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Destaques

Quando a previsão do tempo erra

Quando a previsão do tempo erra podemos ficar felizes ou frustrados. Se gostamos de sol e não queremos chuva ou frio, é uma alegria quando a previsão do tempo erra. A verdade é que nem sempre a previsão do tempo acerta e está tudo bem. O mesmo vale sobre pessoas – há momentos em que podemos ficar felizes ou frustrados –, mas fazia parte da vida. Então, quer você estivesse torcendo por um dia de chuva ou desejando que o sol tomasse conta, é importante lembrar que nem sempre o que queremos, é o que o outro quer e está tudo bem. É até um exercício de empatia, de se colocar no lugar do outro e tentar entender, como duas pessoas poderiam querer coisas opostas. Havia aprendido que mais de uma coisa poderia ser verdade. Então, havia conseguido tomar sua dose diária de sol. Precisava, pois ajudava na sua regulação do humor. Mas também entendia quem se alegrava com a chuva e o frio. Mudávamos com o tempo e as previsões do tempo também mudavam. Ficamos felizes, frustados, mas dificilmente indife...

Oh My Baby: Drama coreano sobre jornalista com o sonho de ser mãe

Oh My Baby é um drama coreano que se desenrola lentamente e toca em pontos sensíveis sobre como o sonho de uma jornalista de ser mãe – ainda que solteira e por conta própria, por questões de idade e fertilidade – é tratado como um tabu na Coreia do Sul. 

Ha-ri é (Jang Na-ra) uma jornalista em uma revista sobre bebês. Ao mesmo tempo em que seu trabalho faz seu sonho crescer mais ainda, por estar em contato com mães e crianças e escrever sobre o assunto, por questões de saúde ela descobre que sua vontade pode estar distante de se tornar real.

Conforme se aproxima dos 40 anos, Ha-ri bota mais pressão em si mesma, mas também sente o preconceito vindo de todos lados – até mesmo no seu trabalho. Quando suas esperanças parecem perdidas, três homens surgem alimentando sua fantasia de encontrar um doador – cada um com suas próprias experiências e expectativas em relação à jornalista.

A série se movimenta em um ritmo bem lento, que permite ao telespectador acompanhar mais questões não só da protagonista, mas de outros personagens principais e secundários. Questões como recomeçar e encontrar sentido na vida, bem como o medo de se machucar, o arrependimento de não tentar e os possíveis sacrifícios que as pessoas fazem quando entram em um relacionamento.

Embora seja envolvente acompanhar o trabalho da protagonista, o que chama a atenção é a maneira que ela é tratada pelos outros por uma ótica negativa e como ela vai conquistando a empatia progressivamente conforme vai se abrindo e enfrentando as barreiras dentro da própria empresa e descobrindo que não só as mães, como os pais também acabam perdendo importantes momentos diários por questões profissionais.

Com reflexões nas entrelinhas sobre a vida e algumas cenas cômicas que aliviam a tensão, Oh My Baby mostra como as tradições de família ainda pesam na cultura sul-coreana e a pressão coletiva em cima de uma mulher que corre contra o tempo e luta contra as probabilidades para conquistar seu sonho de ser mãe, sem abrir mão da sua carreira mesmo nos tempos de incertezas.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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