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Destaques

Escrita Maldita – Ben Oliveira: O que os leitores comentam sobre o livro

O livro Escrita Maldita , de Ben Oliveira, costuma atrair leitores interessados em suspense, terror psicológico e narrativas que exploram o lado obscuro da literatura. Embora as opiniões variem conforme o perfil de quem lê, os comentários mais comuns sobre a obra destacam os seguintes pontos: 1. Clima de Suspense e Tensão Muitos leitores mencionam que o livro consegue prender a atenção desde o início. A narrativa é frequentemente descrita como envolvente, criando uma atmosfera de mistério sobre o que é real e o que é fruto da mente (ou da "maldição") dos personagens. 2. Metalinguagem Um ponto bastante elogiado é o fato de o livro falar sobre o ato de escrever. Leitores que também são escritores ou entusiastas do meio literário costumam se identificar com as angústias, os bloqueios criativos e a obsessão do protagonista em relação à sua obra. 3. Terror Psicológico Em vez de focar apenas em sustos explícitos, a obra é reconhecida por trabalhar o psicológico. Os comentários gera...

Preciso ler e escrever

Quanto mais eu leio, sinto como se não tivesse lido nada. Sinto que morrerei sem ter lido metade dos livros que gostaria, sem contar as novas obras criadas a todo instante e histórias que eu nem imaginava. Preciso ler e escrever, como preciso de ar, água e alimento para viver. O tempo passa e ainda me vejo diante de alguns livros como uma eterna criança aprendendo a ler, fascinado com os personagens, lugares, histórias, mensagens. Aprender nunca é suficiente. Desejava ter começado minhas leituras quando ainda era bebê, para não dizer antes de até mesmo existir, e ainda assim não teria tempo para sorvê-las. Queria me alimentar de livros, deixar suas palavras correrem pelo meu sangue, nutrirem o meu cérebro, alma e coração. Sinto-me mais vivo quando folheio uma publicação, iluminando os cantos obscuros da minha mente com o conhecimento. Às vezes, sinto como se a quantidade de luz nunca se equivalera à de sombra. Sou como um livro largado atrás de um armário. Minha capa está cheia de pó. Minhas páginas estão amareladas, sujas, intocáveis. Não sei quando alguém me tirará daqui. Queria viver sob o sol, iluminado, aquecido, vívido, mas a escuridão não me deixa ir. Sou o livro publicado, renegado pelo seu autor, jogado às traças, desesperado por um toque, alguém que me segure e diga que minhas linhas tortas também têm valor. Sou escritor, leitor e obra. Minhas nuances se misturam, se confundem, se iludem. Sou imortal, inerte e animal. Vivo esperando pela hora em que tudo faça sentido, como o leitor entretido que se coloca na pele do personagem, chorando aliviado por ter sobrevivido aos seus desafios, pronto para se levantar e lutar pela própria vida. Então, deito na minha cama e vejo minhas energias sendo sugadas para outro mundo, uma vida que não vivi. Estou cercado por livros. Eles me tem, me entendem e me ensinam, e eu pouco sei sobre eles. São tantos livros e pouco tempo para viver...

“Não seremos nós também um livro que Alguém lê? E não será nossa vida o tempo da Leitura?”, Ernesto Sabato, no seu livro O escritor e seus fantasmas.

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