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Lovestruck In The City: Série sul-coreana explora as emoções e fases dos relacionamentos amorosos

Diferente de muitos doramas coreanos que são mais longos, Lovestruck In The City tem um ritmo mais ágil e leva o telespectador para os encontros e desencontros de três casais que fazem parte do mesmo círculo social, em uma linguagem mais interativa, na qual os personagens contam suas próprias versões em frente às câmeras. A série de 2020 está disponível na Netflix . Para quem não tem muito contato com o universo dos dramas coreanos, a série dirigida por Park Shin-woo é uma boa opção, já que os episódios são curtos em relação ao formato tradicional e trazem o desenvolvimento dos relacionamentos desde os primeiros episódios – fugindo um pouco do padrão no qual o telespectador tem que assistir até o final para ver os personagens se declarando e sofrendo silenciosamente. Outro diferencial em relação a muitas produções coreanas é que os atores se beijam mais e o roteiro aborda assuntos que ainda são tratados como tabus por muitas séries da Coreia do Sul, como o sexo. Porém, embora se apro

Filme: As Palavras (The Words)

Encontrei informações sobre o filme As Palavras (The Words) numa lista de filmes sobre escritores, no site da Revista Pacheco. Depois de ler a sinopse e ver o trailer, precisei assistir ao filme. Para quem gosta de drama e sonha em se tornar o escritor, As Palavras traz conflitos que autores iniciantes e até mesmo alguns veteranos enfrentam, além de uma questão de ética no meio editorial.


Para quem não gosta de spoiler, não leia o texto!

O protagonista do filme é Rory Jansen (interpretado por Bradley Cooper), um escritor que conquista o seu sucesso após a publicação de seu primeiro romance. A obra foi premiada e abriu espaço para que publicasse outros livros. No entanto, um velho escritor (interpretado por Jeremy Irons) é o verdadeiro autor do livro. O roteiro trabalha com uma história dentro de outra história.

Depois da premiação do livro, o espectador acompanha o que levou Rory a alcançar o seu sucesso. Prestes a se casar com Dora (interpretada por Zoe Saldana), Rory se vê afundado em dívidas. Apesar de sonhar em ver seus livros publicados e ganhar a vida como escritor, Jansen tem o seu texto elogiada, mas nenhuma editora aprovou sua publicação.

Confrontado com a ideia de ter que desistir de escrever e pedir empréstimos financeiros ao pai, Rory é aconselhado a arranjar um trabalho tradicional para ganhar dinheiro e pagar as próprias contas. É impossível não se identificar com o diálogo e não se colocar na pele do escritor – afinal, ser um escritor profissional é um desafio grande, principalmente no Brasil. Se nos Estados Unidos, onde o índice de leitura é maior, as editoras dão mais brecha e valorizam os autores da própria terra, estava difícil para Rory, imagine se ele morasse em um lugar onde as obras internacionais são mais valorizadas que as nacionais.

Rory Jansen não desiste de escrever. Ele continua escrevendo, mesmo quando arranja um emprego dentro de uma editora.  Após se casar, ele passa a lua de mel em Paris, com Dora. Dentro de um antiquário, a esposa o compra uma bolsa. Sofrendo com o bloqueio criativo e com as inúmeras rejeições, Rory acaba encontrando o manuscrito de uma história passada em Paris dentro da bolsa.

Sob pressão, Rory acaba reescrevendo cada palavra do romance e apresenta a ideia ao editor do lugar onde trabalha. Depois de um tempo, quando Rory nem se lembrava que tinha entregado o manuscrito, a ideia é aceita e o livro é publicado. A obra se torna um best-seller.


O velho escritor segue Rory e o conta sua história de vida, informações que não foram publicadas no livro, sobre como ele produziu o romance. Neste ponto, o drama se intensifica e a verdade é revelada.

O que gostei no filme, além dos desafios do escritor e de como as portas abriram para ele, após publicar um romance que não era seu, foi que a história é narrada por outro escritor. É um romance dentro de outro romance. O roteiro cumpre bem o seu papel e emociona nesta intertextualidade.

Contei maior parte do filme As Palavras, mas deixei algumas surpresas para quem for assistir. Acredito que mesmo sabendo qual é a trama principal, que aliás é informada na própria sinopse, o filme é encantador e emocionante!

As Palavras foi escrito e dirigido por Brian Klugman e Lee Sternthal e lançado em 2012. O elenco conta com os atores: Dennis Quaid, Jeremy Irons, Bradley Cooper, Zoe Saldana, Olivia Wilde.

Confira o trailer de As Palavras: 

Comentários

  1. Muito bom, Ben!
    Quando escrevi a postagem sobre filmes sobre escritores, me inquietou que na maioria deles, o artista se dá mal, muito mal. Em "As Palavras", a trama flui de maneira intensa, e é quase tangível o sofrimento do autor que não tem o seu talento reconhecido - fato que só ocorre depois da publicação do texto alheio. Para quem escreve - e quem não escreve - é uma boa pedida. Até mais!

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    Respostas
    1. Olá, George! Muito obrigado pela visita e comentário!
      Adoro assistir a filmes com personagens escritores e documentários. Aos poucos vou divulgando aqui no blog algumas recomendações.
      Abraços

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  2. Ben, adorei o texto! Não sabia sobre esse filme, com certeza, irei assistir!

    Também escrevo contos e romances, e sonho com a carreira de escritora. Se quiser, acesse o meu blog: http://www.licencaparaoimperfeito.blogspot.com.br/

    Beijos!

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    Respostas
    1. Olá, Lizi! Visitei o seu blog e adorei o seu último texto escrito. Parabéns! Que nossos sonhos possam ser alcançados! Ser escrito no Brasil não é fácil, mas é melhor tentar, acreditar e viver, a ter que deixar essa paixão morrer.
      Abraços e volte sempre!

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