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Destaques

Calor anormal

Calor anormal. Era mais um dia de onda de calor. Era incrível como o tempo era imprevisível. Há alguns dias estava desejando por dias de sol, mas não desse jeito. O calor desconfortável era fazê-lo desejar a volta dos dias de frio. Parecia que não tinha um meio-termo. Ora estava com dias cinzentos e de chuva, ora estava com onda de calor. Quantos dias de ondas de calor aguentaria? A verdade era que dias assim o faziam sentir uma inquietação e parecia que sentir as coisas à flor da pele. Escrevia para registrar, para desabafar e para mostrar que mesmo diante do desconforto, ainda estava aqui. Escrevia, antes que as palavras queimassem e derretessem com a pele. Era mais um dia de calor do qual não queria lembrar, mas também difícil de esquecer.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escrita Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano:  O Círculo (Vol.1)  e  O Livro (Vol. 2) , di...

Conto: A Morte do Artista – Ben Oliveira

O que você tem feito pelo seu sonho? A pergunta o machucou mais do que um soco no olho e ele já levara tantas pancadas da vida. Pensou em quando foi que ele começou a silenciar os próprios instintos; quando a ansiedade e o medo do julgamento alheio o fizeram se fechar.

Não estava em uma bela concha, não deixaria nenhuma pérola; quando deixamos de acreditar nas coisas que movem nossos espíritos, aceleramos nossa morte. Fechara-se em um túmulo e quando seu cadáver fosse enterrado, os vermes comeriam sua carne; os ossos frágeis, como eram os dele, ficariam abandonados.

Deixaria o legado da covardia? Era um bom artista, até que tentaram domá-lo. Chamaram-no de louco. Fizeram-no acreditar que sem a escrita seria mais feliz e bem-sucedido.

O sucesso nunca veio. O prazer de criar se convertera na amargura, na destruição da alma. Poderia ser diferente, poderia ser qualquer pessoa, mas escolheu abrir mão do coração sonhador. Morreria duas vezes ao longo da vida. Só entenderia quando era tarde demais: o caixão do artista é a normalidade.

Enquanto a terra caía sobre ele, pensara que não havia morte pior do que a dos sonhos.


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Um autor de terror aclamado e um novato sortudo best-seller recebem um convite: escrever um livro juntos. O processo de criação pode ser intenso, as emoções podem ficar confusas. Entre memórias e acontecimentos estranhos, pesadelos e ficção, linhas são ultrapassadas. Você estaria disposto a sacrificar tudo pelos seus sonhos? Leia Escrita Maldita, de Ben Oliveira, disponível na Amazon.

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