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Companhia das Letras aposta em livro de contos clássicos de terror

O livro Contos Clássicos de Terror vai reunir histórias de escritores internacionais, como Shirley Jackson, Stephen King, Edgar Allan Poe, Robert Louis Stevenson e H. P. Lovecraft e escritores brasileiros João do Rio, Lygia Fagundes Telles e Machado de Assis. A obra organizada por Julio Jeha tem previsão de lançamento no dia 22 de novembro de 2018.


Na Amazon, o livro já está em pré-venda, com lançamento previsto para o dia 05 de dezembro de 2018. Contos Clássicos de Terror terá 408 páginas e será publicado em edição de capa dura.

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Confira a sinopse de Contos Clássicos de Terror: 
Transitando entre o gótico, o horror e o terror — mas sem se afiliar a nenhuma dessas categorias com exclusividade —, os dezenove contos deste livro reúnem o melhor das histórias de medo. De Machado de Assis e João do Rio a Lygia Fagundes Telles; de Edgar Allan Poe e Robert Louis Stevenson a Stephen King, grandes nomes da literatura mostram ao leitor tod…

Crônica: Distanciar

Mãos que não se tocam. Olhos que se desviam. Dentes que rangem.

Nos movimentávamos como dois ímãs que se repeliam: quanto mais tentávamos nos aproximar, o universo nos empurrava para direções opostas. Não era para ser, você me diz. Eu sempre soube, sussurro. Tento apagar o coração que desenhei no vidro, mas meus dedos só deixaram a marca mais borrada.


Será que você sente quando meus olhos esquentam e mesmo que eu tente controlar, as lágrimas continuam caindo? Você imagina que eu estou sorrindo, que te deixar livre foi tudo o que eu sempre quis... Você não tem ideia da falta que me faz.

Me abraço, como se não quisesse deixar meus pedaços trincados se esfarelarem pelo chão. Criei meu santuário de você dentro de mim. Fecho os olhos e você está ali, com aquele seu jeito de quem quer me encostar, porém não sabe como pedir. Talvez se você simplesmente me abraçasse, tudo fugiria ao meu controle. Talvez só assim você saberia como as coisas realmente são, quando nem eu, nem você, somos capazes de convencer nossas mentes de que seria melhor assim.

Abri suas mãos e soprei toda a poeira que eu deixara ali. Pronto. Já não há o que temer. Tudo a ganhar. Somos livres para continuarmos voando, acreditando que algo melhor há de aparecer no horizonte da vida. Solto meus braços e deixo meu corpo deslizar pelo ar, até atingir o oceano de lágrimas salgadas. Meu coração agridoce expulsa as mágoas pelos meus poros. Palidez se confunde com o negrume da alma.

Deito na cama e é como se estivesse sendo dragado pelo espaço. As estrelas não brilham, a lua é só escuridão.

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