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Destaques

Ressignificar dia após dia

A linha era tênue entre a verdade e a autoficção, mas a literatura era um espaço para criar e não tinha compromisso com a realidade. Como tinta invisível, personagens às vezes se misturam e podem confundir. Um personagem pode ser vários e a graça não está em descobrir quem é quem, mas de aproveitar a leitura. Escrever em blog poderia não ser a mesma coisa do que escrever um livro de ficção ou de memórias, mas a verdade era que acabava servindo para as duas coisas. Às vezes o passado estava no passado. Às vezes o presente apontava para o futuro. Mas nunca dá para saber sobre quem se está escrevendo e há beleza nisso. A beleza de que personagens não eram pessoas, de que não precisava contar a verdade sempre, que às vezes quatro personagens poderiam se tornar um. Saber quem é quem parecia o menos importante, mas apreciar a beleza das entrelinhas. Ia escrevendo como uma forma de esvaziar a mente e o coração, sentindo o corpo mais leve. Escrevia e continuaria escrevendo sempre que sentisse ...

Vídeo: A Nova Literatura Brasileira – Clara Averbuck

Assista a entrevista com a escritora Clara Averbuck que participou do Sempre Um Papo, ciclo de debates Nova Literatura Brasileira, no qual ela falou sobre sua carreira literária e o lançamento do seu livro Cidade Grande no Escuro (Ed. 7 Letras). O projeto é patrocinado pela Petrobras e Itaú.
Clara Averbuck. Foto: Reprodução.
Clara Averbuck falou sobre a influência do feminismo na sua escrita, seus textos publicados em blogs, como conquistou seus primeiros leitores, a dificuldade de sobreviver da venda de livros no Brasil, entre outros assuntos.

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