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Antraz: Documentário da Netflix revela investigações feitas pelo FBI durante anos

Um pouco após os atentados terroristas contra as torres gêmeas, em Nova Iorque, Estados Unidos, no 11 de setembro de 2001, uma ameaça de antraz colocou as autoridades, como o FBI em alerta, e espalhou pânico nos norte-americanos devido à facilidade de se espalhar sem as pessoas saberem. 

Dirigido e roteirizado por Dan Krauss e produzido pela Netflix e pela BBC, 21 anos após o ataque e o primeiro caso de circulação do antraz, o documentário Antraz: EUA Sob Ataque (The Anthrax Attacks) leva o telespectador para as investigações do FBI que duraram anos.

O que a princípio foi alvo de muita pressão para a solução do caso, principalmente pelo medo dos norte-americanos do esporo da bactéria continuar se espalhando pelas cartas e fazendo mais pessoas adoecerem e/ou morrerem, logo foi caindo no esquecimento conforme as investigações desenrolavam fora dos holofotes. 

Com a proximidade do caso do ataque às torres gêmeas, à primeira vista, o pânico generalizado fez com quem os norte-americanos pensassem que estavam sofrendo ataque biológico internacional, pois as cartas vinham com mensagens dizendo ‘Morte aos Estados Unidos… Morte a Israel’. 

Os caminhos da investigação levam para lugares incertos e por causa de tanta pressão, alguns deslizes foram cometidos. O FBI descobriu que o frasco do antraz veio do país, mas ainda não sabia responder quem havia espalhado, até os olhares se voltarem para um cientista que trabalhava diretamente com a amostra. 

Ao final do documentário, algumas das vítimas compartilham suas opiniões sobre o suspeito e também revelam a importância de se lembrar daqueles que morreram. Muitas dúvidas permanecem sobre quais teriam sido as reais intenções do suspeito cientista, se ele atrapalhou o início das investigações, levando o FBI para outra direção, e se a pressão foi responsável por sua morte. 

Antes que o cientista pudesse ser julgado pelo caso, o suspeito principal morreu de overdose. Considerado um dos casos investigados mais complexos, em fevereiro de 2010 o FBI decidiu encerrar as investigações. É impossível não pensar na frustração das famílias dos que foram vítimas e esperavam por respostas concretas. Sem dúvidas, muitos se aliviaram dos casos não terem se repetidos pelo país. 

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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