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Destaques

Tempestade

Chegou como uma tempestade, daquelas que não queriam ir embora. Fez o dia se tornar noite, causou apagão e deixou a incerteza de quando as coisas voltariam ao normal. Era só uma tempestade como qualquer outra ou era diferente? Já nem se lembrava mais, só sabia que entre as piores sensações estavam a de ficar sem energia elétrica.  Não tinha medo do escuro. Mas também não achava a sensação mais agradável do mundo. Na teoria era uma ótima oportunidade para dormir bem. Na prática, a incerteza de quando as coisas iriam normalizar. Uma tempestade era como uma crise, tinha começo, meio e fim. As crises também passavam. As tempestades também passavam. Era na hora de dormir sem energia elétrica que não fazia ideia se o celular teria bateria suficiente para acorda-lo no dia seguinte. Era na insegurança que a crise parecia mais forte do que tinha sido. Era no silêncio que antecedia a chuva e a ventania que encontrava uma dose de paz. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do...

Aspergers: As barreiras de diagnósticos e silenciamentos


Registro feito na semana que viajei atrás do meu diagnóstico formal. Vox diz tanto sobre silenciamento, que é impossível não lembrar das confusões e disputas de perspectivas no universo do autismo. Tentaram me silenciar e não conseguiram.

Por causa do tabu e da falta de exercício de autocrítica de médicos e psicólogos desatualizados, falar sobre autismo e falhas de diagnósticos incomoda. Minha preocupação nunca foi com as pessoas que se adaptaram e não se importam com o papel, mas com aquelas que precisam do diagnóstico e esbarram em profissionais desatualizados.

Diagnóstico é direito, não é favor e ninguém merece pagar o preço da ignorância e falta de reciclagem de conhecimentos, especialmente no Brasil com sérios problemas de leitura e educação.

Quando comecei a falar sobre o silenciamento e Autistas camaleões há mais de um ano (assunto completamente desconhecido por muitos profissionais da área da saúde no Brasil), essa frase da Margaret Atwood grudou na minha cabeça:

“Tudo o que é silenciado clamará para ser ouvido ainda que silenciosamente”

*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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