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Destaques

Ebooks grátis para Kindle

Ainda me lembro como se fosse ontem, o dia em que o meu aplicativo da BibliOn parou de funcionar direito e o que me salvou foi o aplicativo Kindle e todos ebooks grátis que já tinha baixado. Fui do desespero ao alívio em questão de segundos, não ia ficar sem ler naquele dia. Talvez essa seja a importância das promoções gratuitas da Amazon, democratizar o acesso à leitura.  Em um mar de ebooks grátis, consegui encontrar histórias para ler. Se você é desses que baixa e lê só depois, está tudo bem – mas não se esqueça de dar uma chance à leitura. Se você tem Kindle, seja o aparelho ou o aplicativo, é bem provável que já tenha vivenciado dias de promoção gratuita. É uma ótima maneira de ter o ebook na sua biblioteca pessoal, pois é como comprar, ainda que seja grátis. Só ontem foram mais de 100 downloads de Escrita Maldita e outros contos. Espero que os leitores brasileiros continuem aproveitando para baixar os ebooks até amanhã, dia 2 de maio de 2026, o último dia de promoção gratui...

Sobre rabiscos e telas brancas

A tela branca pode ser um convite à explosão criativa ou uma tortura ao artista que sente seu espírito definhando diante da pesada realidade. Em tempos de crise e ódio, a arte fica esquecida e é vista como desimportante; ironicamente, é quando mais precisamos dela, de algo que nos faça sentir vivo e toque as partes atordoadas.


O som dos dedos se movendo pelo teclado era como fantasmas de uma vida distante. É incrível perceber quantas vezes nós deixamos algumas partes nossas morrerem ao longo de nossas existências; as máscaras, antes tão confortáveis, agora incomodam e não nos servem mais. Leva tempo até ficarmos satisfeitos e ajustados à nova realidade. Viver é admitir que sabemos pouco sobre nós mesmos e há sempre algo novo que pode nos transformar, seja para o bem ou para o mal.

O artista encara a tinta respingando pela tela. Para o espectador sem intimidade, nada faz sentido, a desconexão de ideias é tormentosa; para ele, o lembrete de que sua arte nunca o abandonaria. Como poderia? Os dois eram como um só e se ainda causava estranheza nos outros, era porque estava fazendo algo certo.

Vender aquele quadro não era opcional. Quando se permitia ser quem realmente era e se lembrava de que o que os outros achavam pouco importava. Seu prazer estava naquelas horas de solidão e haviam ideias que se perdiam quando tentávamos compartilhar com os outros.  O texto já não o atormentava. Era no seu monólogo, perdido no seu próprio mundo que encontrava paz.

*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

Assista ao vídeo do texto O Mundo das Histórias Inacabadas:

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