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Destaques

Antraz: Documentário da Netflix revela investigações feitas pelo FBI durante anos

Um pouco após os atentados terroristas contra as torres gêmeas, em Nova Iorque, Estados Unidos, no 11 de setembro de 2001, uma ameaça de antraz colocou as autoridades, como o FBI em alerta, e espalhou pânico nos norte-americanos devido à facilidade de se espalhar sem as pessoas saberem.  Dirigido e roteirizado por Dan Krauss e produzido pela Netflix e pela BBC, 21 anos após o ataque e o primeiro caso de circulação do antraz, o documentário Antraz: EUA Sob Ataque (The Anthrax Attacks) leva o telespectador para as investigações do FBI que duraram anos. O que a princípio foi alvo de muita pressão para a solução do caso, principalmente pelo medo dos norte-americanos do esporo da bactéria continuar se espalhando pelas cartas e fazendo mais pessoas adoecerem e/ou morrerem, logo foi caindo no esquecimento conforme as investigações desenrolavam fora dos holofotes.  Com a proximidade do caso do ataque às torres gêmeas, à primeira vista, o pânico generalizado fez com quem os norte-americanos

Asperger: 8 Coisas que Aprendi Após o Diagnóstico Formal

8 coisas que aprendi nos 2 anos de autodiagnóstico e depois diagnóstico formal de Asperger (29 anos, em março 2019): 



1) Um autista com autoestima incomoda muita gente. Imaginam que todos nós temos autoestima baixa. Assim como não existem duas pessoas iguais, não existem dois autistas iguais;

2) Definir espaço pessoal é importante. Muita gente sem intimidade me encheu de perguntas. Aliás, meu perfil foi aberto há anos, não é mais. Toda vez que namoro, tem gente que acompanha meus relacionamentos como se fossem novelas. E não digam que eu não devo postar, cada um precisa saber seus limites. Escutar gente aleatória dizendo 'me chama para o casamento' é demais, sem falar as pessoas que adicionam meus namorados/ex sem nem conhecerem.

3) Ter um diagnóstico não define minha vida. Não deixei de ser escritor, blogueiro, gay. Ainda sou o mesmo, só com mais autoconhecimento e direcionamento de vida.

4) Dizem que pessoas no espectro têm dificuldade com relações sociais, mas muitos não-autistas têm. Confundem colega de profissão com amizade.



5) Alguns autistas são mais ingênuos, outros, não. Grande erro: Achar que porque alguém é Asperger, é fácil de manipular. Tive e tenho vários hiperfocos relacionados ao comportamento, saúde mental, narcisismo etc. e um longo histórico com mentirosos patológicos, desde gente que nunca vi dizendo que é meu amigo, já ficou comigo, até boatos piores. Recomendo terapia 😉

6) Posso estar no espectro autista e não querer amizade com outros Aspergers (especialmente se forem homofóbicos, racistas, misóginos etc). Ter o mesmo diagnóstico não nos torna amigos, no máximo pessoas que passam por situações parecidas.


7) O mesmo sobre opiniões e ideologias. Já deixei bem claro que nenhuma associação ou grupo de autismo no Brasil me representa. Posso discordar sem ser ofensivo. Se não sabe separar as coisas, aí já é um problema teu.

8) Minha liberdade, meu silêncio, minhas opiniões, minha vida, minhas escolhas... Ninguém compra. Muita gente acha que minha vida começou após o diagnóstico. Me respeite.

Tenho uma bagagem de 29 anos e sou macaco-velho. Nunca dependi de homem nem vou depender. Quem acha isso não me conhece nem um pouco.


***
Quer ser sincericida? Seja. Mas saiba arcar com as consequências.

Assim como pessoas não-autistas precisam ser educadas para viver em sociedade, pessoas no espectro também precisam aprender sobre tomadas de decisões e comportamentos. Especialmente, se for Aspergers.

No meu grupo da Autísticos, eu nunca permiti comportamentos errados e ninguém 'jogar a culpa no autismo': estávamos todos entre pessoas no espectro. Era uma das regras. "Seja responsável pelo que fala".

O que muita gente não sabe: autistas não são anjos. Existem casos na mídia internacional de Aspergers presos. Achar que todo mundo é um anjo é só uma narrativa que as pessoas preferem acreditar.

Comportamentos saudáveis precisam ser aprendidos por todos: isso inclui Aspergers e pessoas no espectro.

*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.


Livros na minha lista de desejados:


Ciência picareta: https://amzn.to/2DoNaWE

Autism's False Prophets: https://amzn.to/2IM6LmY

Neurocomic: https://amzn.to/2ILUZJj

A Scientist in Wonderland: https://amzn.to/2VmQlsg



Algumas indicações de livros sobre o autismo:


Autismo (2018-2019): https://amzn.to/2Dsnokp

O Cérebro Autista: https://amzn.to/2VjXIjY

A Diferença Invisível: https://amzn.to/2DraoLV

Outra Sintonia: A história do autismo: https://amzn.to/2XzTn9H



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