Pular para o conteúdo principal

Destaques

Criminologia, Jessica Jones e Mulher-Maravilha: Ficar do lado do agressor é sinal de perigo à sociedade – Ben Oliveira

Que dia lindo para servir Karma Coletivo para Diana, Lilith e Nêmesis ao mesmo tempo:  Resistam julgar as pessoas pela aparência. Meus 2 ex-namorados manipuladores se faziam de vítimas e todo mundo ficava ao lado deles e como eu sou porra louca, como Jessica Jones e Malévola, era injustiçado entre quatro paredes e julgado por todos ao redor. Como sou uma vaca, só há duas pessoas com a qual me importo no mundo, minhas duas chamas gêmeas, o resto é indiferente. Ainda assim... Vocês criam cada distorção cognitiva que só por Deus... É muita falta de terapia, autoconsciência, reflexão e bom senso.  Foi você que tava dentro do carro capotado? Foi você que quase morreu? Foi você que teve que recomeçar várias vezes na vida? Foi você que saiu como vilão quando a pessoa era tóxica pra cacete? Não foi. Então, boca fechada, sempre. Opinião só se dá quando é pedida. Sem falar os DELUSIONAIS que ficaram comentando: Que pena, achei que vocês iam casar. Quem quiser casar com ele, passo até o perfil KK

My Shy Boss: Série de drama sul-coreano tem protagonista com fobia social e segredos

My Shy Boss (Introverted Boss/Naesungjukin Boseu/내성적인 보스) é uma série de drama romântico sul-coreano sobre a relação entre um chefe de uma empresa de Relações Públicas e uma jovem atriz extrovertida tentando descobrir a verdade sobre um acontecimento do passado que envolveu sua irmã. Lançada em 2017, a série da tvN (canal de televisão da Coreia do Sul) está disponível na Netflix Brasil por tempo indeterminado.

Para quem sente falta de ver personagens com dificuldades de comunicação e interação em seriados, My Shy Boss tem Eun Hwan-ki (Yeon Woo-Jin), um protagonista que evita o máximo possível falar com os funcionários de sua empresa, de forma que gera estranhamento nos outros. Sempre com seu casaco preto de capuz, sua timidez chama a atenção de forma negativa por onde passa.

Até se acostumar com o personagem principal, fica difícil compreender alguns dos seus comportamentos. Se é contraditório para os próprios funcionários, para a família dele e até mesmo para alguns clientes insatisfeitos com a performance social dele, o fato de ele trabalhar em uma das melhores empresas de Relações Públicas e não conseguir se aproximar de sua própria equipe e fazer uma apresentação, por causa dos estereótipos e desconhecimento do passado do protagonista, para o telespectador pode ser meio estranho no início.

Atriz, sonhadora e extrovertida, Chae Ro-woon (Park Hye-soo) é uma daquelas personagens tão cheias de energia que ou você ama, ou você odeia. Procurando um emprego mais estável para ajudar sua família, o seu destino acaba se cruzando com o de Eun Hwan-ki, mas suas motivações secretas balançam as coisas na empresa.

Como yin e yang, com sua personalidade expansiva e faladeira, intencionalmente ou não, Chae Ro-woon acaba invadindo o espaço pessoal de Eun Hwan-ki. Conforme ela vai testemunhando os episódios de fobia social, timidez e ansiedade de seu chefe, Chae Ro-woon se dá conta de que não é por falta de vontade dele e passa a ter um olhar mais humano sobre a introversão dele.

Com tramas e personagens secundários igualmente importantes, que nos fazem refletir sobre a pressão familiar, pressão social e pressão no ambiente de trabalho da Coreia do Sul, bem como a dificuldade e resistência de falar sobre saúde mental e sentimentos com medo do julgamento dos outros, por meio da catarse, My Shy Boss mostra o pior e o melhor do ser humano quando se deixa guiar pelas expectativas.

Embora não torne o foco principal da série, além da ansiedade social e da competitividade no mundo do trabalho, também são abordados na trama o suicídio de um dos personagens, como as aparências enganam por orgulho e honra e a automutilação por medo do abandono – a personagem não chega a ser diagnosticada, mas pelos seus comportamentos de colocar a própria vida em risco, tudo leva a crer de que é algo que vai além da culpa e do amor que ela diz sentir.

My Shy Boss mostra como uma história de vingança, segredos e de se prender no próprio mundo pode se transformar em um drama sobre amizades, perdão (e autoperdão), transformação social do mundo do trabalho e amores.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

Comentários

Postar um comentário

Obrigado pelo comentário. Volte sempre!