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Destaques

Dose de pausa

Diante de tragédias, muitas vezes precisamos pausar. Mas o que costuma acontecer é o oposto. O assunto acaba gerando cada vez mais engajamento. Como encarar tantos comentários cheios de julgamentos? Como perceber que as pessoas têm uma certa dose de superioridade e gostam de comentar sobre o outro como se fossem especialistas e modelos de comportamento. É verdade que alguns comportamentos machucavam, mas havia algo que os outros não conseguiam enxergar. Talvez já havia todo um sofrimento antes da traição. Se tem algo que eu entendo é de traição. Mas também entendo que as pessoas precisam pegar mais leve com quem está do outro lado da tela e lembrar que são seres humanos. Talvez por sermos todos humanos, acabamos caindo na racionalização ou emocionalização, temos dificuldade de encontrar um lugar no meio. A verdade é que, muitas vezes, pausar era melhor do que se pronunciar. Quando o assunto é cutucado vez atrás de vez, é como se a ferida continuasse aberta e o luto não encontra espaço....

Delírio Social - Julio Mesquita



Delírio social não é uma dissertação, mas apenas um desabafo pessoal de quem vos escreve. Sou a escória falando dela mesma, um ignoto descrente que se acometeu a precavida assepsia, as prometidas utopias governamentais; a besta fera que veio incomodar e atrapalhar o gozo daqueles que vivem maravilhosamente bem. O asno ignóbil destituído de excelentíssima intelectualidade e erudição, já que ambos são distintos entre si; Famigerado, descapitalizado, marginalizado, sem parentes ilustres como a maioria de nós. Por favor! Se te incomodo, então não leia até o fim, por assim eu achar não ter traduzido com imenso valor a textura deste simples texto.

Vamos lá: Delírio social é uma composição de diferentes tipos de sintomas que contaminam de forma ininterrupta os mais varáveis padrões sociais. Nesse linguajar complexo, observo continuamente todos os setores sociais, suas liberdades de escolhas e faço com isso uma rigorosa seleção. O Brasil sempre importou uma falsa liberdade, impondo a cada um de nós, uma falha democracia. Este país realizou testes e mais testes como cientistas aplicando em suas cobaias um novo antídoto, inserindo no âmago de cada pessoa, uma lúdica visão que fez brotar esperança.

Sei que somos um país emergente, mas não em sua totalidade, já que ainda sentimos dores de patologias não mais existentes em grandes países do mundo. Aponto aqui, erros de um cotidiano vil: Tráfico em comunidades, execuções sumárias, acontecimentos que nos levarão a uma eminente catástrofe social, ao apocalipse. Evidencio a hipocrisia dessa sociedade absolutista, esnobe, egoísta, hematófaga que drena até a última gota do infeliz escravizado. E ampliando minhas considerações a outros diferentes vácuos negligenciados, não me limito a propor um leque de reivindicações imprescindíveis à saúde moral, física e intelectual de uma nação.

Desprezo a Impostura desse governo sadista e senil que no ápice de suas possibilidades se despersonalizou afugentando suas propostas autênticas. Se algumas de minhas palavras te incomodaram desculpe-me, há muito que ando enjoado, por conta disso estava precisando mesmo me descondicionar. É que fica difícil dissociar o estado de um rei inconsequente cuja à ambição consiste em beneficiar-se a qualquer custo mesmo que isto signifique o massacre de seus súditos. Essa atitude coalescente desprovida de ética que permeia e corrói a qualquer um que assuma tal prerrogativa, deve ser decapitada a ponto de não permitir voltar ao poder, àquele que não promova o bem estar público em sua totalidade. Vivemos ou não vivemos um “Delírio Social?”

*Julio Mesquita é publicitário e autor. Para mais informações sobre o autor, visite: www.juliomesquitaescritor.com. Contato: mesquita.julio@uol.com.br.

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