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Destaques

The Puppet Master: Série documental da Netflix traz casos de vítimas de um sociopata vigarista

Para quem está procurando algo intrigante para assistir na Netflix , a série documental The Puppet Master: Hunting the Ultimate Conman apresenta uma daquelas histórias que as pessoas nunca se imaginam acontecendo com elas, até que o pior acontece. Um sociopata manipulador encontra várias presas fáceis, interessado no dinheiro delas, ao mesmo tempo em que conta histórias sem pé nem cabeça para isolá-las dos familiares e dos amigos, em uma jornada marcada pelo medo, fuga e diferentes estratégias de lavagem cerebral. Muitas vezes associada às seitas em uma escala maior, muita gente ainda desconhece os danos que uma pessoa manipuladora pode causar, a ponto de duvidar de si mesmo e da própria sanidade, situação que só piora quando ela é incentiva a cortar todos laços e fica presa num ciclo de total dependência da validação do outro, como se tivesse que pedir permissão até para existir. Quantas pessoas foram vítimas de Robert Hendy-Freegard ? A série documental se foca principalmente em tr

Bombay Begums: Série indiana da Netflix traz mulheres com ambições, desejos e feridas invisíveis

Bombay Begums é uma série de drama indiana que se passa na Mumbai contemporânea e se foca em quatro mulheres e uma adolescente lutando pelos seus desejos. Criada pela diretora e roteirista feminista indiana, Alankrita Shrivastava, a série está disponível na Netflix e foi lançada em março de 2021. 

Para quem gosta de séries curtas, mas nem por isso menos envolventes, Bombay Begums é uma ótima opção do que assistir na Netflix, especialmente nesse período de pandemia, no qual acompanhar histórias que se passam em outros países pode ajudar como uma válvula de escape e, de quebra, servem como uma viagem internacional sem sair de casa.

Sem sombra de dúvidas, Rani (Pooja Bhatt) é a estrela da série. Com uma personagem marcante e poderosa, ela representa o sonho de muitas mulheres do universo empresarial, não só da Índia, mas do restante do mundo. Conforme os episódios desenrolam, o telespectador pode perceber que seu caminho não foi só de flores – por trás da personalidade ambiciosa de Rani se escondem segredos do seu passado e do seu presente.

Além dos desafios de ser chefe em um banco e manter não só a empresa viva, como sua própria carreira, Rani também lida com desejos íntimos, alterações hormonais que são novas para ela e sua própria família. 

A adolescente Shai (Aadhya Anand) é enteada de Rani. A relação entre as duas não é das melhores. Mesmo com a falta de tempo para lidar com as questões pessoais e com a dificuldade de se aproximar da garota, Rani tenta fazer sua parte para desenvolver um relacionamento entre as duas, porém, Shai está presa ao passado de sua mãe e não faz o mínimo esforço para se aproximar da madrasta.

Ao longo dos episódios, os desenhos rabiscados por Shai são mostrados, bem como alguns dos seus pensamentos sobre a vida e o amor. Essas partes da narrativa só enriquecem a série, tanto por dialogar com os sentimentos universais, como pela conexão com a tendência mundial de explorar artes e reflexões biográficas no ambiente digital.


“Algumas mulheres nascem para governar. Nós as chamamos de rainhas. Elas sangram por seus sonhos e esperam que outros sangrem por elas. Não tenho certeza se quero ser esse tipo de rainha. Acho que prefiro liderar a rebelião” – Bombay Begums


As outras três mulheres também estão conectadas de alguma forma a Rani. Enquanto Ayesha (Plabita Borthakur) está tentando conquistar um lugar melhor no trabalho, ela lida com dramas paralelos em seu casamento e a possibilidade de ter um filho. 

Fatima (Shahana Goswami) é uma jovem lutando pela sua independência em Mumbai. Entre sua tentativa de ficar longe do controle dos pais e de manter um emprego, Fatima lida também com a pressão da vida adulta, sentimentos confusos e desejos sexuais inexplorados. 

Para quem não está acostumado a ver personagens LGBTQ em produções indianas, Fatima agrada em alguns aspectos, mas pode incomodar em outros – porém, vale a pena lembrar que na vida real, até o autodescobrimento, nem todo mundo toma as melhores decisões.

Por último e não menos importante, Lily (Amruta Subhash) consegue roubar o coração dos telespectadores. Uma prostituta tentando sobreviver com o filho em uma Mumbai repleta de desigualdades, cujo caminho se cruza com o da família de Rani. 

Entre um passado glorioso no mundo da dança e um presente duvidoso – não por sua profissão, mas por algumas escolhas dúbias –, o coração de Lily bate mais forte na esperança de um futuro melhor para o filho e também de outras mulheres que não tiveram as mesmas oportunidades.

Alankrita Shrivastava escreveu um roteiro orgânico, que conecta os personagens em uma dança de intrigas, arrependimentos e traições. Além do entretenimento, o drama indiano cutuca feridas globais, como a inequidade e o assédio sexual estão presentes no mercado de trabalho e como a decisão de enfrentar alguns problemas passam por questões éticas e morais, mas também por falta de apoio, medos e dinâmicas sociais.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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