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Destaques

Escrita Maldita: Livro de terror indicado por página literária do Instagram

Escrita Maldita foi indicado pela página literária @redrum.literario , no dia 11 de outubro de 2026. Fiquei muito feliz com esse apoio à literatura nacional independente. Fica aqui a minha gratidão. A escritora Elisangela Domingos da Silva escreveu um texto indicando Escrita Maldita. Vou tentar resumir um pouco do que foi dito. Mas vocês podem acessar o Instagram redrum.literario e saber mais informações. “Tem livros que a gente lê, guarda na estante, e mesmo depois de muito tempo sente vontade de reencontrar e esse é um dos títulos que voltaram à minha lembrança”. “O que me chama a atenção nessa proposta é justamente essa relação entre quem escreve e aquilo que cria. Para quem gosta de terror, existe algo muito interessante na possibilidade de uma história ultrapassar as páginas e invadir a vida de quem está quem está por trás dela”. “Quem acompanha o mundo literário sabe que, às vezes, perdemos o contato com autores cujos livros passaram em nossas mãos. A vida segue, chegam novas lei...

Oh My Baby: Drama coreano sobre jornalista com o sonho de ser mãe

Oh My Baby é um drama coreano que se desenrola lentamente e toca em pontos sensíveis sobre como o sonho de uma jornalista de ser mãe – ainda que solteira e por conta própria, por questões de idade e fertilidade – é tratado como um tabu na Coreia do Sul. 

Ha-ri é (Jang Na-ra) uma jornalista em uma revista sobre bebês. Ao mesmo tempo em que seu trabalho faz seu sonho crescer mais ainda, por estar em contato com mães e crianças e escrever sobre o assunto, por questões de saúde ela descobre que sua vontade pode estar distante de se tornar real.

Conforme se aproxima dos 40 anos, Ha-ri bota mais pressão em si mesma, mas também sente o preconceito vindo de todos lados – até mesmo no seu trabalho. Quando suas esperanças parecem perdidas, três homens surgem alimentando sua fantasia de encontrar um doador – cada um com suas próprias experiências e expectativas em relação à jornalista.

A série se movimenta em um ritmo bem lento, que permite ao telespectador acompanhar mais questões não só da protagonista, mas de outros personagens principais e secundários. Questões como recomeçar e encontrar sentido na vida, bem como o medo de se machucar, o arrependimento de não tentar e os possíveis sacrifícios que as pessoas fazem quando entram em um relacionamento.

Embora seja envolvente acompanhar o trabalho da protagonista, o que chama a atenção é a maneira que ela é tratada pelos outros por uma ótica negativa e como ela vai conquistando a empatia progressivamente conforme vai se abrindo e enfrentando as barreiras dentro da própria empresa e descobrindo que não só as mães, como os pais também acabam perdendo importantes momentos diários por questões profissionais.

Com reflexões nas entrelinhas sobre a vida e algumas cenas cômicas que aliviam a tensão, Oh My Baby mostra como as tradições de família ainda pesam na cultura sul-coreana e a pressão coletiva em cima de uma mulher que corre contra o tempo e luta contra as probabilidades para conquistar seu sonho de ser mãe, sem abrir mão da sua carreira mesmo nos tempos de incertezas.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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