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Destaques

The Puppet Master: Série documental da Netflix traz casos de vítimas de um sociopata vigarista

Para quem está procurando algo intrigante para assistir na Netflix , a série documental The Puppet Master: Hunting the Ultimate Conman apresenta uma daquelas histórias que as pessoas nunca se imaginam acontecendo com elas, até que o pior acontece. Um sociopata manipulador encontra várias presas fáceis, interessado no dinheiro delas, ao mesmo tempo em que conta histórias sem pé nem cabeça para isolá-las dos familiares e dos amigos, em uma jornada marcada pelo medo, fuga e diferentes estratégias de lavagem cerebral. Muitas vezes associada às seitas em uma escala maior, muita gente ainda desconhece os danos que uma pessoa manipuladora pode causar, a ponto de duvidar de si mesmo e da própria sanidade, situação que só piora quando ela é incentiva a cortar todos laços e fica presa num ciclo de total dependência da validação do outro, como se tivesse que pedir permissão até para existir. Quantas pessoas foram vítimas de Robert Hendy-Freegard ? A série documental se foca principalmente em tr

My Shy Boss: Série de drama sul-coreano tem protagonista com fobia social e segredos

My Shy Boss (Introverted Boss/Naesungjukin Boseu/내성적인 보스) é uma série de drama romântico sul-coreano sobre a relação entre um chefe de uma empresa de Relações Públicas e uma jovem atriz extrovertida tentando descobrir a verdade sobre um acontecimento do passado que envolveu sua irmã. Lançada em 2017, a série da tvN (canal de televisão da Coreia do Sul) está disponível na Netflix Brasil por tempo indeterminado.

Para quem sente falta de ver personagens com dificuldades de comunicação e interação em seriados, My Shy Boss tem Eun Hwan-ki (Yeon Woo-Jin), um protagonista que evita o máximo possível falar com os funcionários de sua empresa, de forma que gera estranhamento nos outros. Sempre com seu casaco preto de capuz, sua timidez chama a atenção de forma negativa por onde passa.

Até se acostumar com o personagem principal, fica difícil compreender alguns dos seus comportamentos. Se é contraditório para os próprios funcionários, para a família dele e até mesmo para alguns clientes insatisfeitos com a performance social dele, o fato de ele trabalhar em uma das melhores empresas de Relações Públicas e não conseguir se aproximar de sua própria equipe e fazer uma apresentação, por causa dos estereótipos e desconhecimento do passado do protagonista, para o telespectador pode ser meio estranho no início.

Atriz, sonhadora e extrovertida, Chae Ro-woon (Park Hye-soo) é uma daquelas personagens tão cheias de energia que ou você ama, ou você odeia. Procurando um emprego mais estável para ajudar sua família, o seu destino acaba se cruzando com o de Eun Hwan-ki, mas suas motivações secretas balançam as coisas na empresa.

Como yin e yang, com sua personalidade expansiva e faladeira, intencionalmente ou não, Chae Ro-woon acaba invadindo o espaço pessoal de Eun Hwan-ki. Conforme ela vai testemunhando os episódios de fobia social, timidez e ansiedade de seu chefe, Chae Ro-woon se dá conta de que não é por falta de vontade dele e passa a ter um olhar mais humano sobre a introversão dele.

Com tramas e personagens secundários igualmente importantes, que nos fazem refletir sobre a pressão familiar, pressão social e pressão no ambiente de trabalho da Coreia do Sul, bem como a dificuldade e resistência de falar sobre saúde mental e sentimentos com medo do julgamento dos outros, por meio da catarse, My Shy Boss mostra o pior e o melhor do ser humano quando se deixa guiar pelas expectativas.

Embora não torne o foco principal da série, além da ansiedade social e da competitividade no mundo do trabalho, também são abordados na trama o suicídio de um dos personagens, como as aparências enganam por orgulho e honra e a automutilação por medo do abandono – a personagem não chega a ser diagnosticada, mas pelos seus comportamentos de colocar a própria vida em risco, tudo leva a crer de que é algo que vai além da culpa e do amor que ela diz sentir.

My Shy Boss mostra como uma história de vingança, segredos e de se prender no próprio mundo pode se transformar em um drama sobre amizades, perdão (e autoperdão), transformação social do mundo do trabalho e amores.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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