Então, chegou o grande dia das eleições. E só consigo lembrar de que a escolha não é nada difícil. Enquanto para alguns as eleições estão mais pacíficas este ano, há quem acha que terá conflitos. A verdade é que votar é também um exercício de se colocar no lugar do outro e, muitas vezes, ver não só o que é melhor para você, mas para o coletivo. Entre votar em alguém sem nenhuma experiência e alguém que já mostrou saber como lidar com as coisas, não resta dúvidas da melhor opção. Escrevia para lembrar que o que uma vez tinha feito tão mal, agora trazia paz. Escrevia para dizer que estava aceitando melhor as coisas. Escrevia. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror Escrita Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2) , disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.
Autismo: Mito da dieta sem glúten e vídeo contra MMS sendo negativado
Tem uma página compartilhando uma notícia de uma mãe que tirou a filha do espectro autista mudando a alimentação.
Muito cuidado na hora de consumir conteúdo na internet. QUALQUER pessoa pode publicar artigo, livro e até mesmo maquiar informações.
Há muito profissional antiéticodesesperado por dinheiro. Que o dinheiro que eles ganham possam compensar os processos, se os pais quiserem processar.
Há muita gente que já perdeu a licença profissional, foi processado e até mesmo casos de prisão por ficar mentindo sobre curas de autismo.
Não existe cura para o autismo, mas existe para o preconceito e para a ignorância.
Quem ajudou a espalhar o mito de que dietas sem glúten faziam bem para autistas foi uma celebridade nos EUA. As autoridades de vários tipos já desmentiram isso. Basta saber usar a internet para pesquisar.
Vergonha de redatores ajudando a espalhar informação falsa sobre dieta sem glúten e autismo. Vamos pesquisar melhor antes de publicar conteúdo?
👇 Abaixo o comentário do Rick Galasio sobre a importância da aceitação do autista e do amor, publicado com a autorização dele:
Foi há uns 47 anos que meu autismo foi selado. Foi quando meu cérebro se formou no ventre de minha mãe. Quem está no espectro precisa é ser aceito e amado, o resto é crueldade. Se a pessoa, como eu, não tem sequer uma alergia alimentar, nada muda com restrições alimentares. Eu não sou uma doença. Eu sou autista. Ser tratado como doente não me interessa. Não interessa pra ninguém. Eu tenho dificuldades, sim. Mas a maioria é gerada por uma sociedade que não me aceita. Umas poucas são comorbidades, doenças, que podem ou não acompanhar este meu cérebro único.
Quanto mais cedo as pessoas aceitarem isto, menor o sofrimento.
O preconceito é cultural e pode ser curado. O melhor para sua filha é ser aceita. Se você passar a vida tentando curar o que ela é, irá se ferir e feri-la no processo. Se você a ama, aceite-a integralmente. Ela só poderá aprender rodeada de amor e aceitação incondicional.
*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1)e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.