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Destaques

Dia de Conscientização do Autismo: Data batida por causa do Coronavírus

Hoje foi dia de conscientização do autismo. Com tantas preocupações sobre o Coronavírus, a data acabou passando batida. Mas para quem apoia a causa, além de usar o mês inteiro para abordar o assunto, a vida se torna uma constante aula de aceitação.



Sempre disse que nunca vestiria os símbolos que não concordo, por motivos internacionais, mas como disse minha psicóloga uma vez, não posso ficar comparando a realidade de outro país com a nossa (embora seja quase impossível pra mim).

Embora muitos autistas não gostem do quebra-cabeça e do laço (me incluo entre eles), prefiro o símbolo do infinito da Neurodiversidade, cheguei a conclusão que é só um estresse a mais e não adianta explicar para as pessoas.

Tal qual a palavra autista foi ressignificada, talvez seja melhor ressignificar do que ficar dando murro na ponta da faca (acertei a expressão?).

Enfim, só para não passar batido, foto com a camiseta que minha mãe pegou para mim em um evento de autismo em Campo Grande (MS).

Quando ganhei, p…

Novidade: Anelisa Sangrava Flores, livro de contos do autor Anderson Henrique

Para quem gosta de livros novos e literatura nacional, conheci hoje Anelisa Sangrava Flores, do escritor Anderson Henrique, 124 páginas, publicado em julho de 2014, pela Editora Penalux. Em breve deve rolar uma resenha do livro aqui para o Blog do Ben Oliveira. Confira abaixo as informações do release enviado pelo autor:

Neste livro de estreia de Anderson Henrique, o razoável e o absurdo são separados por uma membrana muito sutil em 13 contos que reforçam os méritos da boa literatura fantástica. Em seu universo particular, premissas físicas, temporais e lógicas são subjugadas por tramas e personagens tão improváveis quanto verdadeiros. Transbordam pelos caminhos do contrassenso, mas o fazem indagando ações e sentimentos humanos, interpondo-se sobre o que temos como real em um convite a reflexões multíplices.

“Eduardo provou a comida, mas seu paladar se tornara insípido após ter levado à boca o melhor dos temperos. Tinha fome, mas não de comida. Era uma fome insubstancial, que mais se assemelhava a sede e a abafação. Era a privação não do alimento, mas de todos os componentes que tornam a vida possível. Ele tinha em si a fome do outro.” – Trecho do conto “Uma noite, uma década”.

Em contos como Uma noite, uma década, as barreiras do tempo são distorcidas e recriadas sempre que um casal se relaciona intimamente. Em A previsão de José Pasqual acompanhamos as últimas horas da única pessoa ciente das circunstâncias do fim dos tempos; Em Estela e Anelisa Sangrava Flores, são as mulheres as responsáveis por moldar e alterar a realidade – a primeira transmuta a si própria, a segunda tem em seu sangue a força transformadora. Em Carolina, Scarlet, Jordana, os sonhos servem de material para as peripécias do autor

“Bárbara pintava nua. Despia-se da roupa, das preocupações, do aluguel atrasado, e pintava o tempo que fosse necessário para finalizar sua arte. Antes de começar, colocava algumas substâncias em uma pequena vasilha, aquecia no fogo e inalava a fumaça. Imaginei que misturasse tinturas e colorações. O ritual a transportava, em transe, a seu mundo artístico. Terminado o trabalho, recuperava o roupão do chão, vestia-se, e ainda inebriada, seguia em direção à varanda. Acendia um cigarro e ficava observando o movimento da rua.” – Trecho do conto “Quadro meu, moldura sua”.

Seria apropriado enquadrar o livro de Anderson Henrique nas concepções do realismo fantástico latino-americano, mas a boa literatura escapa dos limites de tais classificações. Neste livro de estreia, o autor desponta como criador de um realismo mágico próprio, repleto peculiaridades e alegorias que insistem em fazer verdade o que parece tão afastado dela.

O livro pode ser comprado no site da Editora Penalux e também está disponível na Amazon (eBook).


Sobre o autor – Anderson Henrique nasceu no Rio de Janeiro, Capital, em 1982. É formado em Letras - Literaturas de Língua Portuguesa. Alguns de seus textos foram premiados em concursos literários nacionais. Publicou nos livros Dramas Urbanos, pela editora Monte Castelo, Dimensões.br pela editora Andross, Grimoire dos Vampiros e Ufo - Contos não identificados pela editora Literata. Anelisa Sangrava Flores é seu primeiro livro solo. Para mais informações, conheça o blog do autor: http://anelisasangravaflores.blogspot.com.br.

E aí, o que acharam? Já estou ansioso para começar a ler! Abraços.

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