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Destaques

Escrita Travada

Há dias em que o bloqueio de escrita toma conta. Tudo o que sai é uma escrita travada: melhor do que não escrever nada. Há quem não acredite em bloqueio de escrita, talvez por nunca terem experimentado. É terrível quando tudo está fluindo em um dia e no outro dia parece que você está escrevendo em outra língua, catando as palavras. Escrevia para encontrar sentido. Escrevia, pois era o seu modo de se comunicar com o mundo. Escrevia. Mesmo quando era escrita travada, algo era possível aprender. Ia colocando palavra atrás de palavra, até que formasse algo maior. De repente, o que parecia travado, estava fluindo novamente. Ia escrevendo, na esperança de dias melhores. Ia escrevendo, tentando se acolher e encontrar o que fazia sentido. Ia escrevendo, mesmo quando as palavras pareciam que iam travar. Escrita travada.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escritpa Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de Sã...

67 jornalistas foram mortos em 2012, segundo Comitê para a Proteção dos Jornalistas


O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) publicou que em 2012 foram mortos 67 jornalistas em 20 diferentes países, com motivos confirmados. A organização independente sem fins lucrativos promove a liberdade de imprensa no mundo.

Pontos mais escuros apontam os países onde mais jornalistas morreram.
Foto: Reprodução / Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).

Segundo o CPJ, entre os quatro países onde aconteceram mais assassinatos de jornalistas em 2012 estão Síria (28), Somália (12), Paquistão (7) e Brasil (4). Além de países nos quais foram contabilizadas uma morte neste ano, como Rússia, Tailândia, Nigéria, Egito, Índia, Irã, Equador, México, Bangladesh, Bahrein, Colômbia, Tanzânia, Camboja, Indonésia, Filipinas e Líbano.

Os jornalistas cobriam os seguintes gêneros: Política (64%), Guerra (51%), Direitos Humanos (42%), Crime (16%), Cultura (15%), Corrupção (13%), Negócios (9%) e Esportes (3%).

Das 67 mortes, houve 100% de impunidade nos casos de assassinato. A maioria dos jornalistas eram homens (96%) e morreram em territórios locais (94%). Os grupos políticos são suspeitos em 47% dos casos, seguidos por fontes desconhecidas, facções criminosas, funcionários do governo, residentes locais, oficiais militares e força paralimitar.

Ano passado foram assassinados 47 jornalistas e desde 1992 até os dias atuais foram registradas as mortes de 962 jornalistas pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas.

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