Pular para o conteúdo principal

Destaques

Autismo: Neurociências, ajustes e discussões que vão além do social

O céu de um autista pode ser o inferno do outro. Somos diferentes em todos critérios. Cada caso é um caso.



Comparar um autista como eu, que sou camaleão e tenho autonomia com um que precise de mais apoio e tenha mais limitações sensoriais não seria justo.

Eu ressalto que todo autista deve lembrar disso quando produzir conteúdo. Não adianta achar que existe um modelo único de inclusão, se ao priorizar algumas coisas, você deixa de lado outras. Por isso, abordar a questão do autismo é algo muito complexo. Da mesma forma, que não existe um personagem da ficção ou uma pessoa autista que vai representar o espectro autista inteiro.

Os ajustes que são feitos para alguns, podem ser desajustes para outros. Por isso dizemos que existem vários autismos, independente do grau.
Do mesmo modo que não existem dois autistas iguais, não existem dois aspies iguais (pessoas com Síndrome de Asperger); não existem dois aspies com superdotação iguais (pessoas com Dupla Excepcionalidade). Somos todos diferent…

Coragem para ir atrás dos seus sonhos

Que não te falte coragem para ir atrás do que te move. Nenhuma jornada inesperada é fácil. Ser escritor no Brasil ainda é visto com descrença, caminho repleto de preconceitos, dentro ou fora do universo literário – há certa ingenuidade por parte do autor brasileiro contemporâneo (especialmente se for independente) ao achar que o preconceito literário não vai respingar nele. O complexo de vira-lata é muito forte, mas quer saber? Adoro vira-latas.


Como escritor independente, é impossível não pensar em cada tapa que o Paulo Coelho levou e ainda leva – apreciado no mundo inteiro, basta viajar para ver os livros dele em vários países... desprezado em seu país por muitos e apreciado por quem vai além das entrelinhas/estruturas.

Aceitar que escritores e leitores são diferentes e que está tudo bem cada um ter o seu estilo/gosto/essência e que escrever/ler o que não agrada aos outros não te torna menos intelectual, como não cansam de vomitar por aí.

Chega uma hora da vida em que você precisa escolher se quer agradar aos outros, ou agradar a si mesmo. Leitura, escrita e arte são experiências. Aceitar imperfeições e não se deixar paralisar pelo medo. Por trás do crítico, muitas vezes, se esconde a covardia. Energia criativa reprimida quase sempre segue o caminho da destruição.

“Quem não pode agir diferente, será destruído pela rotina. Quem decidiu impedir as mudanças, irá transformar-se em pó. Malditos sejam os que não dançam, e impedem os outros de dançar” – Paulo Coelho, A Bruxa de Portobello

*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.


Aproveite para assistir ao último vídeo publicado no meu canal do YouTube:

Comentários

  1. Precisamos lembrar constantemente de nos valorizarmos sempre, dar vazão aos nossos sentimentos e acreditar nos nossos sonhos.Ótimo texto, Ben!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Tadeu. Muito obrigado pela visita no blog. Pura verdade. Se a gente não acredita nos próprios sonhos e nas coisas que nos movem, quem é que vai? No final das contas, a luta é diária e apesar de contarmos com o apoio, na hora de colocar a mão na massa, o esforço é 100% nosso.
      Gratidão pelo apoio! ♥

      Excluir

Postar um comentário

Obrigado pelo comentário. Volte sempre!

Mais lidas da semana