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Resenha: Algum Dia — David Levithan

Pode o corpo alterar nossa percepção sobre a vida e o amor? E o que acontece quando todo dia mudamos de corpo e ainda assim tentamos manter um relacionamento? Em Algum Dia, do David Levithan, o leitor é levado a conhecer o desfecho da trilogia que encantou pessoas do mundo todo. No Brasil, a obra foi publicada pela Editora Galera Record, em 2020.

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Algum Dia foi um dos livros mais esperados por muitos leitores, entre eles: eu. Fui com muita expectativa na leitura. Não é que não tenha gostado do romance, mas senti falta de mais envolvimento entre os dois personagens principais. David Levithan nos deixa instigado por mais momentos entre Rhiannon e A, mas a narrativa acaba dando mais destaque para a condição do personagem sem corpo fixo.
"Agora eu sei: o amor não é tão simples. O amor nunca é sobre você dizer a si mesmo que deve fazer alguma coisa e então fazer. Nunca é sobre alguém te dizer que você deve fazer e por isso…

Escrita Pausada

Estou sentando em frente ao computador. Meus dedos se movem com agilidade, porém os meus pensamentos estão confusos. Não tenho certeza sobre o que eu quero escrever ou tenho e estou sempre procurando algum motivo para não continuar?

Levanto-me e vou até o livro mais próximo. Ele está aberto e faltam poucas páginas para concluir sua leitura. As palavras tremem diante dos meus olhos até chegar ao espaço em branco. Fecho o livro e guardo.

Sento-me novamente e tento me concentrar no que eu estou fazendo. Por que é tão difícil parar tudo e fazer só uma coisa? Queria tanto disciplinar a minha mente, a minha alma e o meu corpo.

De volta ao texto, as palavras fluem até eu olhar para outro livro, me lembrar do meu e-mail, ver se recebi alguma mensagem importante. Penso no trabalho árduo que outros escritores tiveram e me concentro novamente. No meio do meu conto, paro de escrevê-lo para contar-lhes esta história.

Coloco o ponto final e tento voltar ao que eu estava fazendo. Desta vez, sem mais pausas.

Comentários

  1. Bonito texto. Gostei. Parabéns. Demonstra como a vaziez algumas vezes nos deriva (escritores) de nosso objetivo maior: escrever, simplesmente escrever.

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    Respostas
    1. Obrigado pela visita e pelo comentário, Robert! Às vezes, sinto vontade de me fugir para as montanhas para escrever. Ter alguns minutos sem outras preocupações. Acredito que escrever nos dias atuais seja mais complicado do que nos séculos passados, afinal, o número de distrações não para de aumentar.
      Abraço

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