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Destaques

Trecho do segundo livro da série Os Bruxos de São Cipriano

Um trecho de um diálogo com Sylvanus:

“O poder pode ser inebriante, mas também pode ser ilusório, minha criança. Nunca se esqueça de que a verdade e o amor são tão poderosos quanto qualquer outra fonte de energia. Não fomos feitos para destruir. A natureza nos ensina a resistir, reinventar e recomeçar, mesmo quando as esperanças parecem perdidas”– Ben Oliveira, O Livro (Os Bruxos de São Cipriano vol. 2)

Confira a sinopse de O Livro:

2º livro da série de fantasia urbana com temática de bruxaria Os Bruxos de São Cipriano.
Uma vez iniciados no caminho da magia, a amizade fortalecida dentro do círculo se vê mais uma vez ameaçada diante dos segredos e do desconhecido. Assim como os laços de energia se transformaram e poderes ocultos se desenvolveram, Manu e os seus amigos aprenderam que na jornada da bruxaria há sempre algo novo e que existem tantos livros, conhecimentos e seres mágicos que podem fazê-los desejar um destino diferente.

Um livro maldito acaba atraindo a atenção das criaturas d…

Uma viagem pelo tempo com os amigos


Não era um aniversário qualquer. Aproveitou para comemorar mais um ano de vida e tecer um capítulo onde quem estivesse acompanhando aquela história pudesse entendê-la mesmo sem tê-la observado desde o início. Não deixaria a audiência diminuir mais, caso contrário corria o risco de perder o seu próprio seriado com o registro de sua vida e dos seus principais amigos.

Todo ano era sempre igual. Somente por alguns minutos, eles viajavam para a vida passada. Prometeram a si mesmos que limitariam a ação de se transportar pelas malhas do tempo. Uma vez a cada temporada era mais do que suficiente. Não havia muito que o roteirista pudesse fazer, somente assistir aquela cena que se repetia e repetia. Por um minuto ele sentava e assistia o roteiro que já havia sido escrito, dando lugar para os mesmos personagens em outras histórias paralelas.

O garoto que queria ser uma bruxa na verdade estava interessado em outros planetas; enquanto o outro queria saber do seu castelo. Um buscava trazer para o presente uma amizade do passado, já o outro desejava poder parar de cometer os mesmos erros todas as vezes.

Todos estavam juntos e separados ao mesmo tempo, era como se todas as histórias passassem em lugares e tempos diferentes, mas todos estavam reunidos como deveria ser. Como algo podia ser tão singular e tão coletivo? A resposta era uma só. Eles se conheceram em cada uma das viagens que tiveram. Era sempre aquele velho grupo de amigos.

Várias regras foram quebradas. A primeira e principal delas dizia que eles não podiam chamar a atenção que deveria ser totalmente destinada ao amigo. Faltavam apenas alguns dias para o ano novo. Os jovens decidiram seguir por caminhos diferentes: passado, presente e futuro. Eles não poderiam falar sobre o passado, nem sobre o que ainda não havia acontecido neste plano, caso contrário poderiam alterar as suas vidas para sempre.

No final, todos conseguiram o que queriam. As histórias continuariam por mais um ano. Era só mais um daqueles finais de temporada confundido com final de série. Como sempre faziam, episódio após episódio, eles esqueceram o passado, e o que se lembravam era confundido com ficção. Uma história dentro de outra. Quem poderia julgar a loucura deles tentando sobreviver em um mundo tão diferente do que estavam acostumados.  Ilusão ou realidade, eles conseguiram salvar suas próprias vidas sem querer. Eram fantoches criados para entreter o autor daquela história e quem mais tivesse interesse no que acontecia na vida daqueles quatro jovens rapazes.

O jogo devia continuar. "Eles dizem não odeiem o jogador, odeiem o jogo. Mas quando você inventou as regras, perder é realmente uma droga".

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