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Turbotecnomachonazifascismo: 10 Motivos para Ler o Livro da filósofa brasileira Márcia Tiburi

Como a internet e a mídia ajudaram a eleger pessoas com ideias tão absurdas e comportamentos condenáveis? O que desperta o fascínio de alguns em figuras como Donald Trump e Jair Bolsonaro, ambos com atitudes grotescas em relação à diversidade, à imprensa e à democracia? Essas e muitas outras questões são levantadas pela filósofa brasileira Márcia Tiburi em seu livro Como derrotar o turbotecnomachonazifascismo , publicado pela Editora Record , em 2020. Compre o livro Como derrotar o turbotecnomachonazifascismo (Marcia Tiburi): https://amzn.to/3cVWDXc Depois de mais de um ano de pandemia e com a proximidade das Eleições 2022, entre outras questões que estão acontecendo pelo país, como a CPI da Pandemia que tem investigado as omissões do governo Bolsonaro na compra das vacinas, incentivo à comercialização e consumo de tratamentos sem comprovação científica contra Covid-19, e inúmeros absurdos, como a falta de diplomacia com países que ofereceram ajuda, entender melhor como políticos sem

Documentário da Netflix aborda caso Elisa Lam e histórico mórbido do Cecil Hotel

Dependendo da sua idade e do quanto você é ligado às notícias e ao mundo online, é bem provável que você tenha ouvido falar sobre o caso da Elisa Lam, uma canadense descendente de chineses que  viajou para os Estados Unidos e morreu em um hotel de Los Angeles. O caso polêmico na época foi explorado na série documental Cena do Crime – Mistério e Morte no Hotel Cecil (Crime Scene: The Vanishing at the Cecil Hotel), dirigido pelo norte-americano Joe Berlinger e distribuído pela Netflix, em 2021.

Em quatro episódios, de forma linear, é contada a história de como Elisa Lam foi parar no Cecil Hotel e um pouco de sua personalidade no mundo digital e afinidade com o Tumblr. Importante mencionar que o documentário não traz entrevistas com os familiares de Elisa Lam. Se nem os próprios familiares conhecem a fundo uma pessoa, me pergunto por que há tantas pessoas aleatórias na internet e fãs de teorias da conspiração que se sentem no direito de dizer que algo poderia ou não ter acontecido. 

Por causa do histórico de casos de mortes que aconteceram no hotel e de um vídeo divulgado pela polícia, a história viralizou na época, em fevereiro de 2013. Talvez a polícia de Los Angeles não tivesse a mínima ideia do caos que viria a seguir e tivessem esperança de que alguém tivesse pistas sobre o que teria acontecido com Elisa Lam – lembrando, que antes de encontrarem o corpo, acharam que ela estava desaparecida.

Diferente de celebridades e pessoas públicas, o caso de Elisa Lam deve ter trazido bastante sofrimento e desconforto para sua família. Quem poderia imaginar que teria tanta repercussão e o próprio documentário é uma prova de que sua história associada ao terrível Hotel Cecil deve continuar sendo revivida de tempos em tempos.

Tirando o lado macabro do Hotel Cecil, o qual foi cenário de vários episódios de assassinatos, suicídios e diferentes tipos de violência, o documentário toca em pontos interessantes que revelam o quanto ainda temos a melhorar como sociedade, como a exclusão social e desigualdade de Skid Row, uma região de Los Angeles repleta de pessoas em situação de rua, consumo e tráfico de drogas e miséria.

O documentário também mostra o lado sombrio e podre da internet no qual as pessoas expressam o que querem, por mais absurdo que seja, sem pensar nas consequências que terão no mundo real. Conspiração e negação da gravidade de questões de saúde mental, especialmente quando podem levar a episódios de alteração de humor.

Dá para perceber como a saúde mental é ignorada de forma geral, seja na culpabilização, como se existissem pessoas envolvidas diretamente na morte da Elisa e estivessem escondendo informações; Seja quando ofendem e cometem linchamento virtual com um artista que acreditaram ter se encontrado com Elisa, afetando não só sua imagem, mas também sua saúde mental; Ou quando é mais fácil para as pessoas procurarem um culpado externo e ignorar os inúmeros sinais deixados por Elisa Lam de que algo não estava bem com ela e sua saúde mental.

Para conspiracionistas, é difícil enxergar o óbvio. Assim é o caso relatado em Cena do Crime – Mistério e Morte no Hotel Cecil (Crime Scene: The Vanishing at the Cecil Hotel): o que poderia ser resolvido com mais agilidade e tranquilidade, se transformou em um espetáculo midiático e uma cadeia de teorias falhas e absurdas de fatos completamente desconexos, flertando com a paranoia e a histeria coletiva.

Espero que Cena do Crime (Crime Scenes) ganhe uma segunda temporada focada em outro caso e que a memória de Elisa Lam no imaginário coletivo possa descansar em paz.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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