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Destaques

Bem-vindo, outubro

 Outubro enfim chegou. Tem sido bom conferir como a previsão do tempo tem errado e não tem chovido. É um alívio poder voltar a tomar minha dose diária de sol. A verdade era que os dias de sol ajudavam a manter o humor estável. Desta vez, sentia-se levemente acelerado, mas com esperança de que tudo fosse voltar ao normal.  Escrevia como uma forma de ajudar a regular o humor. Escrevia para organizar os pensamentos. Escrevia para extravasar as emoções. Escrevia. Nos últimos tempos tinha pensado em como conseguira abrir mão do cigarro, mas também em como tinha dias em que sentia falta. Mas não, não ia voltar atrás.  Ia seguindo outubro, torcendo para que a previsão do tempo continuasse errando e pudesse desfrutar da dose de sol. De repente, percebia que estava cada vez mais distante de quem tinha sido há um ano. De repente, ser diferente não era algo tão ruim assim.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escrita Maldita , p ubli...

Yoga e a importância de desapegar

Em cima do tapete de yoga era o momento em que conseguia ser ele mesmo, se conectar com todas partes do corpo, com as emoções e também deixá-las ir. Parecia que o ambiente era seguro e tranquilo o suficiente para deixar a máscara social cair e entrar em contato consigo mesmo, se permitindo ficar longe das coisas que estavam pesadas.

Muitas vezes, antes mesmo da aula começar, o corpo pede por determinados movimentos. Em alguns dias, algo mais relaxante. Em outros, algo mais energizante. De toda forma, era como se o corpo marcasse presença.

Aos poucos, o silêncio é preenchido com a voz da professora de yoga, que vez ou outra, lembrava da importância de deixar de lado aquilo que é do outro e quanto pesos carregamos que não são nossos. Cheiros, músicas e sons também vão sendo incorporados, ajudando a focar no momento presente.

Seja uma aula mais leve ou uma que exige mais energia do corpo, a pessoa vai se transformando ao longo da prática e aquela pessoa que chegou, já não mais a mesma que saiu: é como se a mente fosse se libertando de tudo aquilo que antes estava incomodando e temporariamente desse um reset.

A prática da respiração consciente era algo que poderia usar dentro e fora do espaço do yoga, sempre que precisasse. Parecia algo tão simples, mas era algo capaz de transformar vidas de maneira positiva. Em pequenos momentos de autocuidado e nutrição do amor próprio, era possível se reconectar com a leveza da vida, sabendo que naquele momento, o mundo era um lugar tranquilo.

Perdera a conta de quantas vezes chegara na aula repleto de pensamentos que não eram seus, para ao longo e ao final da aula se ver livre deles. O yoga exige autodisciplina e para quem está começando, pode levar um tempo para se adaptar e tirar o melhor do tapetinho, levando os conhecimentos para fora.

Seja no início ou no final, você também reflete sobre o que tem alimentado sua mente. Às vezes, independente de suas boas intenções, alguém está sempre reclamando e jogando problemas em sua direção. No final do yoga, a lição que fica é que, sim, podemos desapegar dos pensamentos e emoções, mas também precisamos ficar conscientes de qual maneira estamos nutrindo nossas mentes.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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