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Destaques

Ressignificar dia após dia

A linha era tênue entre a verdade e a autoficção, mas a literatura era um espaço para criar e não tinha compromisso com a realidade. Como tinta invisível, personagens às vezes se misturam e podem confundir. Um personagem pode ser vários e a graça não está em descobrir quem é quem, mas de aproveitar a leitura. Escrever em blog poderia não ser a mesma coisa do que escrever um livro de ficção ou de memórias, mas a verdade era que acabava servindo para as duas coisas. Às vezes o passado estava no passado. Às vezes o presente apontava para o futuro. Mas nunca dá para saber sobre quem se está escrevendo e há beleza nisso. A beleza de que personagens não eram pessoas, de que não precisava contar a verdade sempre, que às vezes quatro personagens poderiam se tornar um. Saber quem é quem parecia o menos importante, mas apreciar a beleza das entrelinhas. Ia escrevendo como uma forma de esvaziar a mente e o coração, sentindo o corpo mais leve. Escrevia e continuaria escrevendo sempre que sentisse ...

Tarde de prática de yoga

Era tarde de prática de yoga. Quando no fim de tarde se reunia com outros praticantes e a professora e juntos eram conduzidos para entrar em contato com o próprio corpo e a mente, alinhados com a respiração. Era um momento mágico que tirava para si mesmo, uma forma de amor próprio, um espaço onde podia ser quem era livre das amarras sociais.

Era no tapete de yoga que era capaz de refletir sobre o que estava passando. Era naquela hora em que sentia em que tudo era possível e o corpo e a mente relaxavam tanto, que era possível tocar a paz.

Todo mundo precisava de um espaço assim. Todo mundo precisava tirar um momento só para si e esquecer um pouco o mundo lá fora. Qualquer um poderia começar a praticar se quisesse. A internet estava repleta de vídeos de professores ensinando as posturas, mas claro, a sensação de ter alguém por perto cuidando cada movimento era inexplicável.

Yoga não era terapia, mas era terapêutico. Era uma ótima oportunidade de recarregar as energias e também deixar aquelas que já não faziam bem. Era uma forma de dar mais atenção ao que o corpo estava pedindo, de deixar a mente se abrir e saltar de paraquedas, de reparar aquilo que estava quebrado e levar cura para as partes que precisavam.

Uma postura levava a outra e quando menos se dera conta, já estava deitado completamente relaxado. Era um antídoto para o estresse, um calmante para quem tinha ansiedade e uma dose de vigor para quem tinha depressão. Com pesquisas ou não, o yoga transformava a mente de quem está praticando e a cada aula, vamos nos movimentando um pouco mais em direção ao que queremos nos tornar.

Então, era assim que ajudava os dias passarem. Só a terapia não era suficiente, só a medicação não dava conta, precisava de outras atividades como a pedalada, a caminhada e o yoga para movimentar o corpo e proporcionar algum alívio para a mente. Cada um se encontrava nos tapetes de yoga por um motivo, mas, sem dúvidas, todos eram ajudados de alguma forma e voltavam querendo mais.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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