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Destaques

Quando a previsão do tempo erra

Quando a previsão do tempo erra podemos ficar felizes ou frustrados. Se gostamos de sol e não queremos chuva ou frio, é uma alegria quando a previsão do tempo erra. A verdade é que nem sempre a previsão do tempo acerta e está tudo bem. O mesmo vale sobre pessoas – há momentos em que podemos ficar felizes ou frustrados –, mas fazia parte da vida. Então, quer você estivesse torcendo por um dia de chuva ou desejando que o sol tomasse conta, é importante lembrar que nem sempre o que queremos, é o que o outro quer e está tudo bem. É até um exercício de empatia, de se colocar no lugar do outro e tentar entender, como duas pessoas poderiam querer coisas opostas. Havia aprendido que mais de uma coisa poderia ser verdade. Então, havia conseguido tomar sua dose diária de sol. Precisava, pois ajudava na sua regulação do humor. Mas também entendia quem se alegrava com a chuva e o frio. Mudávamos com o tempo e as previsões do tempo também mudavam. Ficamos felizes, frustados, mas dificilmente indife...

Sobre quadrados, círculos e estrelas

Era para ser só mais um dia comum. O triângulo que guardava no peito havia se dissolvido e novas formas em breve se formariam. Se estava ansioso? A resposta óbvia era que sim. O novo o excitava, mas também o deixava em um turbilhão de ansiedade. Mãos e dedos foram soltos. Estava sozinho novamente, como uma profecia auto realizável. 

O novo era um caminho cheio de possibilidades, entre as quais com certeza trombaria com uma série de improbabilidades, mas para seguir em frente, tentava se focar nos caminhos que trariam tranquilidade e paz no coração e que também o incendiava, uma combinação bem difícil de encontrar.

Sentiu uma espécie de paz dentro do peito. Estava livre? Nunca estivera preso. Tudo se tratavam das malditas expectativas que tinham sido criadas. O tempo inteiro se sentindo como um pássaro dentro da gaiola quando a porta nunca estava trancada. Criara para si o seu próprio inferno. Havia se queimado tanto que achou que nunca mais iria se recuperar, mas a hora havia chegado.

Esqueça os triângulos, repetiu para si mesmo. Lembre-se dos quadrados, círculos e das estrelas. Havia um mar de possibilidades, o que o deixava em estado de êxtase e de completa paralisia. Não sabia para qual caminho seguir, então tudo o que fez foi alinhar o corpo, a mente e o espírito para que de alguma forma servissem de bússola, âncora e motor.

Uma dança nova se iniciava. Não sabia a coreografia, mas poderia aprendê-la se tivesse tempo o suficiente. O coração antes encaixado em um triângulo, pulsava e havia quebrado a forma. Se havia aprendido a lição, só o tempo diria, mas agora tudo o que conseguia pensar eram nas novas linhas e seus desenhos. Se ao menos conseguisse segurar na mão, antes que tudo desabasse e encontrasse novas formas de ser e de sentir.

Mentiria se dissesse que era fácil. Encontrava uma lógica no caos organizado. Tudo era possível e impossível. Tudo poderia acontecer, inclusive nada. O tudo o encarava, devorava, mastigava e o cuspia. Tudo parecia bom demais para ser real. Tudo parecia nada.

Então, seguia em sua busca, na esperança de que fosse reconhecido e encontrado. Nada seria como antes. Nada seria igual depois. Em uma metamorfose se via encarando novas estrelas, tentando formar constelações e se deixando guiar pelo brilho. Em sintonia consigo mesmo sabia que não poderia confiar só na intuição, mas também sabia que sem ela, nada ele seria. 

Seguia buscando enquanto o texto era escrito, enquanto torcia para a noite chegar e ver novas estrelas se formando. Não queria pensar mais nos finais. Só tinha um guia, se permitir viver o presente e aberto para novas possibilidades. E para ver estrelas, às vezes tudo que era preciso era um “me dá um beijo?”.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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