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Destaques

Sobrecarregar

Impor limites nem sempre era fácil, mas às vezes fundamental para preservar a própria saúde mental. Então, ia aos poucos se fechando, permitindo ficar mais tempo offline do que online. Negociar limites talvez fosse o melhor termo. De todo modo, nem sempre as pessoas iriam entender. Às vezes, o silêncio era a melhor resposta. Escrevia para se lembrar. Escrevia para que as coisas fizessem sentido. Escrevia. Ia se soltando aos poucos. O que havia começado com empolgação, havia se tornado uma frustração. Aos poucos tentava diminuir o acesso às redes sociais, na esperança de voltar a respirar em paz. Ia impondo limites, pois era mais fácil se recuperar antes de se sobrecarregar do que depois. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escrita Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano:  O Círculo (Vol.1)  e  O Livro (Vol. 2) , disponíveis no  Wattpad  e na loja Kindle.

Resenha: O Foco Narrativo – Ligia Chiappini Moraes Leite

O Foco Narrativo é o título do livro escrito por Ligia Chiappini Moraes Leite e publicado pela Editora Ática, em 1985, integrante da Série Princípios. A obra aborda de forma didática este recurso artístico presente na construção de narrativas, possibilitando analisar o texto de ficção.

Ao longo do livro, a autora fala sobre a narração, ficção e valor, comentando algumas teorias do foco narrativo, críticas, revisões e análises. O segundo capítulo aborda a tipologia de Norman Friedman, no qual Ligia descreve cada um dos tipos de narradores: Autor Onisciente Intruso, Narrador Onisciente Neutro, “Eu” como testemunha, Narrador-Protagonista, Onisciência Seletiva Múltipla, Onisciência Seletiva, Modo Dramático, Câmera, Análise Mental, Monólogo Interior e Fluxo de Consciência.

Para finalizar, são feitos levantamentos relacionando a História à Ficção, questionando um possível sumiço do narrador com o passar do tempo. De acordo com a autora, o foco narrativo é complexo de abordar, pois não se trata somente de técnica, mas também problemas ideológicos e epistemológicos.

Trecho do livro: "Quem narra, narra o que viu, o que viveu, o que testemunhou, mas também o que imaginou, o que sonhou, o que desejou. Por isso, Narração e Ficção praticamente nascem juntas".

Um vocabulário crítico e a bibliografia comentada possibilitam o melhor entendimento do conteúdo do livro e o aprofundamento para quem quiser aprender mais sobre o foco narrativo. Recomendo a obra para estudantes de Letras, Comunicação Social, escritores, blogueiros, críticos e jornalistas.

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