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Destaques

Lugar Seguro

Um lugar seguro, às vezes, era tudo o que precisava para se proteger do excesso de ansiedade. Aprendera que a imaginação poderia ser poderosa e ajudar a criar uma distância segura e temporária. Já imaginava que sentiria ansiedade, mas não fazia ideia da intensidade. Nesses momentos era fácil lembrar quando o cigarro servia como uma válvula de escape, mas desta vez precisava aprender a lidar com isso livre de nicotina. Caminhar, ouvir música relaxante, música e ler livros eram coisas que também ajudavam, bem como assistir séries ou filmes para se distrair. Existia um limite de quanto era possível diminuir a ansiedade, mas cada pequena coisa fazia toda diferença. Ansiedade era algo que não desejava para ninguém.  Então, temporariamente se imaginar em um lugar seguro poderia fazer toda diferença. Era algo que muita gente já fazia de forma intuitiva, mas que ao reaprender ganha um novo significado. Após dias sem escrever, estava sentindo falta de brincar com as palavras. A verdade é qu...

Palavras e danos colaterais

Palavras e danos colaterais. Às vezes, você não está preparado para um tiroteio quando ele acontece. Palavras ditas de forma tão rápida que é impossível voltar atrás. De repente, todas conversas se resumem a uma só e todo passado é varrido de modo que só resta juntar os pedaços e seguir em frente.

E se eu perdoar mais uma vez? E se eu for perdoado mais uma vez? E se os dois finalmente perceberem que não dão certo e seguirem rumos diferentes? A ideia de que era só questão de tempo até tudo se repetir o atormentava. Era como se os dois fossem o oposto do que precisavam e despertavam o pior um do outro, uma combinação um tanto tóxica, o contrário do que procurava.

Há coisas que quando são ditas não havia como voltar atrás. A consciência de que não havia vítima nem vilão, seja de forma consciente ou subconsciente, os dois puxavam o gatilho um do outro e era como se nunca estivessem em paz, como se uma guerra fosse se desenvolver a qualquer momento.

Entre machucar e ser machucado, tudo o que sabia era que nenhum dos dois precisava passar por aquilo. Eram uma mistura que não dava certo e quanto mais tentavam se aproximar um do outro, mais se machucavam com suas palavras inflamáveis, capazes de causar combustão um no outro.

Paz. Uma palavra, três letras. Era o que precisava naquele momento e só havia um modo de conseguir: se distanciando. Encerrando um ciclo que se repetia e o fazia mais mal do que bem. Deixando ir toda parte boa, mas também a ruim: abrindo espaço para descobertas e novas memórias. Percebendo que sua tranquilidade não tinha preço e colocando um ponto final, onde antes estavam vírgulas.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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