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Destaques

Para Toda a Eternidade: Livro explora rituais funerários diversos

Entre a naturalidade e o espanto, o tradicional e o moderno, o ocidental e o oriental, Caitlin Doughty transmite ao leitor histórias de suas visitas a espaços e profissionais envolvidos com o universo mortuário. Uma das obras pedidas por quem já tinha lido Confissões do Crematório, o novo livro foi publicado no Brasil pela editora DarkSide Books, em junho de 2019, com tradução de Regiane Winarski e ilustrações de Landis Blair.


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“Eu passei a acreditar que os méritos de um costume relacionados à morte não são baseados em matemática [...] mas em emoções, numa crença na nobreza única da própria cultura da pessoa. Isso quer dizer que consideramos os rituais de morte selvagens apenas quando eles não são como os nossos” – Caitlin Doughty, Para Toda a Eternidade
Dá para ler tranquilamente Para Toda a Eternidade sem ter lido Confissões do Crematório, mas acredito que as duas leituras são complementares. Enquanto na p…

O jornalismo do futuro foi tema de conferência no 4º Simpósio de Ciberjornalismo

O 4º Simpósio de Ciberjornalismo da UFMS teve a solenidade de abertura nesta quarta-feira, 28 de agosto de 2013, em Campo Grande (MS), e foi transmitido ao vivo pela Internet através da ferramenta Justin.tv. Depois da apresentação das autoridades e pesquisadores presentes, aconteceu a Conferência com o tema "Os Novos Caminhos do Jornalismo".

4º Simpósio de Ciberjornalismo teve sua conferência de abertura transmitida ao vivo pela internet. Foto: Reprodução.

Pesquisadores

O conferencista Marcos Palácios é pesquisador da Universidade Federal da Bahia, coordenador do GJOL – Grupo de Pesquisa em Jornalismo Online, pioneiro no Brasil no desenvolvimento de pesquisas sobre Webjornalismo e Novas Tecnologias de Comunicação. Segundo o Coordenador do Simpósio de Ciberjornalismo, Gerson Martins o trabalho do grupo de pesquisa e seus livros são importantes e referenciais para quem deseja pesquisar a internet.

Outro pesquisador participante foi Gumersindo Lafuente, do jornal espanhol El País que esteve presente para contribuir para o desenvolvimento do jornalismo produzido na internet e abordou o tema Jornalismo com Futuro (Periodismo con futuro). O especialista participa do blog do El País com o mesmo nome da sua apresentação, na qual é debatido o presente e o futuro do jornalismo, levando a reflexão sobre o que está acontecendo na área.

O jornalismo do futuro

O brasileiro Marcos Palácio já tinha participado do Simpósio de Ciberjornalismo da UFMS e se reconheceu em uma das fotos exibidas no telão. "Tive a honra de participar deste momento inicial e de fazer parte deste processo de consolidação", afirmou. Sua apresentação, segundo o profissional, foi marcada por provocações.

Durante a conferência, Marcos citou o teórico da comunicação Marshall McLuhan. "Aquilo o que os peixes menos sabem é da água. O ambiente que nos cerca é aquele que nós menos conhecemos", critica o pesquisador.

Segundo o pesquisador, é preciso parar de pensar em convergência como um mantra, porque o termo tanto pode explicar quanto pode contrariar. Para Marcos Palácio, existem várias possibilidades de pensar a convergência através de diferentes autores, além de ser um conceito dinâmico, estar sempre se modificando. "Convergência não pode significar desespecialização", o pesquisador critica quem acha que o jornalista deve fazer tudo, sem se preocupar com a especialização.

Marcos criticou, por exemplo, quem acha que tirar uma foto com o celular de um entrevistado de um registro feito por um fotojornalista. "Formação de Jornalismo deve ser como formar uma orquestra", justifica o pesquisador que defende uma formação ampla e diversificada.

Para que o jornalismo continue existindo, Marcos Palácio ressalta que é necessário continuar experimentando e inovando, usando criatividade, controlando as técnicas e criando produtos que valem a pena apresentar às comunidades. "Sem comunidade não há fidelização de audiência. Sem audiência não há espalhamento de informação. É preciso criar esse sentimento de pertencimento", recomenda. "Ouse sonhar. Sem isso vamos continuar dentro do aquário e morrer ali sem alimento e espaço", ensina.

O pesquisador reclamou da saturação do mercado acadêmico e comentou a necessidade de se criar mestrados profissionalizantes na área da Comunicação. Ainda para Marcos Palácio, os profissionais precisam buscar a auto-formação e as universidades devem incentivá-la. "É fundamental conhecer as especificidades de uma plataforma e isto deve acontecer durante a formação", acredita.

Gumersindo Lafuente falou que o jornalista precisa dar um salto e que os meios de comunicação estão em pânico. "Estamos em um momento em que a palavra é comunidade. Nós jornalistas temos a obrigação de nos comunicar", esclarece. Entre as palavras-chave abordadas pelo especialista estão: rigor, tecnologia, novas linguagens, leitores, audiência, comunidade, marca, influência e marcas pessoais. Para Gumersindo, além do profissional de Jornalismo ter a obrigação de representar o caráter de nosso meio, ele precisa ser relevante para não perder os leitores, se preocupar com a audiência, a comunidade e as pessoas para quem trabalham.

Ao final do evento foi realizado um coquetel para os participantes do Simpósio, onde os alunos de Jornalismo tiveram a oportunidade de conversar com os pesquisadores e professores presentes, autores de alguns livros que seriam lançados na ocasião sobre webjornalismo.

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