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Destaques

Sai o sol

Sai o sol e com ele a expectativa de melhorar o humor, afetado pelos dias cinzentos. Sai o sol e, de repente, tudo parece que vai melhorar. Sai o sol. Não sabia se estava botando muita expectativa no sol ou simplesmente lembrando da importância na neurociência, mas a verdade era que depois de dias e dias de chuva, qualquer luz solar fazia diferença. Não importava se tinha relação com depressão sazonal ou se era simplesmente como o cérebro reagia diante da falta de sol, o que importava é que finalmente poderia respirar novamente. É quando sai o sol que vem à tona boas memórias e que lentamente, a vida volta a ganhar o colorido. Se um dia tinha sido a pessoa que amava frio e chuva, estava cada vez mais próxima daquela que amava a estabilidade do sol. Se despedia da chuva, sabendo que ela iria voltar, mas consciente de que a cada dia de sol poderia fortalecer a própria mente. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escrita Maldita , p ublicado na Am...

Conto: A Morte do Artista – Ben Oliveira

O que você tem feito pelo seu sonho? A pergunta o machucou mais do que um soco no olho e ele já levara tantas pancadas da vida. Pensou em quando foi que ele começou a silenciar os próprios instintos; quando a ansiedade e o medo do julgamento alheio o fizeram se fechar.

Não estava em uma bela concha, não deixaria nenhuma pérola; quando deixamos de acreditar nas coisas que movem nossos espíritos, aceleramos nossa morte. Fechara-se em um túmulo e quando seu cadáver fosse enterrado, os vermes comeriam sua carne; os ossos frágeis, como eram os dele, ficariam abandonados.

Deixaria o legado da covardia? Era um bom artista, até que tentaram domá-lo. Chamaram-no de louco. Fizeram-no acreditar que sem a escrita seria mais feliz e bem-sucedido.

O sucesso nunca veio. O prazer de criar se convertera na amargura, na destruição da alma. Poderia ser diferente, poderia ser qualquer pessoa, mas escolheu abrir mão do coração sonhador. Morreria duas vezes ao longo da vida. Só entenderia quando era tarde demais: o caixão do artista é a normalidade.

Enquanto a terra caía sobre ele, pensara que não havia morte pior do que a dos sonhos.


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Um autor de terror aclamado e um novato sortudo best-seller recebem um convite: escrever um livro juntos. O processo de criação pode ser intenso, as emoções podem ficar confusas. Entre memórias e acontecimentos estranhos, pesadelos e ficção, linhas são ultrapassadas. Você estaria disposto a sacrificar tudo pelos seus sonhos? Leia Escrita Maldita, de Ben Oliveira, disponível na Amazon.

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