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Destaques

Descansar é arte

Descansar é arte ele escuta alguém falando da importância das pausas para o aprendizado. É tentador estudar durante horas sem pausar, mas a verdade é que o cérebro precisa de um tempo para aprender. Muitas vezes, é preciso reaprender a aprender. E nem sempre o que funciona com os outros, necessariamente funciona com você. Somos todos diferentes. Assistir aula, ler textos, resolver questões. Cada um sabia o que era melhor para si.  Era nos intervalos entre os estudos quando poderia desfrutar da poesia. Tinha lido livros e livros de portas contemporâneos e reencontrado o amor pela poesia. Sem música. Sem estímulos. Precisava tirar um tempo só para si mesmo antes de encarar os estudos. Preparar o cérebro para o que estava por vir. Era, muitas vezes, na paz do silêncio que o cérebro poderia se preparar para o que estava por vir. Não abria mão da pausa, consciente de que era necessário para aprender melhor. Um tempo do dia dedicado a fazer nada e à gratidão.  *Ben Oliveira é escrit...

Página em Branco

A página em branco era um convite para escrever. Estava preparado para criar novas memórias. Entre tantas possibilidades, decidira que este ano exploraria mais seus limites e não deixaria ser controlado por inteiro pela ansiedade.

Escreveria novas histórias, deixaria de lado outras, abrindo a mão e deixando o passado escorrer pelos dedos, se focando no momento presente. Estava tão acostumado com o fantasma do passado, que havia se esquecido de como havia diversão no novo. Se a porta estava trancada, desenharia uma colorida ao lado pela qual poderia entrar.

Reencontrar o prazer nas pequenas coisas, observar quantos livros já havia lido e quantos já havia doado, assistir uma série aleatória coreana, assistir um filme de terror, escrever textos sobre memórias aleatórias, ir ao parque e observar árvores e animais, pequenas coisas que repetiria como uma velha nova tradição.

À primeira vista, sentiu uma inquietação. Estava abrindo mão do quê? Daquilo que já não lhe pertencia há anos e anos? Então, mesmo sentindo falta, entendeu que o ciclo já não era formado por duas pessoas decidindo e estava tudo bem em respeitar e deixar ir, ainda que cada fibra do coração pensasse o contrário.

Era uma decisão lógica, não uma decisão emocional. Não havia nada nas entrelinhas, não havia razão para questionar, só restava aceitar e continuar seguindo em frente. Estaria mentindo se dissesse que não torcia para o destino se divertir pelo caminho, mas estava certo de que tudo havia sido pensado, sem nenhuma impulsividade ou algo que pudesse abrir dúvidas.

As palavras são do jeito que são. Se por obra do acaso seus caminhos se cruzassem novamente, ficaria feliz. Mas não insistiria em tentar entender o que não havia para ser compreendido, tinha sido um mero capítulo manchado, rabiscado e amassado, algo que se algum dia fazia algum sentido, agora não tinha nenhuma importância e estava fadado ao esquecimento.

Tudo havia mudado. Nada havia mudado. Continuaria desejando coisas boas, pois sabia da importância que tinha. E seguiria encarando páginas em branco, deixando as histórias se libertarem e a mente ficar mais leve. 

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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