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Destaques

Escrita em movimento

Escrita em movimento. Há dias em que a escrita flui após uma corrida ou durante a caminhada. É como se a mente entrasse em estado de flow, quase uma meditação e as palavras borbulhavam no papel. Poderia parecer contra intuitivo indicar fazer uma atividade mais ao mesmo tempo, mas a escrita ocupava uma pequena fração do tempo, de forma que não atrapalhasse a atividade física. Tentava respiração consciente. Em alguns dias, a ansiedade dava uma trégua. Em outras, mesmo as técnicas de mindfulness não eram suficientes para dar conta.  A escrita vinha como uma forma complementar, mais algo terapêutico para o dia. Ao organizar os pensamentos e colocar as emoções para fora, o dia ficava mais leve. Então, de repente, bastavam alguns minutos para conseguir escrever. Quer esteja parado após se movimentar ou em movimento, a pessoa que escrevia o texto não era mais a mesma do início, algo havia se transformado.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror...

Lovestruck In The City: Série sul-coreana explora as emoções e fases dos relacionamentos amorosos

Diferente de muitos doramas coreanos que são mais longos, Lovestruck In The City tem um ritmo mais ágil e leva o telespectador para os encontros e desencontros de três casais que fazem parte do mesmo círculo social, em uma linguagem mais interativa, na qual os personagens contam suas próprias versões em frente às câmeras. A série de 2020 está disponível na Netflix.

Para quem não tem muito contato com o universo dos dramas coreanos, a série dirigida por Park Shin-woo é uma boa opção, já que os episódios são curtos em relação ao formato tradicional e trazem o desenvolvimento dos relacionamentos desde os primeiros episódios – fugindo um pouco do padrão no qual o telespectador tem que assistir até o final para ver os personagens se declarando e sofrendo silenciosamente.

Outro diferencial em relação a muitas produções coreanas é que os atores se beijam mais e o roteiro aborda assuntos que ainda são tratados como tabus por muitas séries da Coreia do Sul, como o sexo. Porém, embora se aproxime mais das produções ocidentais, Lovestruck In The City mantém firme as raízes asiáticas, mostrando uma série com uma pegada da geração contemporânea sul-coreana.

Algumas partes dos episódios trazem questionamentos sobre relacionamentos para os personagens, como sobre o primeiro beijo, quem tomou as primeiras iniciativas em relação ao sexo ou o que é o amor.

A princípio, a motivação de alguns personagens parece confusa e o que parece que terá desfecho óbvio, acaba surpreendendo. São abordados desde os sonhos e as paixões, como as amizades, os corações partidos e a importância do amadurecimento e reencontro consigo mesmo. 

Além dos dramas de relacionamentos amorosos e sociais, a série também aborda questões como as diferenças de classes, de motivações na hora de encontrar um emprego e como as diferenças de personalidades e os preconceitos geram conflitos. A autocobrança, a autoestima e a necessidade de se aceitar e ser aceito pelo outro também desempenham um papel na dinâmica dos personagens.

Seja na praia ou na cidade, nos momentos de afeto e de diversão, ou nas horas mais solitárias e tristes, a série proporciona um mix de sensações que são intensificadas pela estética da filmagem ou trilha sonora escolhida, mostrando que não basta ter uma história, é também preciso saber emocionar.

Os atores principais da série são: Ji Chang-Wook, Kim Ji-Won, Kim Min-Suk, Joo-yeon So, Ryu Kyung-Soo e Han Ji-Eun. Vale lembrar que mesmo com bem menos tempo de tela, alguns atores secundários acabam se destacando por conta de suas personalidades envolventes.

Ainda não foram divulgadas informações se a 2ª temporada de Lovestruck In The Air foi confirmada.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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