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Destaques

Nostalgia da nostalgia

Dias de nostalgia da nostalgia, em que parecia sentir falta de algo ou alguém. Dias em que sabia que era delicioso se perder na sensação de que o passado proporcionava, mas que sabia a importância de voltar a atenção para o presente. Então, os dias continuavam seguindo, mesmo quando uma parte nossa insistia na nostalgia. Nostalgia boa era coisa temporária, mais do que isso poderia se tornar tóxica. A verdade era que escrevia para dar sentido às coisas. A verdade era que tinha uma relação dupla com a nostalgia; em alguns instantes, adorava, em outros, achava que era o pior que poderia acontecer. Escrevia, então, na esperança de continuar mantendo a nostalgia sob controle, aceitando que o passado não voltaria e estava tudo bem ressignificar as coisas. Ao dar um novo sentido, a nostalgia também se transformava. E, então, quem sabe poderia se manter em um nível mais saudável e menos tóxico. Se apegar à nostalgia, mas sentir os pés firmes no presente.  *Ben Oliveira é escritor, formado ...

Coragem para ir atrás dos seus sonhos

Que não te falte coragem para ir atrás do que te move. Nenhuma jornada inesperada é fácil. Ser escritor no Brasil ainda é visto com descrença, caminho repleto de preconceitos, dentro ou fora do universo literário – há certa ingenuidade por parte do autor brasileiro contemporâneo (especialmente se for independente) ao achar que o preconceito literário não vai respingar nele. O complexo de vira-lata é muito forte, mas quer saber? Adoro vira-latas.


Como escritor independente, é impossível não pensar em cada tapa que o Paulo Coelho levou e ainda leva – apreciado no mundo inteiro, basta viajar para ver os livros dele em vários países... desprezado em seu país por muitos e apreciado por quem vai além das entrelinhas/estruturas.

Aceitar que escritores e leitores são diferentes e que está tudo bem cada um ter o seu estilo/gosto/essência e que escrever/ler o que não agrada aos outros não te torna menos intelectual, como não cansam de vomitar por aí.

Chega uma hora da vida em que você precisa escolher se quer agradar aos outros, ou agradar a si mesmo. Leitura, escrita e arte são experiências. Aceitar imperfeições e não se deixar paralisar pelo medo. Por trás do crítico, muitas vezes, se esconde a covardia. Energia criativa reprimida quase sempre segue o caminho da destruição.

“Quem não pode agir diferente, será destruído pela rotina. Quem decidiu impedir as mudanças, irá transformar-se em pó. Malditos sejam os que não dançam, e impedem os outros de dançar” – Paulo Coelho, A Bruxa de Portobello

*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.


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