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Destaques

Movimento Antivacina e Fake News: Problemas ignorados se revelam mortais na Pandemia

A pandemia de Covid-19 revelou que governos do mundo inteiro terão que lidar com dois problemas que varreram para baixo do tapete durante anos: o movimento antivacina e as fake news de saúde e política nas mídias sociais. Como vão conseguir solucionar as duas questões em pouco tempo? Parece improvável, mas o aumento do número de mortos pelo vírus têm feito até mesmo pessoas que eram contra vacinas buscarem a imunização, enquanto outras protestam pelo direito de não se vacinarem. A cada semana que passa, o desconforto do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden fica mais evidente nas declarações públicas. Com frequência ele pede para a população do país se vacinar, pensando neles mesmos e no bem-estar das pessoas que conhecem. O aumento da variante Delta do Covid-19 fez o governo que havia liberado as máscaras para os vacinados, voltar atrás e pedir para que voltem a usar nas regiões mais afetadas. Os desafios para Joe Biden têm sido grandes. Parte da população norte-americana foi alime

Morte: Nosso segundo maior presente - Julio Mesquita


A morte é um bem a ser recebido, acredito. A retórica se repete, porém sem nenhum compromisso filosófico, contrariando o costume de uma verbalização insensata, minimizando os caprichos intelectuais que, muitas das vezes, só atrapalham a concretização de uma concepção bem mais próxima de um suposto ideal. E, tendo Nietzsche conduzido a questão com maestria, fica para nós, a incumbência do molde do quadro já pintado. Portanto, observando assim, facilita bastante a trajetória de um novo raciocínio, o que abrange horizontalmente, no sentido do que ainda se discute e que é provado.

Nessa proposição por mim formulada, darei um leque irrestrito e avaliado que claro, estará aberto a questionamentos, como qualquer diálogo democrático. E mesmo em virtude de me confrontar com determinados sincretismos religiosos, habilito-me a reverberações que me convençam do contrário ou que me tragam elementos incógnitos, não antes, mas bem depois, a tudo o que já foi dito e escrito. Reafirmo: a morte é um bem a ser recebido. Se não for isso, é a própria glória se materializando no material, criando um portal indivisível, no qual todos nós teremos que passar para que se realize o plano divino. Você acredita nisso? Não? É aí que eu me proponho a explicar.

É bem verdade que ninguém, exceto Lazaro, ressuscitado, como diz a bíblia, experimentou a morte para a santificação de Jesus Cristo. Mediante a isso, foquemos a chance de que esse fato, se é que é, volte a se repetir no decorrer dos séculos e milênios, se o planeta, importante dizer, ainda suportar a imposição da presença humana. Indiferentemente aos sentimentos, a morte se constitui dizimando, sem qualquer critério, o que está vivo, o que se mexe, o que planeja, o que sofre ou é feliz, provocando perplexidade nos que ficam, também aguardando o seu súbito momento.

Eficiente, ela não argumenta e nem é estrategista, só executa a função da qual se orgulha, pois julga para si ser a melhor, a mais nobre de todas, o Serafim da prática no conglomerado universo, por onde sua lei se estende, até os confins das estrelas, fazendo o que realmente compete a ela fazer: resumir com um ciclo.

Há quem diga ter experimentado a morte, ter vivido após ter morrido, isso por minutos, por meses e anos, como nos comas induzidos ou involuntariamente, e que nem mesmo a ciência soube explicar muito bem, para nossa satisfação e esclarecimento. Porém, o blábláblá é tão clichê, que irrita, principalmente a mim. Nuvens, fumaça, luz, áureas, anjos, jardins, gnomos, cristal, ouro, estrada, aves, aff!!! Não duvido que afirmem ter visto o elo perdido, o planeta dos macacos, já que tudo é possível a esses lunáticos em potencial. É natural que reproduzamos imagens nos sonhos, quando dormimos ou estamos induzidos a ele, aquilo que repetidas vezes ouvimos falar, lemos ou imaginamos do paraíso, do mundo extrafísico, do suposto céu, do Éden, de Adão e Eva. Isso quando não é o inferno o foco do imaginário do indivíduo. Aí, a psique do doidão projeta o fogo, capetas, garfos tridentes, grandes caldeiras transbordando um líquido indizível, fedendo a enxofre e borbulhando. O subconsciente reproduz todas aquelas histórias da nossa infância, do medo que nos aflige, além do que também almejamos.

Muito escutei dizer que a vida é nosso maior presente. Se for o maior, a morte ocupa o segundo lugar no ranking das dádivas divinas que nos são dadas. (Voltarei ao assunto)

*Julio mesquita é publicitário e escritor. Site / E-mail: mesquita.julio@uol.com.br

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