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Destaques

11 Meses Sem Fumar Cigarro

Quase completando 11 meses sem fumar cigarro, se dera conta de que um dia parecia impossível, havia se tornado real. E faltava tão pouco para completar o primeiro ano sem cigarro. Estaria mentindo se dissesse que vez ou outra não sentia uma vontade súbita de fumar cigarro, mas se sentia no controle da situação e era capaz de dizer não. Dizer não se tornava cada vez mais fácil com o passar do tempo. Mas era ilusão achar que nunca mais seria tomado pela vontade. A diferença era que agora era muito mais fácil se negar. Dizer não ao cigarro significava dizer sim para outras coisas. Parar de negar o quanto fumar fazia mal à saúde e aceitar que por mais difícil que fosse se manter longe do cigarro, os benefícios valiam a pena. Então, era um dia qualquer para os outros, mas para quem havia parado de fumar, celebrar esses pequenos passos fazia toda diferença. Só mais um dia sem fumar cigarro. Só mais um dia para ignorar os pensamentos de que não ia conseguir. Só mais um dia provando que era ca...

Resenha: O Pingente de Sangue: As lendas do Oriente – Leonardo Ottonelli

O livro O Pingente de Sangue: As Lendas do Oriente é uma continuação das aventuras do vampiro Bryan Thomas, um jovem imortal com um bom coração que tenta salvar a humanidade de outras criaturas sanguinárias. A obra, de 250 páginas, foi publicada pela Cultura em Letras Edições, em 2015.

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A história se passa na Europa, principalmente entre a Inglaterra e a França, onde Bryan encontra aliados humanos em sua tentativa de exterminar os vampiros que continuam causando mortes e destruição por onde passam. Após aprisionar o vampiro Armand Werlast em um portal, Bryan vê o período de paz ser perturbado por René, um misterioso vampiro francês que está em busca de vingança.

Na apresentação do livro, Leonardo Ottonelli conta que O Pingente de Sangue foi inspirado em livros, filmes e seriados sobre o universo vampiresco, citando autores da literatura, como André Vianco, Bram Stoker e Anne Rice. Ao longo da leitura, é possível sentir essa forte relação entre sua narrativa com outras da mesma temática, tornando-a mais prazerosa e sendo um ótimo exercício de memória e imaginação.

“Com essa mistura, o sangue de vocês torna-se um só. E assim dou por encerrada a cerimônia de iniciação. Agora corre em suas veias o sangue de minha linhagem vampírica, o sangue dos Werlasts”.

O segundo livro de O Pingente de Sangue tem mais conflitos do que o primeiro e o autor soube como amarrar as pontas, deixando aberto a uma possível continuação da jornada de Bryan Thomas. Dá para notar um amadurecimento na continuação e a narrativa flui melhor, talvez também porque o leitor já esteja mais acostumado o universo ficcional.

Mesmo grande parte da história tendo como cenário Londres e Paris, gostei de como outros personagens de diferentes nacionalidades foram incluídos na narrativa, expandindo o espaço para narrativas paralelas que são entrelaçadas e enriquecendo com o multiculturalismo e consequente influência dos mitos de cada um desses países, afinal, a literatura fantástica se alimenta dessas tradições que procuravam dar respostas para as pessoas sobre as coisas que elas não conseguiam explicar racionalmente.

“Diz a profecia que o irmão com a luz e as trevas em seu coração caminhará, lado a lado, do homem que atravessou as areias do deserto secular...”

Bryan Thomas é um personagem identificável, pois apesar dele buscar sempre fazer o bem, ele está suscetível a falhar seja por confiar demais no lado bom dos outros ou por saber que carrega dentro de si a semente do mal, desde que foi transformado em um vampiro. Vez ou outra, os excessos de bondade e de ingenuidade acabam incomodando um pouco, mas o autor sabe manejar bem os personagens, de forma que ele é testado a todo instante, sempre saindo da zona de conforto e com mais problemas para resolver.

Narrado em terceira pessoa, o livro de 33 capítulos mostra não só o ponto de vista do personagem principal, mas também de René e de outros vampiros, como do japonês samurai Takeda e do nabateu Ibrahim que têm seus próprios mistérios, passados e estratégias para entrar no meio desta batalha entre seres imortais com seus iguais e humanos, cheio de reviravoltas e com um final inesperado.

“O desenho representava o vazio e o caos infinito das forças ocultas. O pergaminho era a libertação, redenção eterna e salvação. Os amaldiçoados presos no submundo seriam trazidos ao mundo terreno”.

Leonardo Ottonelli me surpreendeu na sequência. Confesso que esperava um pouco mais do primeiro livro, O Pingente de Sangue, mas o desenrolar da história de As Lendas do Oriente me deixou curioso para saber o que mais vem pela frente. O livro também traz várias ilustrações feitas pelo próprio autor e ao final estão disponíveis duas artes para quem gosta de colorir.

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Sobre o autor – Leonardo Ottonelli nasceu em Selbach, no Rio Grande do Sul. Passou sua adolescência em Santa Maria, próximo a sua cidade natal, onde começou a desenvolver suas aptidões artísticas. Formou-se em teatro pela CAL, no Rio de Janeiro, de onde seguiu carreira artística tendo atuado em diversos espetáculos teatrais, como Evita Perón, um musical de tangos; Elvis Presley, o musical e Valentim, o amor por de trás do cabaré. Também é cantor, compósito e ilustrador.
Lançou em 2014 seu primeiro livro O Pingente de Sangue, apresentado na Bienal do Livro de São Paulo em 2014 e citado como um dos 10 livros de ficção e fantasia para leitura nas férias de julho, pelo site da revista adolescente TodaTeen, em 2015.

O Pingente de Sangue: As Lendas do Oriente pode ser comprado através do site da Cultura em Letras Edições e das livrarias parceiras da editora: http://www.culturaemletrasedicoes.com.br/ 

Curta a página do livro O Pingente de Sangue no Facebook: https://www.facebook.com/OPingentedeSangue/ 

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