Pular para o conteúdo principal

Destaques

A era da nostalgia

Estamos vivendo a era da nostalgia. Diferente da ideia de se envergonhar por algo consumido no passado, com tantos projetos sendo revividos, o que tem prevalecido é um sentimento de pertencimento. Não podemos ser completamente ingênuos a ponto de achar que esses projetos não são voltados pensando no retorno financeiro, mas no final das contas quem sai ganhando mais são os fãs. Impossível não pensar em como Buffy quase retornou para os fãs. Com expectativas altas, tudo o que parecia certo, no final, foi cancelado. Mas esse é só um de tantos exemplos que poderia dar. Músicas do passado regravadas para uma versão atual, por exemplo, como Taylor Swift fez tão bem, Hilary Duff e Miley Cyrus. 20 anos após sua estreia, as The Pussycat Dolls estão de volta, com metade da formação, mas melhor do que nada. E já lançaram música nova e anúncio de turnê. Quem poderia imaginar que elas voltaram logo agora? Há quem força para um retorno da Britney Spears, mas por enquanto tudo não se passam de rumore...

O poder do drama coreano de emocionar

Quem já se aventurou ou se aventura diariamente a assistir dramas coreanos sabe o quanto eles podem ser viciantes e conseguem emocionar o telespectador. É impossível terminar de assistir sem se deixar tocar de alguma forma. A sensação é tão boa que quando termina, você logo quer outra dose, quase como se de algum jeito se torna algo terapêutico.

Nos primeiros episódios há uma sensação de que você está conhecendo os personagens, são muitos nomes para se acostumar e costumam começar de forma lenta. Para os apressados, dependendo do drama coreano, não é a melhor opção para assistir, porém, para os que têm paciência, muitas vezes é impossível não deixar se emocionar ao longo dos episódios e, especialmente, no final.

Pessoas correndo atrás dos seus sonhos. Pessoas se apaixonando lentamente e esperando a hora certa de ficarem juntos. Pessoas passando por problemas do cotidiano que afetam a todos. Pessoas descobrindo a importância da amizade e valorização da família. Pessoas lutando para sobreviverem a mais um dia de trabalho. São tantas possibilidades de assistir e se deixar levar pelas emoções.

Desde o primeiro drama coreano, que para muitos se torna inesquecível e a porta de entrada para mais produções da Coreia do Sul, mesmo com uma resistência e estranhamento iniciais, depois que você entra no ritmo, se vê interessado por cada vez mais e já está conhecendo outras pessoas com os mesmos gostos e dividindo um pouco deste universo.

Obviamente que terapia com psicólogo não pode ser substituída, mas que os dramas coreanos conseguem proporcionar alívio, despertar emoções às vezes fáceis, às vezes difíceis e nos conduzir para a catarse e o clímax, é algo inegável. 

Quando você pensa em todas histórias que já assistiu e em tantas que deseja assistir no futuro, sabendo que vai despertar um gostinho parecido e te tocar de mais maneiras que muitas outras séries e filmes de outros países não conseguiu, você logo se vê presa na Dramaland, querendo cada vez mais doramas e deixando se preencher por cada uma das produções. 

É quase como um caminho sem volta para muitos, um mundo de entretenimento capaz de despertar o pior e o melhor que há dentro de nós. Para muitos, depois que começa, é impossível ficar longe, sempre querendo mais uma dose, como se fosse mexer não só com a mente, mas também com o coração e o espírito. Como ler um bom livro, entre vilões e mocinhos, assim que se termina de assistir um drama coreano, você não é mais a mesma pessoa.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

Mais lidas da semana