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The Puppet Master: Série documental da Netflix traz casos de vítimas de um sociopata vigarista

Para quem está procurando algo intrigante para assistir na Netflix , a série documental The Puppet Master: Hunting the Ultimate Conman apresenta uma daquelas histórias que as pessoas nunca se imaginam acontecendo com elas, até que o pior acontece. Um sociopata manipulador encontra várias presas fáceis, interessado no dinheiro delas, ao mesmo tempo em que conta histórias sem pé nem cabeça para isolá-las dos familiares e dos amigos, em uma jornada marcada pelo medo, fuga e diferentes estratégias de lavagem cerebral. Muitas vezes associada às seitas em uma escala maior, muita gente ainda desconhece os danos que uma pessoa manipuladora pode causar, a ponto de duvidar de si mesmo e da própria sanidade, situação que só piora quando ela é incentiva a cortar todos laços e fica presa num ciclo de total dependência da validação do outro, como se tivesse que pedir permissão até para existir. Quantas pessoas foram vítimas de Robert Hendy-Freegard ? A série documental se foca principalmente em tr

Crônica: Contemplação

Um olhar. Um olhar, às vezes, é suficiente para sorver a essência de uma pessoa. Diante de mim, você dançava, como se o mundo estivesse por trás da cortina. Grandes olhos castanhos, brilhantina refletindo as luzes coloridas. A paz ameaçadora daquele que não tem medo de gritar “Eu te amo!” e prosseguir com um sorriso no rosto, como se o certo fosse o certo, ainda que todos pudessem achar que fosse errado.


Eu bebi a caipirinha. Felicidade perdia uma batalha dentro de mim. A vida se escoava; a sombra dançava, enquanto eu estava em algum lugar, encostado no canto, querendo observá-lo. Eu queria abraçá-lo. Eu sei, é estranho. Você não era a presa nem o caçador, era só você e isso era o suficiente para me encantar. Era como observar a borboleta bater as asas sem precisar se aproximar para que ela não se espante; para que suas asas não sejam despedaçadas pela posse da paixão ou que seus pés ficassem presos na terra. Eu gostava mesmo era de te ver voar.

Então, me faltou coragem. Coragem pra quê? O que fazer? Aquela era a primeira noite em que te via. É engraçado como você pode pensar que nunca vai encontrar alguém diferente, interessante e de repente, o jogo vira. É do inesperado que surgem as boas surpresas. Clichês. Você me faz pensar, dizer e escrever coisas comezinhas. 

Pulei a linha. Eu precisava voltar para a pista de dança. Lembra? Você tão perto de mim. Eu podia jurar que você estava me encarando. Por trás do seu rosto angelical, um sorriso me fazia pecar.

[...]

Quando voltei, já não estava ali. Para onde tinha ido? O que fazer? O que sentir? Eu queria te ver de novo. Eu sabia que te veria de novo. Eu sentia. Até que o silêncio da mente desse espaço ao eco do seu nome que se repetia e repetia.

Passei por você. Você nem me notou. Era como se eu fosse um fantasma e você a parede que eu nunca atravessaria. Estávamos em planos diferentes. Eu era o vagalume que não se acendia pelo seu campo. Tão apagado, tão inexistente. Não era incompletude. Não era carência. Era o que não era.

Ali fiquei te observando. Você se sentou. Você e o maldito celular. Como eu gostaria de estar por perto. Como eu gostaria de saber com quem você tanto falava. Olhe para mim. Três, dois, um... Você me olhou. Eu te olhei. Eu disfarcei. Você disfarçou. Ou será que estava olhando para outra pessoa? Não importa. Assim como a arte imita a vida, o simulacro do seu olhar era o suficiente para aquecer minha veia.

Quantos fragmentos são precisos para que tudo isto faça sentido? Quanto tempo até que o mundo desabe? Vejo que estamos correndo por um labirinto. Você é o canto no qual eu quero me perder. Quando a luz dos seus olhos me iluminar, vamos juntos achar a saída. Ou seria uma forma estúpida de dizer: algo vai acontecer. O que? Não sei. Nem você.

É... Olhando para seus grandes olhos castanhos, me pergunto se algum dia vou saber. Até lá, deixo tudo acontecer. Os dedos se movem. A mente se acalma. O coração se inquieta. E os seus olhos piscam para mim. Até que a imagem dê zoom na sua íris. E a tinta se esparrama pela tela. A cortina se abre.

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