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Destaques

Dia frio para escrever

O dia frio era um convite para a escrita. O mesmo dia frio que o convidava a descansar. A verdade era que escrever não deixa de ser uma forma de descanso. Palavra após palavra, ia sentindo as emoções se movimentando pelo corpo, e dando novo sentido às coisas. A cada vez que escrevia um texto, uma pessoa ficava para trás e se tornava alguém novo. Era como magia. Escrevia para esquecer e para lembrar. Escrevia, pois era seu modo de deixar registrado no mundo seus pensamentos e emoções. Escrevia. O mesmo frio que era um convite para a coberta, hoje era um convite à escrita. E as palavras, elas também aqueciam corpos, mentes e corações.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escritpa Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano:  O Círculo (Vol.1)  e  O Livro (Vol. 2) , disponíveis no  Wattpad  e na loja Kindle.

Pedalada, Disciplina e Paciência

Texto: Ben Oliveira

Neste domingo, acordei às 9 horas da manhã, algo que não costumava fazer há um bom tempo. Sempre deixei o final de semana para poder dormir mais e acordar na hora que o meu corpo desejasse. Com uma nova jornada em mente, comecei a organizar minha vida novamente.

“Por que você acordou cedo hoje?”, quem está lendo deve estar se perguntando. Acordei porque decidi que iria pedalar nesta manhã. Depois de tomar um banho, me alimentar e passar protetor solar, lá estava eu com a bicicleta pedalando feliz da vida no Parque dos Poderes – uma região de Campo Grande (MS), onde as pessoas costumam praticar atividades físicas, como caminhada, corrida e pedalada.

Pedalar era mais do que a simples atividade física, mas também uma maneira de me desligar dos pensamentos destrutivos, controlar minha ansiedade e oxigenar o cérebro. A sensação de percorrer aquelas avenidas, sentir o vento nos cabelos e ouvir as músicas da Natasha Bedingfield era relaxante.

Quando estamos perdidos, os dias parecem sem sentido e tanto faz o que pode acontecer, mas naquela manhã, por incrível que pareça, eu acordei bem-humorado e otimista, dois adjetivos que não combinavam muito com os meus domingos, principalmente quando eu acordava cedo.

Após 40 minutos de pedalada, percebi que nos pequenos acontecimentos do cotidiano conseguimos tirar lições. Nem sempre as coisas acontecem como esperávamos e cabe a nós decidirmos como vamos reagir. Tive que respirar diversas vezes para não deixar aquela situação me irritar. Um dos pedais da bicicleta havia quebrado e todo o percurso que eu fiz naquele tempo, eu levei o dobro do tempo para retornar para casa.

Sob o sol forte, tive que carregar por mais de uma hora a bicicleta. Antigamente, eu xingaria, gritaria e odiaria aquela situação, mas, hoje, eu simplesmente me deixei levar, tentando enxergar o lado positivo, se é que havia algum. Observei um casal de velhinhos sentados em frente ao carro e lendo seus jornais, diversas pessoas praticando atividades e se esforçando para conquistarem seus objetivos e um homem vendendo picolé naquele calor infernal.

Enquanto nos filmes, seriados e livros, um personagem na minha situação certamente poderia ser ajudado por alguém interessante, a realidade me atingiu em cheio quando a única pessoa interessada em me auxiliar, na verdade estava com segundas intenções do que desejando ser prestativo. Pois é, nada de príncipes encantados, paixões à primeira vista e amores de verão, a vida estava me lembrando de que, às vezes, era preciso passar por situações desconfortáveis e passar por tudo aquilo de cabeça erguida.

Falta pouco tempo para que uma nova jornada se inicie em minha vida e enquanto eu ainda não estou lá, percebi que posso tentar aprender mais sobre a vida e a necessidade de disciplina e paciência, dois elementos essenciais para a conquista dos seus ideais. E foi assim que uma simples pedalada se transformou em mais uma lição para mim.

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