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Destaques

Resenha: Jurassic Park – Michael Crichton

Jurassic Park (O Parque dos Dinossauros) foi uma leitura nostálgica para mim. À medida que me aventurava pelas páginas do romance, foi como se eu desenrolasse várias memórias relacionadas ao universo ficcional dos dinossauros, popularizado pela adaptação cinematográfica dirigida por Steven Spielberg, em 1993. O livro de ficção científica escrito por Michael Crichton foi republicado em 2015, pela Editora Aleph, com tradução de Marcia Men.


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Mais do que entretenimento para os amantes de dinossauros, Jurassic Park é um conto caucionário sobre ciência, genética, ética e ambição humana. Hammond é um homem rico que idealiza um parque de diversão com dinossauros reais, sem se dar conta dos potenciais perigos de dar vida às criaturas.

Antes da abertura do parque, uma equipe de profissionais é convidada a visitar a Ilha Nublar, na Costa Rica, entre eles um matemático que alerta sobre as chances do projeto se tornar caótico e…

Resenha: Escola dos Sabores – Erica Bauermeister

É possível utilizar a culinária para contar uma boa história e impressionar leitores? Em seu livro Escola dos Sabores, lançado no Brasil, em 2010, pela Editora Sextante, Erica Bauermeister prova que sim.

Escola dos Sabores, como o próprio nome indica, aborda um curso de culinária, ministrado por Lillian. A cada receita apresentada, o leitor conhece um pouco sobre a história de cada um dos participantes, principalmente da professora e como ela descobriu sua paixão pela culinária.

Assim como cada pessoa interpreta um livro de cada maneira, Lillian ensina os significados dos ingredientes quando cozinha seguindo sua intenção e seus sentidos. Cada aroma, tempero, sensação simboliza o estado de humor de quem o preparou.

Erica Bauermeister coloca cada palavra em seu livro, como se estivesse preparando um prato que exige sensibilidade e cuidado, sem excessos para encontrar a medida certa, mas também sem ser  cautelosa demais, evitando que o mesmo fique insosso. A escritora, assim como sua protagonista, não se preocupa só com as formas e receitas, utilizando-se de suas emoções para dar vida a cada um dos seus personagens.

De forma graciosa, a autora mostra que por trás de uma comida é possível lembrar-se de alguém, algum momento e recriar todas essas sensações ao cozinhar para outras pessoas.

Ao longo do livro, Erica Bauermeister usa metáforas e analogias relacionado a culinária à escrita e à vida e mostrando como tudo pode ficar mais gostoso quando apreciamos uma refeição preparada com calma, carinho e até mesmo colaboração, quando mais de uma pessoa está ajudando na cozinha.

A autora compara, por exemplo, fazer um bolo a um casamento. “Cozinhar é uma questão de preferência. Acrescenta-se mais um pouco disso ou aquilo até que se chegue ao sabor desejado. Mas, quando se trata de assar um bolo, é diferente. É preciso ter certeza de que algumas combinações estão corretas”. Lillian explica que é preciso ter equilíbrio para o bolo não ficar duro e para não desabar.

Da mesma maneira que a protagonista acredita no poder da comida para reviver memórias, é impossível não se identificar com as histórias de cada um dos participantes do curso de culinária, relembrar de pratos que você já experimentou, imaginar o gosto dos que você não conhece, e o principal, sentir vontade de comer.

Ler Escola dos Sabores é como se deliciar com suas comidas favoritas. Você não consegue parar enquanto não terminar e ao mesmo tempo deseja que não acabe nunca. Como aquele doce irresistível, que você se lambuza todo, lambe os dedos e quer mais, a leitura flui. Por trás das experiências dos personagens, aprendemos sobre culinária e sentimentos, como se fossemos os próprios alunos de Lillian.

Confesso que ao encontrar o livro com o preço bem abaixo da média, imaginei que o mesmo não fosse tão bom. Surpreendi-me com a narrativa, como quem prova um prato que nunca viu ou tinha ouvido falar na vida, morrendo de medo de que seja ruim e se apaixona a ponto de recomendar para outras pessoas.

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