regiões, provocando uma discussão sobre a necessidade de mudança do nome.

É visto e ouvido com frequência o nome do Estado sendo confundido, seja por artistas que visitam Mato Grosso do Sul para realizar shows e apresentações ou pelos profissionais dos meios de comunicação de massa. "Mato Grosso do Sul" é dito pelos sul-mato-grossenses para corrigir quem erra o nome do Estado, dando ênfase ao "do Sul".

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