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Virada

É na esperança de uma virada que muita gente se uniu e se posicionou. Há tempos não vinha tanta mobiliza nas redes sociais. Foi algo lindo de ver.  Uma virada ainda é possível? Tudo pode acontecer em uma semana. Vejo as pessoas tirando um tempo para engajar e conhecer outras pessoas que vão votar no mesmo candidato. E quando a pesquisa mostrou virada, não havia como não sentir esperança. A verdade era que muita gente tinha medo de se posicionar, mas com a chegada das eleições, sabia que não havia tempo a perder  Então, seguia escrevendo, na esperança de que ainda fosse possível. Na esperança de que dias melhores viriam. Na esperança de uma virada.  Como com grande parte dos artistas por aqui não tinha como ser diferente. Nem mesmo era uma opção a se considerar. Tudo o que poderia fazer era torcer para uma virada. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escrita Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Br...

Resenha: O Pingente de Sangue: As lendas do Oriente – Leonardo Ottonelli

O livro O Pingente de Sangue: As Lendas do Oriente é uma continuação das aventuras do vampiro Bryan Thomas, um jovem imortal com um bom coração que tenta salvar a humanidade de outras criaturas sanguinárias. A obra, de 250 páginas, foi publicada pela Cultura em Letras Edições, em 2015.

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A história se passa na Europa, principalmente entre a Inglaterra e a França, onde Bryan encontra aliados humanos em sua tentativa de exterminar os vampiros que continuam causando mortes e destruição por onde passam. Após aprisionar o vampiro Armand Werlast em um portal, Bryan vê o período de paz ser perturbado por René, um misterioso vampiro francês que está em busca de vingança.

Na apresentação do livro, Leonardo Ottonelli conta que O Pingente de Sangue foi inspirado em livros, filmes e seriados sobre o universo vampiresco, citando autores da literatura, como André Vianco, Bram Stoker e Anne Rice. Ao longo da leitura, é possível sentir essa forte relação entre sua narrativa com outras da mesma temática, tornando-a mais prazerosa e sendo um ótimo exercício de memória e imaginação.

“Com essa mistura, o sangue de vocês torna-se um só. E assim dou por encerrada a cerimônia de iniciação. Agora corre em suas veias o sangue de minha linhagem vampírica, o sangue dos Werlasts”.

O segundo livro de O Pingente de Sangue tem mais conflitos do que o primeiro e o autor soube como amarrar as pontas, deixando aberto a uma possível continuação da jornada de Bryan Thomas. Dá para notar um amadurecimento na continuação e a narrativa flui melhor, talvez também porque o leitor já esteja mais acostumado o universo ficcional.

Mesmo grande parte da história tendo como cenário Londres e Paris, gostei de como outros personagens de diferentes nacionalidades foram incluídos na narrativa, expandindo o espaço para narrativas paralelas que são entrelaçadas e enriquecendo com o multiculturalismo e consequente influência dos mitos de cada um desses países, afinal, a literatura fantástica se alimenta dessas tradições que procuravam dar respostas para as pessoas sobre as coisas que elas não conseguiam explicar racionalmente.

“Diz a profecia que o irmão com a luz e as trevas em seu coração caminhará, lado a lado, do homem que atravessou as areias do deserto secular...”

Bryan Thomas é um personagem identificável, pois apesar dele buscar sempre fazer o bem, ele está suscetível a falhar seja por confiar demais no lado bom dos outros ou por saber que carrega dentro de si a semente do mal, desde que foi transformado em um vampiro. Vez ou outra, os excessos de bondade e de ingenuidade acabam incomodando um pouco, mas o autor sabe manejar bem os personagens, de forma que ele é testado a todo instante, sempre saindo da zona de conforto e com mais problemas para resolver.

Narrado em terceira pessoa, o livro de 33 capítulos mostra não só o ponto de vista do personagem principal, mas também de René e de outros vampiros, como do japonês samurai Takeda e do nabateu Ibrahim que têm seus próprios mistérios, passados e estratégias para entrar no meio desta batalha entre seres imortais com seus iguais e humanos, cheio de reviravoltas e com um final inesperado.

“O desenho representava o vazio e o caos infinito das forças ocultas. O pergaminho era a libertação, redenção eterna e salvação. Os amaldiçoados presos no submundo seriam trazidos ao mundo terreno”.

Leonardo Ottonelli me surpreendeu na sequência. Confesso que esperava um pouco mais do primeiro livro, O Pingente de Sangue, mas o desenrolar da história de As Lendas do Oriente me deixou curioso para saber o que mais vem pela frente. O livro também traz várias ilustrações feitas pelo próprio autor e ao final estão disponíveis duas artes para quem gosta de colorir.

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Sobre o autor – Leonardo Ottonelli nasceu em Selbach, no Rio Grande do Sul. Passou sua adolescência em Santa Maria, próximo a sua cidade natal, onde começou a desenvolver suas aptidões artísticas. Formou-se em teatro pela CAL, no Rio de Janeiro, de onde seguiu carreira artística tendo atuado em diversos espetáculos teatrais, como Evita Perón, um musical de tangos; Elvis Presley, o musical e Valentim, o amor por de trás do cabaré. Também é cantor, compósito e ilustrador.
Lançou em 2014 seu primeiro livro O Pingente de Sangue, apresentado na Bienal do Livro de São Paulo em 2014 e citado como um dos 10 livros de ficção e fantasia para leitura nas férias de julho, pelo site da revista adolescente TodaTeen, em 2015.

O Pingente de Sangue: As Lendas do Oriente pode ser comprado através do site da Cultura em Letras Edições e das livrarias parceiras da editora: http://www.culturaemletrasedicoes.com.br/ 

Curta a página do livro O Pingente de Sangue no Facebook: https://www.facebook.com/OPingentedeSangue/ 

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