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Destaques

Quando a previsão do tempo erra

Quando a previsão do tempo erra podemos ficar felizes ou frustrados. Se gostamos de sol e não queremos chuva ou frio, é uma alegria quando a previsão do tempo erra. A verdade é que nem sempre a previsão do tempo acerta e está tudo bem. O mesmo vale sobre pessoas – há momentos em que podemos ficar felizes ou frustrados –, mas fazia parte da vida. Então, quer você estivesse torcendo por um dia de chuva ou desejando que o sol tomasse conta, é importante lembrar que nem sempre o que queremos, é o que o outro quer e está tudo bem. É até um exercício de empatia, de se colocar no lugar do outro e tentar entender, como duas pessoas poderiam querer coisas opostas. Havia aprendido que mais de uma coisa poderia ser verdade. Então, havia conseguido tomar sua dose diária de sol. Precisava, pois ajudava na sua regulação do humor. Mas também entendia quem se alegrava com a chuva e o frio. Mudávamos com o tempo e as previsões do tempo também mudavam. Ficamos felizes, frustados, mas dificilmente indife...

Mudar um pouco a cada dia

Todos nós podemos mudar um pouco a cada dia. São pequenos passos que nos ajudam a melhorar. O que não dá é para ficar estagnado e achar que as coisas vão mudar. Cuidar da própria autoestima sem depender da validação do outro é essencial. Muitas vezes, há pessoas que dependem o tempo inteiro do olhar do outro.

Com a quantidade de conteúdos produzidos por psicólogos nos dias atuais, o que claramente não substitui a terapia, mas há muitas possibilidades de aumentar o autoconhecimento e melhorar a inteligência emocional. 

É por meio das pequenas mudanças de hábitos, pequenas atividades, que vamos transformando nosso cérebro e estimulando nossa neuroplasticidade. Há muitas coisas para aprender sobre si mesmo e sobre os funcionamentos dos outros.

Muitas vezes, uma das coisas que você precisa aprender a fazer é dizer não e impor limites. Não existe relacionamento sem limites, onde alguém está confortável, muitas vezes, há alguém desconfortável. Em alguns casos, o outro está tão autocentrado, tão focado em reclamar e falar os próprios problemas, que ele é capaz de enxergar o outro e até mesmo perceber quando está ultrapassando os limites, tornando tóxico o que algum dia fora um relacionamento saudável.

Ouvir músicas que não ouvia faz tempo. Ouvir músicas novas. Assistir vídeos para ajudar a entender melhor a própria mente. Se exercitar. Fazer caminhos diferentes. Assistir uma série ou filme conforto. Assistir algo completamente diferente do que está acostumado a assistir. Escrever sobre as próprias emoções. Escrever sobre os próprios pensamentos. Aprender a importância de desacelerar e relaxar. Meditando e ouvindo músicas relaxantes. Reler seu livro favorito. Ler um livro sobre um problema que você está passando. Ler um livro aleatório. Aprender coisas novas e perceber que, muitas vezes, a validação precisa vir de você mesmo, não dos outros.

Há tantas coisas que podemos fazer para estimular nossa mente e pouco a pouco vamos nos transformando. Mesmo em curto prazo, é possível sentir a diferença, mas a real mudança só vai vir da consistência.

Quando a gente se põe no papel de protagonista, abandona o papel de vítima, passamos a nos autorresponsabilizar. Mesmo que as coisas pareçam escuras no momento, é importante lembrar que sempre há algo a se fazer, por menor que seja, como tirar uns minutos para focar na própria respiração ou simplesmente apreciar o momento presente. Ninguém precisa dar todos passos de uma vez, mesmo uma pequena ação e mudança de hábito pode ir te transformando ao passar do tempo. Diante de uma infinita possibilidade de coisas que podemos fazer, o importante é começar.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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