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Autismo: Entre fofocas e intrigas

Aviso aos bonitos e bonitas que sempre jogam meu nome e dos colegas nos grupos de Facebook e WhatsApp: alguém de vocês sempre solta algo e de um jeito ou de outro, chega até mim.


Minha dica é: quer falar mal? Fala à vontade. Se quiser, eu falo junto. Não tenho vergonha de fazer autocrítica, aliás, recomendo a todos.

Agora, se me difamar e/ou queimar minha reputação, o bicho pega.

Nesta página, não trabalho com indiretas. Só com diretas mesmo.

Já disse que nem todo autista é bonzinho, né? 😈

Dica para os anjinhos e neurotípicos: Arranjem hobbies e outros hiperfocos, ocupem a cabeça com outras coisas que não sejam só esse mundinho de intrigas do autismo.

Um grande filósofo pós-moderno, Benstein Oliveira disse que a fofoca viaja à velocidade da luz e que ela vem de todos cantos e cores do autismo. Nem WhatsApp eu uso, mas as conversas de lá sempre chegam aqui. Por que será, gente?

Formado em Harvard na arte das fofocas chegarem até mim. Parece que sou ímã para embuste.

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A Leitura e os Benefícios para a Mente

Os professores e pesquisadores da área de educação Anne E. Cunningham e Keith E. Stanovich escreveram um artigo sobre os efeitos da leitura na mente e nas habilidades cognitivas, publicado em 2001, no Journal of Direct, da Universidade do Estado da Califórnia (CSUN).


Segundo os autores da pesquisa, a leitura tem consequências cognitivas que vão além tarefa de decodificar passagens do texto, mas são acumulativas, seja de maneira positiva (espiral ascendente) ou negativa (espiral descendente), influenciando profundamente uma gama de capacidades cognitivas.

Cunningham e Stanovich dão como exemplo os leitores que têm dificuldade de pronúncia, vocabulário, de forma que essa falta de habilidade para decodificar os textos pode afastá-los de atividades relacionadas à leitura.

Entre as vantagens da leitura citadas pelos pesquisadores estão: 

  • Melhora do vocabulário 
  • Aumento da bagagem de conhecimento 
  • Mais familiaridade com as estruturas sintáticas complexas.  


Um dos fatores determinantes na experiência da leitura e que gera os diferentes leitores, segundo os autores, é a velocidade inicial de aquisição da leitura: os que têm facilidade costumam ter efeitos positivos de feedback do que os que lêem mais devagar.

Uma das razões teóricas pela qual a leitura ajuda a expandir o vocabulário se deve ao maior número de palavras usadas em diferentes contextos em textos de jornais, revistas, livros para adultos, histórias em quadrinhos e até mesmo livros infantis em relação aos programas televisivos , desenhos animados e discursos dos adultos (fala).

“As diferenças relativas de palavras raras têm implicações diretas com o desenvolvimento do vocabulário. Se grande parte do vocabulário é adquirido fora do aprendizado formal, então, as únicas oportunidades de adquirir novas palavras ocorrem quando o indivíduo é exposto a palavras na língua escrita ou língua oral que é fora do seu atual vocabulário. O que acontece muito mais durante a leitura do que durante a conversa ou ao assistir televisão...”, afirmam.

Para os pesquisadores, a alfabetização é uma das principais responsáveis pela diferença de aquisição de vocabulário e consequentemente das diferenças do discurso lexical aprendidos pela fala ou pela leitura. Outro diferencial se deve ao aluno que pratica a leitura de forma independente (fora do colégio) e os que não liam em seu tempo livre.

Em pesquisas realizadas com alunos do ensino fundamental, Cunningham e Stanovich descobriram que existia uma relação entre o volume de leitura, a inteligência geral e as habilidades verbais específicas.


“Bons decodificadores lêem muito e têm o melhor contexto disponível para deduzirem novas palavras”, declaram.

Como nos tornamos leitores ávidos? Cunningham e Stanovich concluíram que começar a ler desde cedo é uma forma importante de prever a experiência de letramento. De acordo com os pesquisadores, mesmo os leitores que têm dificuldade podem melhorar o seu vocabulário e conhecimento geral através da leitura do que aqueles que não a praticam, sendo crucial, portanto, incentivar a leitura e encorajar os estudantes.

O artigo  pode ser lido na íntegra (em inglês) no link a seguir: What Reading Does For The Mind

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