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Um Conto Taiwanês de Duas Cidades: Série de romance e drama explora raízes, sonhos e amores

Uma série de romance e drama sobre duas mulheres conectadas por suas raízes de Taiwan, mas que seguiram caminhos bem diferentes e com personalidades moldadas pelas cidades em que viveram: enquanto uma cresceu em San Francisco, nos Estados Unidos, a outra passou a vida inteira em Taipei. A série A Taiwanese Tale of Two Cities (Um Conto Taiwanês de Duas Cidades, 2018) balanceia os idiomas e experiências culturais dos dois países, criando uma experiência prazerosa para quem deseja visitar ambos destinos turísticos. Essa produção taiwanesa foi um dos achados na Netflix . A mulher que nunca saiu do país, abraça as raízes da medicina chinesa e por causa do seu histórico de saúde frágil abriu mão de muitas coisas fora de sua zona de conforto, Lee Nien-Nien (Tammy Chen) que coincidentemente sonhava em conhecer San Francisco, acaba conhecendo a taiwanesa-americana Josephine Huang (Peggy Tseng), que embora tivesse curiosidades sobre sua origem, passou praticamente a vida toda nos Estados Unidos

Crônica: Distanciar

Mãos que não se tocam. Olhos que se desviam. Dentes que rangem.

Nos movimentávamos como dois ímãs que se repeliam: quanto mais tentávamos nos aproximar, o universo nos empurrava para direções opostas. Não era para ser, você me diz. Eu sempre soube, sussurro. Tento apagar o coração que desenhei no vidro, mas meus dedos só deixaram a marca mais borrada.


Será que você sente quando meus olhos esquentam e mesmo que eu tente controlar, as lágrimas continuam caindo? Você imagina que eu estou sorrindo, que te deixar livre foi tudo o que eu sempre quis... Você não tem ideia da falta que me faz.

Me abraço, como se não quisesse deixar meus pedaços trincados se esfarelarem pelo chão. Criei meu santuário de você dentro de mim. Fecho os olhos e você está ali, com aquele seu jeito de quem quer me encostar, porém não sabe como pedir. Talvez se você simplesmente me abraçasse, tudo fugiria ao meu controle. Talvez só assim você saberia como as coisas realmente são, quando nem eu, nem você, somos capazes de convencer nossas mentes de que seria melhor assim.

Abri suas mãos e soprei toda a poeira que eu deixara ali. Pronto. Já não há o que temer. Tudo a ganhar. Somos livres para continuarmos voando, acreditando que algo melhor há de aparecer no horizonte da vida. Solto meus braços e deixo meu corpo deslizar pelo ar, até atingir o oceano de lágrimas salgadas. Meu coração agridoce expulsa as mágoas pelos meus poros. Palidez se confunde com o negrume da alma.

Deito na cama e é como se estivesse sendo dragado pelo espaço. As estrelas não brilham, a lua é só escuridão.

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